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Vanessa Oliveira: "A vida tem-me dado o que peço, degrau a degrau"

Com o início do novo ano, a apresentadora faz balanços, traça metas e pede desejos. 

Cristiana Rodrigues
31 de janeiro de 2015, 10:00

O encontro com Vanessa Oliveira estava bem planeado: falar do ano que passou, saber o que tem aprendido com o filho, André, de 18 meses, fruto da relação com João Fernandes (conhecido como DJ Kamala), comprovar que a saída da SIC para a RTP, onde apresenta, ao lado de Herman José, o programa Há Tarde, foi um passo bem dado. E, claro, como não poderia deixar de ser, traçar metas para 2015 e desejos por cumprir. Isto de sorriso nos lábios e uma simpatia inegável, a mesma com que conquista todos os dias os telespectadores.
- O fim de ano é uma altura especial? 
- Muito. É um ano de balanços.Olho para o ano que passou, vejo o que quero que passe para o seguinte e o que deve ficar no passado. Penso em coisas boas e levo só as boas energias. É importante limparmos tudo o que não queremos para entrarmos em paz no novo ano. Confesso que são momentos em que me emociono. Na maioria das vezes até caem uma ou duas lágrimas. Mas é bom. Chorar limpa a alma.
-E afinal, qual é o balanço deste seu ano 2014?
- O balanço não poderia ser melhor. Sinto-me feliz, concretizada, cheia de projetos profissionais e outros tantos na minha cabeça. Portanto, não poderia pedir mais, graças a Deus.
- A quem é que agradece o que de bom a vida lhe tem dado?
- [Risos] Eu diria que agradeço a mim e ao facto de ter sempre pedido coisas boas e ter boas energias para tudo. As coisas não acontecem por acaso. Temos que lutar por elas e eu sempre tive que lutar e trabalhar para alcançar tudo o que tenho, mas não me arrependo de nada!
- E se tiver de descrever o ano de 2014, que palavras escolhe?
- Amor, porque descubro a cada dia um amor ainda maior. Felicidade, porque não podia ser mais feliz do que sou hoje. Concretização, pois devido ao meu trabalho, ao meu esforço profissional, consegui subir um grande degrau na minha vida profissional.
- Cumpre a tradição das 12 passas e do champanhe? 
- Todas e mais alguma. As passas, o champanhe, em cima do banco, ao pé coxinho, com uma nota na mão, a fazer a contagem decrescente. No ano passado o André dormia, mas este ano, se estiver acordado, será tudo isto com ele ao colo! Vai ser bonito, vai! [risos]
- E traça metas para o ano seguinte? 
- Não sou de pedir ou ambicionar muito. A vida tem-me dado o que peço, degrau a degrau. E mais não peço. Saúde é um lugar comum, mas é mesmo o mais importante. Sem saúde não conseguimos fazer nada. Depois disso, continuar a fazer um bom trabalho, concretizar alguns projetos, ver o meu bebé crescer, continuar feliz, isso basta.
- Ser mãe novamente é uma possibilidade?
- Com certeza que é uma possibilidade.O André nem sequer me dá tanto trabalho assim, é um bom bebé. Mas primeiro quero que seja mais independente. Tem um ano e meio e pelo menos antes dos três não penso nisso. Também neste momento, com o nascimento do meu Há Tarde, preciso estar concentrada no meu trabalho. Mas está na minha cartilha de futuro.
- Como tem conciliado a sua carreira com um filho? 
- Muito bem. Neste momento tenho o tempo muito mais organizado, já que os horários de trabalho, salvo exceções, são certos. Isso possibilita uma organização mais bem feita do meu tempo e, consequentemente, do tempo que tenho para estar com o André, cuidar dele, brincar... 
- O André absorve a maior parte do seu tempo?
- Sou muito organizada e durante a semana os dias são praticamente iguais. Saio da RTP, o André já está em casa com o pai e é só dar-lhe banho, fazer e dar-lhe o jantar e pô-lo na caminha. Depois disso já tenho tempo para os afazeres domésticos ou outras coisas. Ao fim de semana, 98% do tempo é dedicado a ele. 
- A chegada do André fez com que a vida de casal passasse para segundo plano?
- Não. É importante fazer um esforço para que isso não aconteça. É verdade que há menos horas de sono, é verdade que temos alturas em que os horários andam desfasados, mas acredito que quando se gosta mesmo, faz-se sempre um esforço.
- O que é que o André mais lhe tem ensinado? 
- Que se pode amar incondicionalmente, que dou a vida por ele sem pestanejar, que tenho muito mais força do que algum dia imaginei, e que consigo dividir a minha vida sem perder nada do que já consegui até agora.
- Pensou que ser mãe seria mesmo assim ou superou em muito as expectativas?
- Por mais que já tenhamos amigas com filhos, é sempre diferente termos a continuação de nós mesmos. É impressionante pensarmos como um ser depende totalmente de nós. É revelador sabermos, consciencializarmo-nos de que alguém já fez isto por nós. Dou muito mais valor aos meus pais, é impressionante! Depois, é impressionante a capacidade que temos de amar além do limite das nossas forças. Só quem tem um filho sabe o que é amar incondicionalmente.
- Pomos sempre os filhos em primeiro lugar, mas é bom não nos esquecermos de que já cá estávamos, que já éramos mulheres, que já tínhamos uma vida. Faz esse exercício?
- Sim, claro. Consigo ser a mãe do André e ser a Vanessa. É importante as mulheres terem isso em mente. Temos que ter a noção que a vida não começa e acaba nos nossos filhos. Temos que ser mulheres, amantes, trabalhadoras, amigas. Por isso é que somos muito polivalentes.
- Qual foi, até agora, o melhor dia da sua vida?
- Não consigo eleger um. Graças a Deus tenho tido uma vida muito feliz e completa, cheia de coisas boas. É difícil escolher um.
- Quando somos mais novos idealizamos cenários. Os que idealizou estão realizados?
- Com 18 anos pensava que aos 30 seria uma "mulher de negócios" com filhos, boa casa, carro porreiro, cão, casamento feliz. Quando temos 18 anos, os 30 ainda estão muito longe e achamos que seremos muito importantes e sérios. Hoje, com 33, tenho isso tudo e de uma forma muito mais descontraída do que achei que seria. O que é maravilhoso. Podemos ser "crescidos" sem sermos sisudos. Portanto, sim, estou completamente realizada.
- Gostaria de congelar algum momento da sua vida?
- Um momento não diria, mas gostava de não perder as pessoas próximas. Sei que é a lei da vida, mas isso é o que mais me custa.

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