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Andreia Santos: “Tudo o que consegui foi por mérito, não tenho vida de dondoca”

A CARAS lança quatro livros onde a nutricionista ensina, em parceria com o ‘chef’ Hélio Loureiro, a comer bem sem sacrifícios.

CARAS
21 de janeiro de 2015, 10:30

Com apenas 30 anos, Andreia Santos já começou a deixar a sua marca no mundo da nutrição. Bom garfo assumido, pretende mostrar que é possível manter uma alimentação saudável mesmo comendo o que a cozinha portuguesa tem de melhor. E é isso mesmo que faz nos quatro livros que a CARAS vai oferecer, de 21 de janeiro a 11 de fevereiro. Numa conversa feita de sabores, não faltou o ingrediente principal, o amor, até porque foi isso que encontrou ao lado de Vítor Baía.
– É realmente possível comer bem sem sacrifícios?
Andreia Santos – É verdade. Estes fascículos, que são excertos do meu livro com o chef Hélio Loureiro, mostram-no. Temos pratos típicos que perdem metade do valor calórico mudando alguns pormenores na confeção ou nos ingredientes. Comer é muito mais do que o ato de nos nutrirmos, há uma componente emocional associada e acho ridículo eu, enquanto nutricionista, dizer às pessoas para comerem só sopas e saladas.
– Que adaptações costuma fazer quando está a cozinhar?
– Nunca faço nada frito, faço tudo no forno. Para quem quer comer legumes mas está farto de comer sopa, pode fazer no wok um refogado com azeite, um bocadinho de água para a cebola não fritar e vários legumes, como curgetes, cogumelos, alho-francês, rebentos de soja. Basta temperar com caril e malaguetas aos bocadinhos, por exemplo, e sem sal. Para quem está farto de comer bifes de peru grelhados, pode grelhar os bifes sem gordura nenhuma, saltear espinafres em azeite e alho e juntar presunto, que tem poucas calorias, tirando a parte da gordura, e fazer um rolinho. Ou seja, psicologicamente estamos a comer uma coisa diferente, mas na verdade não deixa de ser um bife de peru com legumes.
– Vejo que gosta de cozinhar e, segundo a sabedoria popular, os homens conquistam-se pelo estômago. Foi assim que conquistou o Vítor?
– Ajudou, mas não foi só por isso. A conquista faz-se pelo todo. Antes de namorarmos, fomos amigos, e isso foi fundamental. Talvez se não fosse assim, com o tipo de vida que o Vítor tinha e as experiências anteriores, ele não olhasse para mim como olha. Foi importante ele conhecer-me e gostar de mim por aquilo que sou e não só pela aparência. Sempre disse que se estávamos na vida um do outro era por alguma razão, mas não queria ter nada com ele. Contudo, há coisas que não se controlam.
– Sente-se feliz por não ter conseguido controlar esse sentimento?
– Sim, fazemos muito bem um ao outro. Mas uma relação só faz sentido assim, quando as pessoas têm vontade de se ajudar a crescer, quando há uma preocupação de fazer o outro feliz. Há relações que se desgastam com o passar do tempo; no nosso caso é o contrário. Temos bons alicerces, somos verdadeiros e tudo flui naturalmente.
 – Já assumiram que desejam casar. Pode estar para breve?
– Esse é um desejo dos dois, mas não temos data, não há planos. Quando acharmos que tem de ser, será. Estou focada na profissão e quero ser reconhecida pelo meu trabalho. Tudo o que consegui até agora foi por mérito, por empenho, não tenho uma vida de dondoca ou de mulher de jogador de futebol. Longe disso, sempre fui batalhadora, faço mil e uma coisas, mas ter sucesso e ser reconhecida profissionalmente dá trabalho. E eu pretendo que o meu nome fique vincado na área da nutrição.

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