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Mário Daniel e Cláudia Pedrosa partilham a magia da sua relação

Casados há dois anos e meio, o ilusionista e a mulher trabalham juntos, pelo que passam muito tempo um com o outro. Dos planos de ambos faz parte, a curto prazo, a paternidade.

CARAS
10 de janeiro de 2015, 14:00

Juntos há cinco anos e casados há dois e meio, Mário Daniel, de 34 anos, e Cláudia Pedrosa, de 31, parecem completar-se nas suas diferenças. Conheceram-se no programa Praça da Alegria, da RTP, onde Cláudia era assistente de produção, e rapidamente perceberam que a vida faria mais sentido se a partilhassem. Por isso, em pouco tempo e sem “pós de perlimpimpim”, o mágico conquistou aquela que considera ser a mulher da sua vida. Entre um espetáculo e outro, o casal encontrou tempo para visitar o Castelo da Caras, em Estremoz, onde nos contou a sua história comum e os dois falaram sobre uma das épocas que mais adoram: o Natal.
– Mário, como surgiu a paixão pela magia?
Mário Daniel – Eu já gostava de magia desde pequeno, mas a aproximação real foi por volta dos 12 anos, quando um amigo levou um livro para a escola que me despertou imenso a atenção. Estudei o livro, quis saber mais, mas como não havia Internet e eu morava no Peso da Régua, percorria as livrarias todas à procura de mais informação. Licenciei-me em Educação Física, mas desde os 16 anos que dizia que queria ser profissional da magia e assim foi. Nunca fiz outra coisa.
– E como se cruzaram no caminho um do outro?
A Cláudia era assistente de produção num programa da RTP em que eu tinha uma rubrica e encontrávamo-nos todas as semanas nos bastidores. Acabámos por nos apaixonar.
– E teve de usar alguns dos seus truques para conquistar a Cláudia?
Mário – [risos]
Cláudia Pedrosa – Na verda­de o amor não se explica, mas o Mário é uma pessoa por quem é muito fácil apaixonarmo-nos, é um homem interessante.
– E trabalham juntos. Como equilibram o lado pessoal com o profissional?
Nem sempre é fácil, precisamente porque existe uma confiança muito grande que nos permite dizer outras coisas. Não é fácil separar os papéis de marido e mulher e de mágico e produtora.
Mário – Diria até que uma discussão de trabalho pode levar a uma discussão pessoal. Mas sinto que temos um equilíbrio muito grande. Eu sou desorganizado, a Cláudia é muito organizada, eu sou impulsivo e enérgico, ela é mais ponde­rada... E no meio de toda a minha energia comecei a ouvi-la melhor e a ponderar mais as coisas. Sinto que melhorei muito ao lado da Cláudia a nível pessoal e a nível profissional fazemos realmente uma dupla muito boa.
– E conseguem não levar os problemas de trabalho para casa?
Cláudia – [risos]. Nós trabalhamos em casa.
Mário – É impossível separar e sempre que temos alguma questão de trabalho, acabamos por resolvê-la logo, mesmo que seja em casa. Mas a possibilidade de trabalharmos juntos permite-nos gerir as nossas vidas e os nossos horários.
– Dessa forma acabam por ter um pouco mais de tempo de qualidade enquanto casal...
Sem dúvida. Temos muito trabalho e estamos numa fase muito boa. Ainda que tenhamos menos tempo livre do que gostaríamos, acho que o aproveitamos muito bem.
– Mário, a Cláudia sabe alguns dos seus truques ou nem em casa isso se partilha?
É praticamente impossí­vel separar essas coisas, porque como a Cláudia está envolvida nas gravações dos programas, dos espetáculos e até na escolha dos adereços, seria impensável que ela não soubesse com o que está a lidar. A diferença é que conhecer os segredos não é saber executá-los... não é bem a mesma coisa [risos].
– De todos os planos que têm, a paternidade faz parte ou estão focados no lado profissional?
Mário –
Faz parte dos nossos planos a curto prazo. Não queremos ser pais muito mais velhos e achamos que faz todo o sentido pensarmos nisso. O facto de trabalharmos muito em casa dá-nos mais disponibilidade para uma criança.
Cláudia – Há algumas coisas profissionais que teremos de alinhar, mas claro que pensamos ser pais.
– Momentos como este, a dois, são fundamentais para fugir da rotina?
Claro. Nesta fase são é muito raros, mas é fundamental e sentimos muita falta disso nesta fase de tanto trabalho. Estamos tão absorvidos com as coisas que temos para fazer que, mesmo trabalhando juntos e vivendo na mesma casa, quase parece que a nossa relação pessoal fica esquecida. É importante pararmos um bocadinho de vez em quando e pensarmos um no outro e na nossa relação.
Mário – Talvez pela forma caótica como às vezes faço a gestão de algumas situações, sempre gostei desta ausência de rotina. Eu acho imensa graça à vida que temos e também já conseguimos facilmente ligar e desligar do trabalho. 

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