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Ambiente romântico e medieval do Castelo da CARAS acolhe convidados em Estremoz

À espera dos nossos convidados no Castelo da CARAS estava uma mesa natalícia digna de reis, a condizer com a riqueza gastronómica da região alentejana.

CARAS
4 de dezembro de 2014, 17:12

O Castelo de Estremoz é o cenário privilegiado que abriga a Pousada da Rainha Santa Isabel, autêntico palácio mandado construir por D. Dinis para a sua mulher, que por isso lhe dá nome. Palco de batalhas, histórias de amor e traição, acolhe, por estes dias, os convidados da CARAS, que ali têm usufruído do conforto característico das Pousadas de Portugal que moderniza sem descaracterizar esta construção medieval.
O interior do edifício não está longe de poder ser considerado um museu: decorado com peças predominantemente dos séculos XVII e XVIII, ali merecem destaque as tapeçarias expostas nas paredes, os objetos em ferro e porcelana e, claro, os móveis únicos. Um ambiente romântico com 33 quartos dignos de rece­ber membros da realeza, como dizem ter-se sentido alguns dos “nossos” hóspedes.
Acredita-se que a fortificação tenha começado a ser erigida na viragem dinástica que levou D. Afonso III, pai de D. Dinis, ao poder. Com cerca de 22 torres, o castelo segue uma planta genericamente pentagonal, adaptada ao maciço rochoso onde está implantado. A secção principal situa-se no lado sul, onde se destaca a imponente Torre de Menagem, que mede cerca de 27 metros de altura e cuja cons­trução terá sido concluída já na década de 70 do século XIV, quando D. Fernando procedeu às derradeiras obras no conjunto.
O interior organiza-se em três andares. O primeiro terá servido de prisão, o segundo abriga uma sala octogonal coberta por uma abóbada polinervada estrelada assente em capitéis de decoração naturalista, espaço que terá servido para audiências reais, e o terceiro piso possui balcões de matacães de função militar. O terraço é protegido por ameias, quase todas incorporadas na torre por ocasião do restauro feito em 1940. Um cenário digno de histórias únicas, que testemunhou sobretudo durante o século XIV, quando Estremoz foi palco privilegiado da política régia.
A história de Estremoz é rica – e os monumentos dignos de visita não se resumem à fortificação, merecendo igual atenção a Igreja de São Francisco, as portas e baluartes da cidade ou o castelo de Evoramonte –, mas não perde na comparação com a gastronomia alentejana que ali se pode provar, outro dos grandes atrativos da pousada, cujo restaurante combina os sabores tradicionais com elementos contemporâneos.
A partir desta edição, e ao longo das próximas semanas, poderá o leitor confirmar pelas matérias feitas em Estremoz como este cenário medieval foi inspirador.

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