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A nova mansão de luxo de Tommy Hilfiger em Miami

Um refúgio de 1300m², luxuoso, colorido e com acesso direto à praia.

CARAS
30 de novembro de 2014, 10:00

Se o exterior, de linhas direitas e geométricas com tendências art deco é imponente, o que dizer das áreas interiores desta mansão de 1300 metros quadrados que Tommy Hilfiger e a mulher, Dee Ocleppo, compraram em Golden Beach, Miami? “Queríamos uma casa na praia que pudesse ser o nosso refúgio, e não há nenhum lugar como Miami para nos divertirmos”, explicou o criador de moda norte-americano. Com acesso direto à praia de areia fina e mar de azul transparente, “é o melhor sítio para estarmos com a família”, diz. Decoradas com a preciosa ajuda de Martyn Lawrence Bullard, as divisões apresentam um fio condutor e as referências artísticas estão no topo. Há influências de Andy Warhol, de quem foi amigo, de Keith Haring e de Jean-Michel Basquiat. E embora todos os ambientes tenham como base um tom neutro, ganham vida com os objetos coloridos. Do branco neve ao clássico preto, passando pelo rosa vibrante, pelo ousado vermelho e até pelo arriscado amarelo, cada uma das divisões tem inspirações da pop art. Os quartos, cinco no total, são inesperados, alguns divertidos. Há detalhes em cada canto e um estilo vintage no mobiliário. Há uma escultura do Mickey com assinatura de Heiner Meyer logo no hall de entrada e retratos de Elizabeth Taylor, Marilyn Monroe e Mick Jagger, um dos ídolos de Hilfiger. “Esta casa é, em parte, uma galeria de arte para a minha coleção pessoal e desempenhou um grande papel no processo de design, explica o criador. Design esse que, como diz, “é muito diferente do das outras casas que temos. A de Greenwich é uma casa campestre e a de Mustique [ilha das Caraíbas] tem um estilo colonial britânico. Aqui tivemos a oportunidade de criar uma nova estética. Esta casa é luminosa, divertida e muito descontraída.” E se a sua divisão preferida é a sala de estar, a peça eleita vai para o dossel espelhado de Paul Evans, que se pode ver no quarto do casal, onde sobressai também o tapete em pele de carneiro. Mas é no escritório que estão recriadas as três cores emblemáticas da marca que criou há 29 anos: branco, vermelho e azul, as mesmas que pintam o logo presente nas suas coleções que tanto sucesso têm feito desde 1985, quando foi criada a marca.
Aluno pouco brilhante e “pouco confiante” para quem “a álgebra eram carateres chineses”, como ele próprio se define, Thomas Jacob Hilfiger – o nome de batismo do estilista, que nasceu a 24 de março de 1951 em Elmira, uma pequena cidade do Estado de Nova Iorque – queria mesmo era ser uma estrela de rock. Aliás, diz que quando olhava para Jim Morrison, David Bowie e Mick Jagger, Hilfiger pensava que “queria ser como eles”. Gostava da pose, do estilo, do guarda-roupa. Mas na sua cidade natal não havia qualquer peça que se assemelhasse às que tanto desejava. Começou a comprar calças à boca de sino, semelhantes às que os seus ídolos usavam, personalizava-as e vendi-as à porta do liceu onde estudava. Foi um sucesso e, aos 18 anos, acabou por, com pouco mais de 100 euros, abrir aquela que foi a sua primeira loja, a People’s Place, em Elmira. O negócio expandiu-se e ao fim de um ano tinha mais sete lojas. No entanto, com a crise de 1977 en­frentou a bancarrota e mudou-se para Manhattan.
A fama de ser bom trabalhador, empreendedor e de ter alma para o negócio e o encontro com as pessoas certas permitiu-lhe criar a marca Tommy Hilfiger, que se tornou uma referência. Passou a ser comparado a Calvin Klein ou Ralph Lauren. O estilo colegial, clássico e descontraído acabou por ultrapassar fronteiras e conquistar mercados fora dos Estados Unidos. Hoje, é um nome incontornável do mundo da moda. Em Portugal, por exemplo, conta já com quatro lojas. “Comecei a desenhar roupas para mim e nunca pensei que viria a ter uma marca global. Quando muito, pensei que poderia vir a ter uma marca de roupa para homem na América. Entretanto, começámos a expandir-nos por todo o mundo e hoje aqui estamos”, assume Hilfiger, que define a sua roupa como uma “classic american cool brand”, como referiu à CARAS em novembro de 2010, durante um passeio por Lisboa que acompanhámos.
Filho de uma enfermeira e de um relojoeiro, Tommy é o se­gundo de nove irmãos. Cresceu no seio desta família numerosa e também unida que apoiou sempre as suas decisões. E foi com base neste exemplo que criou a sua própria família: do primeiro casamento de 20 anos, com Susie Carona – na altura empregada de uma das suas lojas –, tem quatro filhos, Alexandria, Richard (mais conhecido por Ricky Hil), Elizabeth e Kathleen; de Dee Ocleppo, com quem se casou no final de 2008, tem mais um filho, Sebastian Thomas, que tem agora cinco anos.
Homem solidário, fundou em 1995 a Tommy Hilfiger Corporate Foundation, vocacionada para a educação cultural e o bem-estar físico e intelectual dos jovens. Desde há oito anos que cria também uma carteira de edição limitada cuja receita reverte em parte para o Fund For Living, a campanha global da Breast Health International, que apoia pessoas com cancro da mama. Uniu-se também à instituição Millennium Promise na sua luta contra a pobreza extrema em África. Uma forma de expandir os seus interesses e sentir-se útil.

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