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O último adeus ao marquês de Fronteira, grande defensor da cultura

Fernando José Fernandes Costa de Mascarenhas, 12.º marquês de Fronteira, foi um mecenas da arte e descrevia-se como um liberal de esquerda.

CARAS
23 de novembro de 2014, 12:00

“Gostava muito de conversar com ele. Tinha uma grande liberdade de opiniões e mes­mo tendo opiniões contrárias, foi sempre um bom exemplo do que é um espírito inteligente a viver em democracia.” Foi assim que
D. Duarte Pio lembrou Fer­nando de Mascarenhas, marquês de Fronteira, que morreu no passado dia 12, aos 69 anos. O corpo foi velado no palácio que dinamizou desde 1987 e que é a sede da fundação das Casas de Fronteira e Alorna, e foi aí que dezenas de familiares e amigos, entre eles o duque de Bragança, lhe prestaram a última homenagem. No dia seguinte, o corpo seguiu para o cemitério dos Olivais, onde foi cremado.
Sucede a D. Fernando de Mascarenhas o primo, Antó­nio Maria Infante da Câmara Mascarenhas, 13.º conde de Coculim, de 29 anos, uma escolha do próprio marquês na altura em que escreveu Sermão ao meu Sucessor – Notas para uma Ética da Sobrevivência. Ao primo, que fica com o seu título e à frente da fundação, aconselhou neste mesmo sermão: “Sê primeiro um homem e, depois, só depois, mas logo depois, um aristocrata.”
Nome grande da cultura, o 12.º marquês de Fronteira, 10.º marquês de Alorna e 13.º conde da Torre, três dos nove títulos no­biliárquicos que assinava, foi um mecenas da arte. Casou-se duas vezes, mas não teve filhos.

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