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Thomaz de Lima Mayer: “´É raro o mês em que não reunimos a família aqui na quinta”

Maria José e Thomas de Lima Mayer trocaram a agitação de Lisboa pelo Alto Alentejo, onde se dedicam a produzir vinho de qualidade numa propriedade de família.

CARAS
6 de dezembro de 2014, 14:00

O produtor de vinhos Thomaz de Lima Mayer e a mulher, Maria José de Lima Mayer, receberam a CARAS na Quinta de São Sebastião, em plena época das vindimas. Foi nesta propriedade, que é também reserva de caça e santuário da vida animal, que Thomaz de Lima Mayer se lançou no negócio da sua vida. A Lima Mayer & Companhia surgiu da decisão, tomada no início de 2000, de produzir vinho na propriedade de Monforte, da família da mulher. A dedicação a tempo inteiro à produção vinícola significa um regresso às origens para o gestor licenciado em Engenharia Agrónoma e uma mudança na vida para a família, que passou a dividir o seu tempo entre a casa de Lisboa e o monte alentejano. Mudança muito apreciada pela mulher, decoradora de interiores e gestora de eventos, pelas duas filhas, Mariana e Vera, e pelos oito netos, com idades entre os cinco e os 18 anos.
– Como é que um gestor de sucesso abandona a sua carreira para se dedicar ao vinho?
Thomaz de Lima Mayer – Por paixão, romantismo. Nesta atividade mais do que noutras ou se tem paixão naquilo que se faz ou é melhor não fazer. O meu desafio sempre foi o de fazer vinho muito bom.
– Foi uma decisão fácil?
– Foi quase natural. Sempre tive uma paixão por vinhos, muito incentivada pelo meu pai, que era um gourmet e apreciador das coisas boas. A isso juntou-se a circunstância de termos esta propriedade que estava abandonada.
– A sua mulher apoiou logo a sua decisão de mudar de vida?
– A minha mulher partilha a minha paixão pelo vinho, por isso não podia estar mais feliz com o negócio que desenvolvi nesta quinta que estava abandonada mas era propriedade da família dela. Hoje passa aqui comigo a maior parte do tempo. Só não vem mais vezes porque os netos, que vivem em Lisboa, reclamam muito a sua presença.
– Não será uma gestão fácil...
– Com vontade, tudo se consegue. A minha mulher gere muito bem a sua vida entre Lisboa e Monforte. Em Lisboa é aquilo que ela chama “avó profissional” e aqui continua a exercer a sua atividade de decoradora e organizadora de eventos, pois recebemos muitos grupos, sobretudo de estrangeiros, que vêm provar o nosso vinho. A verdade é que a minha mulher me acompanha muito e isso deixa-me feliz. O grande sucesso deste projeto reside muito na colaboração dela.
– Calculo que o monte seja frequentemente palco de grandes encontros familiares...
– É raro o mês em que não nos reunimos todos aqui. Sin­to-me muito feliz quando tenho cá todos. A propriedade, além do vinho, tem muitos animais, algo que agrada muito aos meus netos, que passam aqui grande parte das férias de verão.
– Quem mais gostou de ouvir elogiar o seu vinho?
– Tenho recebido elogios fantásticos das pessoas mais extraor­dinárias que possa imaginar mas o elogio que recebi que me trouxe maior orgulho foi o da minha mãe, que tem 93 anos.

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