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Pablo Alborán: “Sou um homem normal, faço as minhas loucuras”

Marcámos encontro com Pablo Alborán na Praia do Guincho, em Cascais, onde o músico espanhol nos falou de ‘Terral’, um disco muito pessoal que o leva de regresso às suas origens.

Pedro Amante
22 de novembro de 2014, 16:00

Um novo disco, uma nova visita a Portugal, a mesma sensação de sentir-se em casa. Pablo Alborán não esconde o carinho que tem pelo nosso país e, mais uma vez, esteve à conversa com a CARAS. Falou-nos de Terral, o seu novo trabalho, e fez-nos um balanço dos últimos quatro anos da sua vida, desde o momento em que largou o anonimato até se transformar no artista que mais discos vende em Espanha. Foi, acima de tudo, uma conversa informal e descontraída, durante a qual falámos de música, fama, inspirações, mulheres e até de loucura. Uma conversa onde Pablo, de 25 anos, revelou um pouco mais do homem que existe por detrás do músico.
Terral. Porquê este nome?
Pablo Alborán – Terral é um vento quente que sopra em Málaga, a minha terra. Como é um disco tão pessoal, necessitava de um nome que me levasse a casa, às minhas raízes. É um vento louco e eu também sou um pouco louco. [Risos]
– Muita coisa mudou desde o primeiro disco...
– Os meus costumes, as minhas necessidades, os meus prazeres, isso não mudou. Continuo a ser a mesma pessoa simples, tenho os amigos que sempre tive. Faço o que mais gosto, mas é claro que deixei de fazer muitas outras coisas.
– Continua agarrado às suas raízes?
– Muito. Adoro voltar a casa, estar em casa, trabalhar em casa, junto da minha família. Para mim isso é fundamental.
– Foi fácil aprender a viver com a fama?
– A fama é uma faca de dois gumes, mas como estou focado no trabalho não me tenho dado conta do lado negativo. Não sou extravagante, tenho gostos simples e não vivo preocupado com o facto de estarem a investigar a minha vida. Sou um homem normal, faço as minhas loucuras. [Risos] Sou humano, cometo os meus erros, ninguém é perfeito. Acima de tudo, gosto de fazer o que me faz sentir bem e sinto que a fama não me fez mal.
– Tem feito amigos no mundo da música?
– Faço amigos facilmente.
– Não sente que existam pessoas que se aproximam de si por interesse?
– Trabalho com muitos amigos de longa data e são eles que se apercebem dessas situações, porque veem coisas que eu não vejo. Sou um livro aberto, dou-me bem com toda a gente e gosto de fazer amigos. Por isso, prefiro equivocar-me a ter que ficar fechado em casa. Até porque esta profissão também nos traz muita solidão.
– Onde procura a inspiração?
Em qualquer lugar. Tudo me inspira, um quarto de hotel, um bar, uma relação, um livro, um filme. Neste disco, por exemplo, há de tudo, desde coisas que vivi a coisas que me contaram. Obviamente que há histórias que são reais.
– E pode falar-nos dessas histórias?
– Há várias. Há uma música que fala de ciúmes. Quem nunca sentiu ciúmes? É mau ser ciumento, mas reconheço que já o fui. É algo de que não gosto e por isso escrevi sobre isso, para me libertar. Uma relação com ciúmes é horrível, é o pior que podemos viver.
– É um homem apaixonado?
– Sou um romântico, passional, gosto muito de viver. Para mim, ser romântico é gostar de viver, não é ver tudo cor-de-rosa. Tenho 25 anos e ainda tenho muito que aprender, mas gosto de desfrutar de cada momento.
– E neste momento, desfruta de alguma paixão?
– Como não vou responder a essa pergunta, não vai ter um exclusivo mundial. [Risos] Neste momento estou muito bem como estou, muito centrado no meu trabalho. Não tenho tempo para mais nada.
– Mas pode dizer-nos como é para si a mulher perfeita?
– Acima de tudo, tem que entender e aceitar o meu trabalho, e sei que isso é difícil, pelas viagens, pela inconstância. Hoje estou aqui, mas amanhã posso estar em Paris ou em qualquer outro lugar do mundo. Tem que ser uma pessoa que não me obrigue a abdicar da minha paixão pela música. Isso eu não poderia suportar, não seria um amor de verdade. O amor de verdade permite-nos viver as nossas paixões e partilhá-las.

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