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Letizia mostra-se uma rainha calorosa e irrepreensível na visita a Portugal

Maria Cavaco Silva acompanhou Letizia nesta breve passagem por Portugal, onde houve tempo para visitar uma exposição no Museu Gulbenkian, na companhia da comissária espanhola Pilar Benito Garcia.

CARAS
19 de novembro de 2014, 13:00

A figura é esbelta, sorridente, perfeccionista. A pose acompanha, o comportamento é irrepreensível. Uma rainha profissional. Letizia de Espanha chega à Moita, no distrito de Setúbal, pelas 10h50 da manhã de sexta-feira, dia 7, vinda diretamente da base militar de Figo Maduro, mas parece acabada de sair das mãos de um grupo de profissionais que trabalham a sua aparência. Num tailleur encarnado conjugado com blusa de estampado de pele de cobra, saltos altos q.b. e maquilhagem discreta, cumprimenta com simpatia e sorrisos o grupo de pessoas que a espera à entrada da Casa dos Marcos, que apoia portadores de doenças raras e respetivas famílias. A primeira-dama portuguesa, Maria Cavaco Silva, recebe beijos e um abraço caloroso – afinal, têm-se encontrado com frequência e construíram uma relação de alguma proximidade –, os jornalistas têm direito a um “bom dia” num português correto. Seguem-se as inevitáveis poses que permitem documentar fotograficamente o momento. Com a rainha e a primeira-dama está Paula Brito e Costa, presidente da Raríssimas (Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras), responsável pelo espaço que mostrará de seguida à rainha de Espanha.
A acompanhar esta visita está um grupo restrito, ficamos mais tarde a saber que Letizia se mostrou comovida com o contacto direto com os doentes que encontrou na Casa dos Marcos, o que não causa surpresa: afinal, as doenças raras são uma causa que a sensibiliza e foi a própria rainha que tomou a iniciativa de mostrar a sua vontade de vir a Portugal neste dia, para participar na cerimónia de encerramento do II Encontro Iberoamericano de Doenças Raras. É no âmbito deste evento que, cerca de uma hora mais tarde, discursa no salão dos Bombeiros Voluntários da Moita (muito próximo da casa que acabou de conhecer, e de onde se desloca a pé na companhia da extensa comitiva), depois de terem falado a presidente da Raríssimas, o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, e o presidente das congéneres espanhola e iberoamericana da Raríssimas (a Feder e a Aliber, respetivamente), Juan Carrión. A lição vem bem estudada e Letizia dirige-se ao público em português, captando de imediato a simpatia geral: “Obrigada por me darem a oportunidade de regressar a Portugal, onde me sinto em casa. Não passou muito tempo desde que cá estive com o rei, uma visita que voltou a deixar clara a proximidade entre os dois povos, o espanhol e o português, que se querem e respeitam.” O discurso prossegue com agradecimentos a Maria Cavaco Silva e às outras individualidades presentes, para se centrar depois na causa das doenças raras, agora já em castelhano. A rainha fala pausada e fluentemente, capacidade que adquiriu certamente nos anos em que foi jornalista e pivot de televisão, e que tem tido oportunidade de aperfeiçoar desde que se casou, em 2004, com Felipe de Espanha, rei desde julho passado, já que sempre reservou para si um papel ativo ao lado do marido, mesmo enquanto princesa.
A palavra passa para a mulher do Pre­sidente da República e Maria Cavaco Silva – que na Casa dos Marcos tratam com algum carinho por “madrinha”, pois é-o de facto da Associação Raríssimas – não resiste a fazer assunto do facto de Letizia ter mostrado alguma fluência em português, desculpando-se simultaneamente por não arriscar ela própria o castelhano. A boa disposição e o à-vontade entre as duas é notório, e volta a estar em evidência durante a segunda parte do dia, uma visita à exposição A História Partilhada – Tesouros dos Palácios Reais de Espanha, no Museu Calouste Gulbenkian. Antes, uma pausa para almoço, novamente na Casa dos Marcos, com um menu que apresenta ravioli de espinafres, garoupa com molho de frutos secos e carpaccio de banana. 
A chegada à Gulbenkian faz-se perto das três da tarde. Letizia e Maria Cavaco Silva são recebidas por um grupo que inclui o presidente da Fundação, Artur Santos Silva, o diretor do museu, João Castel-Branco Pereira, e a comissária espanhola da exposição, Pilar Benito Garcia, que acompanhará as duas no percurso pelas salas algo exíguas que abrigam os quadros ilustrativos de 350 anos da história ibérica. Antes da visita, tempo para oferecer à rainha uma recordação rara: a reprodução de um livro de iluminuras do século XIII, Apocalipse, uma preciosidade em cuja capa estão gravadas as armas da coroa espanhola, como nos explica João Carvalho Dias, conservador dos livros da Fundação. A visita faz-se em cerca de 40 minutos, com duas paragens estratégicas para recolha de imagens. À saída, Letizia parece hesitar quando os jornalistas lhe pedem uma palavrinha, mas o avião está à espera e opta por partir rapidamente, de volta a Madrid. Os comentários de quem observa não variam muito: a rainha é “ainda mais magrinha do que parece nas fotografias” e “parece simpática”.

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