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Ana Guiomar: “O teatro ajuda-me a pensar, tem sido um bocadinho da minha escola”

Dona de um sorriso fácil e contagiante, Ana Guiomar, de 26 anos, tem conquistado o público e a crítica. Neste momento, acumula as gravações da novela da SIC “Mar Salgado” com os ensaios da peça “Amor e Informação”, no Teatro Aberto.

Andreia Cardinali
13 de dezembro de 2014, 10:00

Ana Guiomar, de 26 anos, iniciou a sua carreira nos Morangos com Açúcar, há 11 anos, e nunca mais parou. Da televisão ao teatro, a atriz tem vindo a conquistar público e críticos e tem sido reconhecida com alguns prémios.
A gravar a novela da SIC Mar Salgado e em ensaios para a peça Amor e Informação, que estará em cena no Teatro Aberto, Ana tem tido pouco tempo para a vida pessoal, mas garante que não descura o companheiro, Diogo Valsassina. De qualquer forma, não se queixa da falta de tempo e garante que todos os dias sai para o trabalho com um sorriso e a vontade de fazer mais e melhor.
– Com as gravações durante o dia e os ensaios à noite, como tem tempo para o Diogo?
Ana Guiomar –
Quando chego a casa dedico-me sempre à relação. Claro que estudo alguns textos, mas quando chego a casa à meia-noite posso ir estender roupa ou jantar, mas estamos sempre a conversar os dois. Dedicamos sempre uma hora ou mais de conversa sobre o nosso dia-a-dia. Tudo em nós é natural, não precisamos de nos obrigar a parar para namorar.
– Tem recebido boas críticas ao seu trabalho no teatro. Isso aumenta a responsabilidade?
Claro que sim. Cada vez que vou fazer uma peça penso: é agora que vai correr mal. E algum dia há de acontecer, não se pode ter sempre sucesso. As críticas têm realmente sido ótimas e agradeço muito, mas também trabalho imenso para isso.
– Sente-se mais em casa na televisão ou no teatro?
Nas duas. Foi em televisão que comecei e gosto muito, gos­to do trabalho em si, mas gosto muito do convívio, de tudo o que se passa nos bastidores. O teatro ajuda-me a pensar, dá-me mais informação e cultiva-me um pouco mais. Tem sido um bocadinho a minha escola.
– A representação é mesmo a sua paixão...
Completamente, mas só há dois anos é que me “caiu a ficha” e percebi que vivo disto, porque até então era uma brincadeira que por acaso me pagavam e era ótimo.
– E é difícil viver da arte?
Felizmente tenho tido sorte, mas fico sempre preocupada com o que vou fazer a seguir. Sinto que é uma profissão diferente porque sempre que me ligam para ir fazer qualquer coisa é uma vitória.
– E prepara-se para as alturas em que possa não ter trabalho?
Claro que sim, mas isso dar-me-á para quatro ou cinco meses, pois tirando o Ronaldo ou algumas colegas minhas de topo que não vou identificar [risos], é impossível estar muito tempo sem trabalhar. Com o que ganhamos dá para poupar alguma coisa, mas nunca para tirar um ano de folga após uma novela. Pelo menos eu não consigo.
– E vive bem com isso, saber que há colegas que poderão não se esforçar tanto e ganham mais?
Vivo, pois esses colegas têm se calhar um valor comercial muito superior ao meu e contra isso não posso lutar.
– Mas procurou esse valor?
Nunca, porque tenho sido muito feliz com as coisas que tenho feito. Se calhar teria uma vida mais confortável, com marcas atrás de mim e um carro sem pagar, mas também me dá muito jeito ir de férias sem ter de levar uma revista. Não quer dizer que tenha alguma coisa contra isso, mas não tenho essa necessidade e depois, enfim, não sou propriamente uma pessoa com 1,80cm e 50 quilos [risos].

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