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Judite Sousa: “Estou a preparar um livro de homenagem ao meu filho”

A jornalista esteve na apresentação do livro do amigo José Rodrigues dos Santos, quatro meses depois da morte do filho, André.

Redação CARAS
10 de novembro de 2014, 08:45

No dia 29 de junho, Judite Sousa sofreu o maior desgosto da sua vida ao perder o filho, André Bessa, de 29 anos, na sequência de um acidente numa piscina. Desde então, a jornalista tem estado afastada da vida pública e completamente concentrada no trabalho. A exceção aconteceu há dias, por ocasião do lançamento do livro do colega e amigo José Rodrigues dos Santos, no Auditório da FIL, em Lisboa.
A jornalista chegou já perto do fim da apresentação, acompanhada por uma amiga, e sentou-se na primeira fila, enquanto era observada pelas centenas de admiradores do autor presentes.
Elegante, mas de semblante carregado e com um olhar inequivocamente triste, o mesmo com que tem apresentado o Jornal das 8 na TVI, Judite comentou que nunca faltou a uma apresentação do antigo colega da RTP, pelo que fez questão de reunir forças e estar presente nesta: “Costumo vir às apresentações dos livros do José Rodrigues dos Santos. Trabalhei com ele muitos anos, desde que ele tinha 17 anos e eu 19. Acho que é importante apoiar os amigos, a presença física é uma expressão de afeto e de amizade. Ele é um bom contador de histórias, na escrita e na televisão. É uma pessoa muito determinada, com um grande espírito de sacrifício. É o escritor português mais vendido dentro e fora do nosso país.”
Completamente agarrada ao trabalho, ao qual regressou no início de setembro, também por indicação médica, a jornalista garantiu que este regresso tem sido positivo: “Sim, tem sido bom, dentro das circunstâncias.”
A morte do filho desencadeou uma onda de apoio e solidariedade do público em geral, que se tem manifestado através das redes sociais e de cartas enviadas para a TVI, e Judite já reconheceu que encontra algum conforto nas manifestações de carinho que recebe espontaneamente: “Há tragédias na nossa vida que fazem com que as pessoas que não nos conhecem na realidade passem a ter outra opinião sobre nós. Acontece com muito boa gente e também acontece comigo, claro.”
Como é fácil de compreender, a jornalista não conseguiu, como já se disse, passar despercebida durante esta apresentação e afirmou que lida com isso com naturalidade, pois compreende que é inevitável. “É normal. Sou uma pessoa normal. Cada vez mais tudo me é normal, não há outra forma.”
Quase a lançar um livro de homenagem ao filho, que se intitula Os Nossos Príncipes, a subdiretora de informação da TVI explicou que sentiu necessidade de passar por este processo: “É um livro de homenagem ao meu filho em que perpetuo aquilo que ele foi e que vai sair em breve. Foi muito fácil, só tive de reunir testemunhos de pessoas que acho importante refletirem sobre ele, umas muito próximas e outras de várias áreas, inclusivamente da igreja.” Apesar da relativa facilidade na reunião do material, a dificuldade de passar para o papel os seus sentimentos revelou-se penosa, como nos revelou, de voz embarga­da: “Foi doloroso, mas senti-me obrigada no meu íntimo [pausa] a deixar algo para a posteridade. Pretendo deixar uma mensagem de grande saudade e fortes memórias de um filho. É um projeto em que não vou ganhar um cêntimo, porque os direitos de autor vão reverter a favor de associações carenciadas.” Compreensivelmente, a jornalista não fará uma apresentação pública do livro.

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