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A lutar contra um cancro, Betty Lago afirma: “Tenho mais altos que baixos”

A atriz revela que a fé e o bom humor a ajudam a superar a doença.

CARAS Brasil
29 de outubro de 2014, 13:56

Garra, determinação e personalidade forte são alguns dos atributos que podem resumir a personalidade da brasileira Betty Lago, de 59 anos. Dona de um humor contagiante, a atriz e apresentadora não perde a alegria de viver mesmo diante das adversidades da vida.
Em tratamento contra um cancro da vesícula desde 2012, ela encara este momento com os pés no chão e muito amor à vida. “O importante é ter humor. Já não sou a mesma pessoa que era, mas isto não me faz uma pessoa pior, talvez possa até tornar-me uma pessoa ainda melhor. Tudo depende do caminho que cada um escolhe, o meu não é de revolta, nunca tive este sentimento”, afirma a atriz em conversa com a CARAS Brasil durante uns dias de descanso e lazer em Foz do Iguaçu, Paraná, ao lado da filha, a produtora Patty Lago, de 42 anos.
Há muito tempo que vocês não viajavam juntas. Como foi o passeio?
Betty – Foi ótimo, estava com saudades de viajar com a minha filha. A Patty é uma ótima companhia.
Patty – Foi delicioso, fez-me lembrar as viagens que fazíamos quando a minha mãe trabalhava como modelo. Na altura, ela viajava muito em trabalho e ficávamos em hotéis incríveis em todo o mundo.
Como é a vossa relação?
Betty – Damo-nos muito bem, discutimos, ficamos sem falar, voltamos a dar-nos bem. Depende dos dias. Darmo-nos sempre bem com os outros é coisa dos contos de fadas. Não existe.
Patty A nossa relação é de amor. Tenho orgulho da minha mãe. Discutir é bom, porque fazer as pazes é divertido.
Como filha, é muito atenciosa e cuidadosa com a Betty?
Patty – Sempre fui, gosto de cuidar das pessoas que amo.
Como esta a sua saúde Betty?
Betty – Durante a novela Pecado Mortal estava a meio de mais um tratamento de quimioterapia, parei durante dois meses e agora recomecei. Tenho-me sentido bem. Sinto algumas dores, mas é normal, pois não pude retirar a vesícula. Tenho de suportar as dores.
Teve medo de morrer?
Betty – Sim. Quando ‘entrei’ no hospital para tirar a vesícula e ‘saí’ com um cancro. Foi um choque. Nem consegui chorar. Nunca tinha estado doente. Mas também não fiquei a pensar ‘porquê eu?’.
Como tem gerido tudo isto para não se deixar abater?
Betty – O trabalho é muito importante. Não me resta muito tempo para ficar a pensar. Tenho mais altos que baixos, isso tem a ver com minha personalidade, com as pessoas que me rodeiam, com as minhas escolhas. Sou uma pessoa bem-humorada e isso ajuda-me muito, tenho a certeza.
Teve momentos de depressão?
Betty – Chorei muito e ainda choro. A Mari Vianna, que trabalha comigo, foi de uma dedicação incrível. O meu filho Bernardo Bernardo mudou-se para a minha casa com a namorada, ficaram lá um ano e meio. A Patty estava sempre comigo. Às vezes, não adiantava ter ninguém por perto, eu só queria ficar quieta, chorar. Mas não posso dizer que cheguei ao fundo do poço. Ter ido ao Frei Luiz, centro de atendimento e estudos espíritas no Rio, foi bom para me ajudar a compreender isto tudo. Também tive a visita de um bispo da Igreja Universal, que fez orações. Nestes momentos, precisamos de resposta espiritual, ajuda-nos a superar.
Planos para o futuro?
Betty – Tenho contrato com a Rede Record e estou à disposição. Eles também me deram a oportunidade de fazer um programa online, que estreia em novembro. Será parecido com o programa Pirei, que eu tinha no canal pago GNT. Vou falar de moda e estilo, tema que domino e sobre o qual as pessoas me fazem muitas perguntas. Também quero ter um espaço para falar de cancro, onde também darei dicas de boa alimentação, beleza e bem-estar.

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