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Isaac Alfaiate: "Tenho a certeza de que me casei com a mulher da minha vida”

Nasceu em Beja e viveu em Moura até aos três anos, altura em que os pais se separaram. Foi morar com a mãe para o Algarve e aos 17 anos fixou-se em Lisboa.  

Cristiana Rodrigues
23 de novembro de 2014, 14:00
Escolhemos Sintra para nos encontrarmos com Isaac Alfaiate. Para sabermos mais da sua vida, de onde vem, para onde vai, que sonhos alimenta. O modelo e ator chegou de carro, parou perto do Palácio da Vila. A seu lado a mulher, a modelo Lúcia Garcia, com quem está casado há um ano. Despedem-se com um beijo e o ator, de 25 anos, atravessa a estrada em direção ao Sintra Central Palace Hotel em passo acelerado. Está uns minutos atrasado. Pede desculpa, cumprimenta e sorri. Está pronto para começar o passeio com a CARAS pelas ruas da vila. Ainda estamos a fotografar o primeiro plano, junto à Piriquita, e já se ouve um burburinho. Algumas fãs, dos oito aos 80, reconhecem-no da novela O Beijo do Escorpião, onde deu vida a Ricardo. Sempre disponível, mas também muito discreto, se isso é possível perante o seu 1,86m, Isaac, de sorriso fácil, distribui autógrafos e tira fotos que um minuto ou dois depois estarão, possivelmente, publicadas em páginas de Facebook de fãs anónimas. E é por tudo isto que é muito fácil simpatizar com este alentejano que ganhou um concurso de moda aos 16 anos e um ano depois se mudou para Lisboa para participar na série juvenil Morangos com Açúcar. Aos 19 ganhou o Globo de Ouro para Melhor Modelo Masculino. E é entre a moda e a representação que vai traçando o seu percurso.
– Os Morangos foram a sua rampa de lançamento.
Isaac – Foram, acima de tudo, uma grande escola. Aprendi bastante.
– Foi logo aí que percebeu que a representação era a sua vida?
Não, a paixão veio depois, quando fiz outras novelas. Hoje, sim, estou completamente rendido à minha profissão.
– Ser ator foi uma decisão bem aceite pela sua família? Até precisou de deixar o Algarve, onde vivia com a sua mãe, para morar em Lisboa...
Quando vim para Lisboa ainda não tinha completado o 12.º ano e a condição que a minha mãe me impôs foi terminar esse ano. E assim foi.
– E o seu pai?
Tanto o meu pai como a minha mãe sempre me apoiaram e confiaram nas minhas decisões.
– São decisões ponderadas?
Sim, muito ponderadas. Nunca fui de grandes loucuras, sempre tive os pés bem assentes, por isso, quando tomo uma decisão, é porque tenho a certeza de que estou no caminho certo.
– Já era um menino bem comportado ou chegou a pisar o risco?
No fundo, no fundo? Não posso dizer que tenha pisado o risco! Tive, sim, uma fase mais rebelde quando vim para Lisboa viver. Tinha 17 anos, estava praticamente sozinho – o meu pai vivia no Alentejo e a minha mãe no Algarve – mas fiz sempre tudo de uma maneira saudável, nunca fui dado a grandes loucuras. Saía, bebia uns copos, mas ficava por aí...
– Nessa fase deslumbrou-se com a fama?
Acho que não. Inicialmente achava estranho, porque não estava habituado à exposição pública, à abordagem das pessoas na rua, à imprensa. Lembro-me também da primeira vez que apareci nas revistas e gostei bastante.
– Recorda-se do que comprou com o primeiro ordenado?
Provavelmente paguei a casa, comprei roupa e gastei também em jantares fora de casa. Nunca cometi grandes excessos.
– Também na sua vida pessoal parece ter alcançado facilmente a serenidade.
Estou muito bem, tenho uma família que amo. Quero muito ter um filho, mas esta não é a melhor fase, estou muito focado no trabalho...
– E teme não cumprir o papel na perfeição?
Sim, e quero cumpri-lo com toda a disponibilidade. Quando sentir que é a altura certa, quero muito ter um filho com a Lúcia. Amo a Lúcia.
– Tem cada vez mais a certeza de que deu o passo certo ao casar-se com a Lúcia?
Como já disse, penso muito antes de dar qualquer passo. Por isso, se estou com a Lúcia, se me casei com ela, é porque tenho cada vez mais a certeza de que ela é a mulher da minha vida.
– E no fun­do também é um bocadinho pai da Matilde [fruto da união de Lúcia com Mário Franco].
A Matilde vive comigo e faz parte da minha vida. Adoro-a e trato-a como se fosse minha filha.
– Sente que têm tudo na vossa relação?
Sim, conseguimos ter tudo na nossa relação. Além de gostarmos muito um do outro, respeitamo-nos muito, assim como ao trabalho de cada um. Somos um casal saudável.
– E bem resolvido que está na vida emocional, quais são os seus sonhos?
A nível profissional, sonho chegar o mais longe possível, a Hollywood. Mesmo que não consiga vingar, quero ter a certeza de que tentei tudo. Não quero chegar aos meus 70 anos e dizer que deveria ter feito.

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