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Carlota Salvação Barreto: “Estou muito feliz com a família que tenho”

Foi ao lado de Mateus, de dez anos, nascido de uma anterior relação, e de Clara, nascida do seu atual casamento, com Pedro Ribeiro dos Santos (pai de Carolina, de 13 anos), que Carlota nos recebeu em sua casa, na Foz, para uma conversa em que falou dos desafios que se colocam às novas famílias.

26 de outubro de 2014, 16:00

Juntos há três anos e meio e casados desde maio de 2013, Carlota Salvação Barreto e Pedro Ribeiro dos Santos tiveram há sete meses a sua primeira filha em comum, Clara. E como tanto a filha de Pedro, Carolina, de 13 anos, como o filho de Carlota, Mateus, de dez, assumiram o papel de protetores da irmã, é de harmonia o ambiente que se vive em casa da família, na Foz do Porto. Por isso mesmo, a responsável pelo Espaço 7 assume estar num momento muito feliz da sua vida.
Fisicamente recuperada dos dez quilos que engordou na gravidez, e com uma silhueta invejável, a empresária confessa que teve alguns cuidados. “Desta vez custou-me mais a recuperar. Quando o Mateus nasceu, tinha 23 anos e fui logo ao sítio. Agora, com 34, tive de ter mais cuidado com a alimentação”, diz, referindo ainda: “Não vivo para ser magra, mas gosto de me sentir bem. No entanto, não me assustam as rugas, nem a flacidez, fazem parte da vida.
A CARAS conversou com Carlota sobre a maternidade, mas também sobre os desafios que se colocam às novas famílias, das quais a sua é um bom exemplo.
Voltar a ser mãe dez anos depois foi muito diferente?
Carlota Salvação Barreto – Sim, claro! Quando o Mateus nasceu eu tinha 23 anos e aconteceu tudo muito rápido. Acho que era jovem demais para conseguir absorver todos os momentos com a maturidade que é preciso ter para desfrutar da maternidade. Hoje em dia sou mãe em pleno, dos dois. É uma fase nova, da qual o Mateus faz parte integrante.
Durante esses dez anos, o Mateus foi filho único. Mudou alguma coisa na relação mãe/filho com o nascimento da Clarinha?
– Nós temos uma relação muito coesa, fruto do que vivemos juntos, mas também da personalidade dele. O Mateus é muito maduro para a idade e sempre me protegeu muito. Mas agora, graças a Deus, temos uma família harmoniosa e isso fê-lo relaxar e ocupar o papel de filho e irmão mais velho.
E é diferente ser mãe de uma menina?
– Nunca achei que fosse ter uma menina, porque sempre fui maria-rapaz. Quando me falavam em meninas, vestidos cor-de-rosa e lacinhos, achava sempre que não era para mim. Mas, ironia do destino, aqui estou eu com uma filha linda de morrer, muitos vestidos cor-de-rosa e tudo o que disse que não gostava. A Clarinha fica uma bonequinha em tudo e já está tão habituada a mudar de roupa que não se importa, é um amor. Vai ser giro quando ela crescer. O Mateus acompanha-me no meu lado arrapazado e ela vai despertar o meu lado mais feminino, o meu lado coquete.
Para o Pedro já é a segunda filha. Como é a relação dele com a Clara?
– Ele já tinha uma relação muito especial com a Carolina. E tal como aconteceu comigo e com o Mateus, acho que está a viver a paternidade de uma forma completamente diferente, porque também está noutra fase da vida. E acho que o nascimento da Clarinha o aproximou ainda mais da Carolina. A Clarinha é aglutinadora, fez-nos olhar para dentro, para a nossa família, e agora vivemos mais os cinco juntos.
O Mateus e a Carolina sempre se deram bem. Mudou alguma coisa com o nascimento da irmã?
– A relação deles surpreendeu-nos. Não é fácil construir uma família nova, muito menos juntar duas pessoas e os filhos de cada uma delas. É um grande desafio, que requer muito investimento. Felizmente, eu e o Pedro tivemos sorte com os nossos filhos. Se eles fossem diferentes isto não tinha resultado, garantidamente. A Carolina é super tranquila e o Mateus só quer saber de ioga, é todo shanti. Dão-se lindamente, foi um encontro muito feliz. Eles consideram-se irmãos e vão ser amigos para sempre.
Os primeiros meses de um filho podem ser um teste à relação de um casal. Como é que a Carlota e o Pedro têm vivido esta nova fase?
– O nascimento de um bebé abala a vida de um casal e de uma família. O Mateus estava habituado à mãe só para ele, e a Carolina ao pai só para ela. E de repente, nasce um bebé lindo e abana tudo. Houve momentos complicados, mas creio que já entrámos nos eixos. Eu e o Pedro gostamos muito um do outro, somos amigos acima de tudo, e sabemos que lá fora é uma selva. Ter alguém ao nosso lado com valores e com uma boa estrutura mental é único e nós não queremos perder o que temos. A paixão passa e o que fica é a amizade, a cumplicidade. E quando estamos numa relação temos de pesar tudo e de lutar, porque desistir é facílimo. O meu sonho era ter uma família e estou muito feliz com a que tenho.

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