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Feliz, Ana Rocha apresenta a filha, Amália

A atriz tem-se dedicado por completo à filha e, com um sorriso, revela que não sabe se voltará à representação, já que a realização tem sido algo que a preenche cada vez mais, em especial desde que completou o mestrado em realização de cinema, em Londres.

Andreia Cardinali
25 de outubro de 2014, 09:41

Ser mãe não era um sonho de menina para Ana Rocha, mas assim que começou a namorar com Pedro Mendonça, brand manager na área farma­cêutica, sentiu que a maternidade fazia todo o sentido. Por isso, decidiram ser pais ao fim de um ano juntos e hoje a atriz tem na filha, Amália, de sete meses, a sua principal razão de viver. Ainda a adaptar-se a todas as novidades que envolvem um bebé, Ana decidiu que os seus receios, experiências e certezas poderiam ser partilhados com outras mães e criou, ainda grávida, o blogue Anita Mamã.
– Como tem sido esta fase?
Ana Rocha –
Agora está a ser fantástica, mas os primeiros dois meses e meio foram muito difíceis, embora sempre com um lado fascinante. Foi difícil pela adaptação inicial, pois é tudo novo, temos medo de tudo, mas depois passa e acabamos por nos conhecer a nós e ao bebé. É muito difícil explicar como é que uma experiência pode ser tão difícil e tão fantástica ao mesmo tempo.
– Apaixonou-se de imediato pela Amália?
Criei logo uma ligação fortíssima com ela porque eu queria muito ser mãe, é uma bebé muito querida e esperada. Estive muito focada nela toda a gravi­dez e vivi cada momento. Criei o meu blogue nessa fase e de facto transformei-me imenso. Era zero mãe e fiquei cem por cento [risos]. Senti-me mãe ainda antes de ela nascer.
– Esses dois primeiros meses foram difíceis porquê?
Ela chorava muito, mas de uma forma que eu sentia não ser normal. Não me acomodei nem fiquei descansada, mesmo quando me diziam que não era nada. Felizmente não descansei até saber o que era: a lactose fazia-lhe muito mal, mesmo o meu próprio leite. Ela chorava porque tinha fome e depois porque tinha cólicas e foi um desespero.
– Terá sido o chamado instinto maternal...
O instinto maternal é espetacular, porque nos faz saber que alguma coisa está mal, mas depois não sabemos o que fazer com o que sentimos. E isso é assustador...
– A Amália parece ser muito serena...
Sim, é muito serena, calma, está-se sempre a rir, sai ao pai [risos]. É super comunicativa e ambienta-se muito bem em todo o lado, não estranha as pessoas nem o colo, não tenho queixas, sei que tenho muita sorte.
– Tornou-se uma mulher diferente?
Comple­tamente. Sin­to-me mais completa e mais madura. Tem sido um processo galopante e por vezes este amadurecimento é acompanhado de um sentimento estranho de ver a vida de forma completamente diferente, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Questiono mais a vida... A responsabilidade é outra.
– E como é que se lida com esses sentimentos?
Ainda não sei [risos]. Acho que se vive um dia de cada vez e, acima de tudo, tento arranjar um equilíbrio entre não desistir daquilo que era antes e aquilo que sou hoje. Parece que passei a ter duas pessoas dentro de mim, a Ana e a mãe. Acho que ainda não encontrei a junção entre as duas e acredito que isso será o mais difícil. É tudo tão novo que acho que o tempo é fundamental.
– E como se consegue gerir, enquanto casal, a chegada de um bebé?
Nos primeiros meses é tudo tão arrebatador que o resto fica para segundo plano e a vida a dois também. E é muito bom quando se começa a recuperar tudo o resto e nós começámos a fazê-lo a partir dos três meses... Acho que agora é sempre a melhorar. E tenho imensa sorte, pois acho que não é habitual um pai ser como o Pedro... acredito que isso faz toda a diferença. Eu irritava-me com imensa facilidade, pois não conseguia fazer nada, não comia, não dormia, não conseguia tomar banho e ele foi sempre paciente. É presente em todas as circuns­tâncias, é muito atento, preocupado e ainda consegue ser divertido e ter uma magia com ela que eu acho inexplicável.
– A Amália veio então fazê-la amar ainda mais o Pedro...
Sem dúvida e acho que deve ser sempre assim. Não foi uma coisa que me tenha surpreendido... A Amália veio aproximar-me ainda mais do Pedro.
– E o casamento, faz parte dos planos?
Achava que o casamento não era importante, mas a verdade é que a vida muda e se calhar não fará é sentido ter uma filha e ter de lhe explicar por­que é que não estamos casados. Ainda não é nada que esteja estruturado entre nós, até porque o que é importante é a ligação entre as pessoas e essa existe de uma forma muito sólida e inequívoca. Não há um papel assinado, mas não sei se não poderá vir a acontecer....

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