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Manuel Luís Goucha defende-se de acusações nas redes sociais

O apresentador deixou uma longa mensagem a propósito da capa de uma revista semanal.

Redação CARAS
20 de outubro de 2014, 12:56

Manuel Luís Goucha recorreu ontem às redes sociais para se defender das acusações sobre a doença da mãe, Maria de Lourdes, de 91 anos. Indignado com a capa de uma revista semanal, o apresentador deixou uma longa mensagem a sua página oficial do Facebook. “É a capa que faz vender toda e qualquer revista e vindo de quem vem esta não será de estranhar. Contudo, a reportagem dentro pauta-se por uma informação correcta que não corresponderá ao sensacionalismo da capa. É (quase) sempre assim.
Ao longo da semana que passou remeti-me ao silêncio, perante a insistência dos jornalistas para que comentasse as circunstâncias em que a minha mãe se havia magoado na sua própria casa. Fi-lo por entender que a minha mãe não é um assunto público. Nunca por minha vontade misturei o que entendo como privado com o que tenho como sendo do domínio público ou seja a minha profissão, através da qual me dou aos outros. Mais, não permito que a minha vida privada altere ou prejudique o meu desempenho profissional. Optei antes por este mural, com uma abrangência bem maior da que tem qualquer revista (perto de 800.000 pessoas, muitas das quais me estimam), para ao dar conta do sucedido não alimentar as especulações que, imediatamente, surgiram. E se o faço, uma vez mais, é porque entendo necessário desmontar os títulos "em caixa alta", perante quantos levianamente fazem juízos ao lerem uma capa sem que vejam a notícia.
Vamos a isso:
Cancro?
Sim, é verdade. Teve-o, infelizmente, como milhares e milhares de outras mulheres. Foi-lhe detectado há um mês e meio (cancro da mama lobular) e ficou resolvido em duas semanas. Ela própria escolheu a médica (Dra. Maria Gil) e a clínica onde se quis operar, com o pragmatismo que sempre lhe conheci. Fizeram-se todos os exames necessários, nomeadamente uma ressonância magnética, no sentido de se perceber se a outra mama estaria em risco. Numa sexta-feira, pela manhã, foi submetida a uma mastectomia unilateral na Clínica Sanfil, em Coimbra, e nessa tarde, logo após a apresentação do programa "Você na Tv", estava a seu lado jubilando pelo facto de a ver bem disposta, sem dores, como se nada fosse. Cinco dias depois teve alta e regressou à sua casa, sem necessidade de outro tratamento que não seja o hormonal. Um cancro de mama aos 91 anos, mas também a prova de que o cancro pode morrer em vez de matar.
Solidão?
Em momento algum. A minha mãe vive em Coimbra porque assim o quer. Está na mesma cidade onde vive um outro filho, nora e netos, que a visitam diariamente. Tem a companhia, de manhã à noite, de uma senhora com quem passeia pela baixa da cidade, faz compras, vai ao cabeleireiro, visita as amigas....É ela quem gere o seu tempo e a sua vida, não permitindo qualquer intromissão que seja, mesmo dos filhos. Vem a minha casa quando lhe apetece, não sem antes me advertir que não tolera que eu altere as suas regras.
Confesso que me agrada esta independência e até rebeldia, por nela me rever, e entendo que a devo respeitar e promover o mais possível. Tirar um(a) velho(a) lúcido(a) e autónomo(a) do seu ambiente é "matá-lo(a)". E esse é actualmente o meu maior dilema: quero-a comigo mas sei que o que ela quer é a sua casa.
Irritado? Eu?
Sim, pelo "circo" montado à volta de um acidente doméstico que outros rotularam de "chamada de atenção". Chamada de atenção? Porquê? Para quê? ....
Compreendo o interesse de alguns jornalistas, não porque se preocupem minimamente com o estado de saúde da minha mãe (porque haveriam de o fazer?) mas por tentarem encontrar algo que denotasse negligência da minha parte, enquanto filho. Pelos vistos a tarefa tem-se-lhes revelado muito difícil, pelo que se pode avaliar através das reportagens publicadas com depoimentos de pessoas que conhecem bem a minha mãe e que com ela privam.
Se é verdade que, como ser humano, terei muitas falhas, que aliás procuro trabalhar diariamente, orgulho-me de ser um filho dedicado, atento e presente. Diria mesmo: sei que sou um filho excepcional. Não por ser a minha mãe, mas por ser uma mãe que merece que eu assim seja”.

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