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Rodrigo Menezes: Morte prematura aos 40 anos

O ator foi encontrado morto no passado sábado, 4 de outubro, na sua casa em Porto Salvo, Oeiras.

Redação CARAS
8 de outubro de 2014, 13:07

A notícia surpreendeu e emocionou o país no sábado, dia 4: Rodrigo Menezes fora encontrado morto na sua casa, em Porto Salvo, sendo desconhecidas as causas da morte. Foi um dos irmãos que, tendo a chave de casa do ator, foi averiguar por que razão ninguém conseguia contactá-lo desde quarta-feira à noite. Encontrou o corpo na sala, e a polícia apurou que estaria morto há dois dias. As especulações não tardaram – era conhecido o passado de drogas do ator, mas nada indica que tivesse atualmente algum tipo de problemas dessa natureza –, embora a explicação mais simples pareça ser a mais credível neste momento: Rodrigo, que tinha epilepsia, poderá ter sofrido um ataque que teve consequências fatais por estar sozinho. Nesse mesmo dia, Francisco Trigo de Abreu, primo do ator, quebrou o silêncio familiar para explicar, através da sua página de Facebook: “O meu primo Rodrigo amava a vida, a família e acima de todos o seu filho Afonso. Como primo dele, como irmão e amigo, gostava de vos explicar que ele morreu no sono, provavelmente vítima de um ataque epilético, doença de que todos nós tínhamos conhecimento há vários anos. Dizer mais do que isso é impossível neste momento. Todos nós – eu e os cinco irmãos dele – agradecemos o vosso apoio.” A autópsia – que decorria à hora de fecho desta edição – tudo esclarecerá.
A notícia da morte espalhou-se rapi­da­mente, consternando os amigos e o público em geral. Além da família, diversos amigos acorreram à porta de casa do ator, entre eles Pedro Teixeira, que ali morou durante algumas semanas quando se separou de Cláudia Vieira e era um dos amigos mais chegados de Rodrigo, tal como o era a atriz Rita Pereira, que estava a caminho do Porto quando soube da notícia e imediatamente regressou a Lisboa, cancelando os compromissos profissionais que a levavam à Invicta. Muito consternada estava igualmente Andreia Sampaio, mãe do único filho de Rodrigo – Afonso faz cinco anos no próximo dia 11 –
que também se dirigiu para a porta de casa do ator. Depois de uma relação muito conturbada (que incluiu uma agressão em público em 2008, depois da qual ainda se reconciliaram, para se separarem definitivamente pouco depois), hoje em dia teriam uma convivência mais fácil. Recorde-se que Rodrigo Menezes namorara antes com Diana Chaves, na época ainda desconhecida.
Rodrigo António Lucena Cardoso de Menezes nasceu a 12 de março de 1974, em Lisboa. Era o filho mais novo de José Henrique de Morais Cardoso de Menezes, bisneto do 1.º visconde de Margaride e 1.º conde de Margaride, e de Maria Eugénia Maya de Lucena. Ambos morreram cedo: o pai em 1995, a um mês de o ator fazer 21 anos, e a mãe dois anos depois. Rodrigo era ainda primo em segundo grau das atrizes Rita Salema e Madalena Brandão e em terceiro grau de Miguel Pais do Amaral. Estreou-se em televisão em 1999, com A Lenda da Garça, na RTP. Desde então somou novelas no currículo, tendo trabalhado nos três canais principais – fez Ganância na SIC, em 2001, e depois passou para a TVI, onde entrou em Saber Amar, Morangos com Açúcar, Doce Fugitiva ou Remédio Santo, entre muitas outras, e O Beijo do Escorpião, cujo último episódio foi exibido precisamente no sábado em que o corpo de Rodrigo foi encontrado. Fez ainda uma peça de teatro, Acredita, Estou Possuído, e gravou dois CD, Um Amor Não Morre Assim e Coração Platina. Mas era pelo trabalho televisivo que todos o reconheciam, e foi nesse meio que construiu as amizades mais fortes e duradouras.
Foi precisamente a uma amiga, Paula Neves, com quem contracenou nesta última novela, que deixou a última mensagem escrita na sua página de Facebook: “Obrigado Paula Neves! Claro que tenho que agradecer a todos os que fizeram parte do Beijo do Escorpião (...), mas Tuuu Paula Neves (...) para além da tua generosidade e humanidade que é evidente e do conhecimento público e que eu, sem exceção, obviamente, adorei conhecer, deste-me a conhecer o modo não só como te entregas mas também como acreditas em cada personagem que fazes. Digamos que é hilariante e igualmente lindo de se ver... mesmo! Quero com isto dizer que d’alguma forma, a certa altura (sei lá quando), contagiaste-me com a tua ‘estranha’ forma de ‘acreditar’ e eu... mudei! E isso ajudou-me e muito. (...)”

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