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Mercedes Balsemão: “O meu lema é que vale sempre a pena acreditar”

A iniciativa do Dia do Elogio fez parte da campanha “10 Anos, 10 Ideias”, da SIC Esperança, traçada a 6 de outubro do ano passado, data em que a instituição presidida por Mercedes Balsemão assinalou uma década de existência. 

Redação CARAS
25 de outubro de 2014, 16:00

Acreditar sempre para converter a generosidade pontual num comportamento do quotidiano é um dos objetivos da SIC Esperança, que este mês encerrou as celebrações dos seus dez anos de existência. No Dia do Elogio – iniciativa que encerrou o ciclo de concretizações da campanha “10 Anos, 10 Ideias” – a CARAS conversou com a presidente da instituição, Mercedes Balsemão.
– Que balanço faz destes dez anos da SIC Esperança?
Mercedes Balsemão – Um balanço claramente positivo. Em dez anos de existência associámo-nos a centenas de campanhas de cariz humanitário, angariámos quase quatro milhões de euros, desenvolvemos parcerias com mais de mil empresas, trabalhámos com cerca de quatrocentas instituições, beneficiámos quase 40 mil pessoas, o equivalente, por exemplo, à população de uma cidade como Viana do Castelo.
– É motivo de grande orgulho?
– É motivo de orgulho, não só pelos números alcançados, mas pela melhoria na qualidade de vida dos visados. Desde os sorrisos pintados no Hospital D. Estefânia até ao conhecimento transmitido nas universidades da terceira idade, à criação de salas de Snoezelen para pessoas com necessidades especiais, sem esquecer a atribuição anual de bolsas escolares e musicais e o incentivo à liberdade de expressão responsável, a SIC Esperança tem provado que vale a pena acreditar. Orgulho-me que nestes dez anos a SIC Esperança se tenha conseguido tornar, também ela, uma marca tão forte dentro do grupo Impresa.
– Como decorreu a campanha “10 Anos, 10 Ideias”?
– O objetivo da campanha dos dez anos foi promover dez ações de cariz cívico e social em áreas como o ambiente, as novas tecnologias, a prevenção rodoviária e a solidariedade. À primeira ação, que serviu de mote para as restantes, e que resume bem o espírito da SIC Esperança, chamámos “Acredite e Faça. Nada É Impossível”. Consistiu na recuperação do quartel dos Bombeiros de Barcarena, uma grande obra.
– E a décima e última destas iniciativas foi a criação do Dia do Elogio no grupo Impresa...
– O intuito desta iniciativa foi inverter a tendência do ‘dizer mal’ e deixar de ter vergonha de reconhecer as qualidades das pessoas com quem trabalhamos e convivemos. Foi um dia muito especial! Pairou a boa disposição, e, a avaliar pelos rostos sor­ridentes, estou convencida de que se trocaram muitos elogios. Para enfatizar o simbolismo do dia, a fanfarra dos Bombeiros de Barcarena foi tocar à SIC e a S. Francisco de Sales [edifício onde funcionam as redações das revistas e jornais do grupo], como forma de ligação entre a primeira e a última ação.
– Uma campanha deste âmbito ajuda as pessoas a envolverem-se mais?
– Sem dúvida. As pessoas apercebem-se de como ações simples, do dia-a-dia, podem influir de forma positiva na sua própria vida e na dos outros.
– No Dia do Elogio, para quem vai o maior elogio da presidente da SIC Esperança?
– Para a equipa da SIC Esperança, que faz muito com pouco, que tem de ser constantemente criativa para dar resposta aos mil problemas que regularmente surgem e que se empenha em fazer a diferença na vida das pessoas e da sociedade.
– A presidente da SIC Esperança elogia com facilidade?
– Claro! Elogiar não é uma fraqueza. Um elogio sincero é um ato corajoso de reconhecimento, que motiva as pessoas a fazerem mais e melhor.
– Qual o elogio que a faz mais feliz?
– Em matéria de elogios não sou esquisita. Adoro elogios, sobretudo quando vêm das pessoas que me são próximas e me conhecem bem. Já não espero surpreendê-las, por isso fico tão feliz quando reconhecem uma qualidade ou característica em mim!  
– Os portugueses são solidários ou deviam envolver-se mais?
– Os portugueses são solidários em situações pontuais. Quando há uma catástrofe, como incêndios, cheias, etc., e há apelos em antena para donativos, a resposta é forte. No Natal, por exemplo, há um pico de solidariedade.  São atitudes que correspondem a um sentimento momentâneo de compaixão que é sem dúvida louvável. Mas a solidariedade é muito mais que isso. A solidariedade é a expressão da cidadania, é uma atitude de responsabilidade das pessoas em relação à sociedade em que vivem, e, nesse sentido, penso que as pessoas deveriam envolver-se muito mais.
– Na SIC Esperança o lema é...
– Vale sempre a pena acreditar.
– Em Portugal, caminhamos na direção certa em matéria de responsabilidade social?
– A responsabilidade social começa a entrar na filosofia de algumas empresas e a estar inserida na sua estratégia empresarial. No entanto, está ainda longe de ser entendida e praticada com todo o seu potencial. Praticar a responsabilidade social é uma mais-valia para qualquer empresa. Além de demonstrar o empenhamento da empre­sa no cumprimento dos deveres e obrigações para com a sociedade, consubstancia uma preocupação de ir além dos seus objetivos económicos e intervir ativamente como agente de transformação social. É o que faz o gru­po Impresa através da SIC Esperança, com o apoio de todos os seus meios – revistas, jornais, canais televisivos.
– Que projeto gostaria muito de concretizar com a SIC Esperança?
– Um projeto grande, de longo prazo, que incida num problema social específico.

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