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Pedro Serra Silva: “Considero-me um ‘designer’ de flores, mas não um artista”

O gestor posou para a CARAS ao lado da filha, Mafalda, de nove anos.

Marta Mesquita
18 de outubro de 2014, 18:00

Pedro Serra Silva, de 45 anos, admite que “praticamente nasci no meio das flores”, uma vez que o seu pai sempre foi um produtor nesta área de negócio. Por isso, foi uma escolha natural começar, com apenas 20 anos, a gerir a Decoflorália, que é hoje uma das floristas nacionais de referência. “Centrei-me muito neste negócio, mas claro que, com o passar dos anos, começamos a questionar-nos como seria a nossa vida se tivéssemos ido por outro lado. Hoje sei que a arquitetura e a decoração me fascinam, mas o meu negócio é a Decoflorália. Por isso, tentei enquadrar essas outras áreas que gosto no negócio das flores”, ex­plicou o administrador à CARAS, depois de ter sido fotografado ao lado da filha, Mafalda, de nove anos, num dos apartamentos turísticos que possui em Lisboa.
Este contacto com a decoração e as flores levou a que Pedro se tornasse um homem muito ligado à estética, uma paixão que determina muitas das suas escolhas, como confidenciou: “Este meu gosto pela estética acaba por influenciar tudo aquilo que faço e a minha forma de estar. Influencia, por exemplo, as viagens que faço ou os restaurantes que frequento. Hoje também me visto de uma maneira completamente diferente. Quando alguma coisa está fora do sítio, reparo logo, enquanto muito dos meus amigos nem sequer ligam a esse tipo de coisas. Há pormenores que passam a ser muito importantes. Há arte naquilo que faço e, por isso, considero-me um designer de flores, mas não me vejo como um artista, até porque acumulo toda esta parte criativa com a de gestão.”
Com uma profissão muito absorvente, Pedro Serra Silva admitiu que nem sempre é fácil deixar o trabalho fora de casa. Contudo, com o passar dos anos, o administrador da Decoflorália tem cada vez mais consciência da importância que tem o tempo passado em família, nomeadamente com a filha, para se sentir feliz e equilibrado. “Já foi mais difícil desligar-me do trabalho. Hoje tenho a perceção que devo ter uma vida própria para lá das responsabilidades profissionais. E devo admitir que a família é o meu grande pilar. Sei que em todos os momentos, bons e maus, ela está lá. A Mafalda não vive comigo a tempo inteiro e sinto que, por vezes, não estou tan­to com ela como deveria estar. Esta sociedade criou muitos vícios e hoje há crianças com 12 ou 13 anos  a comportarem-se como adultos. E, enquanto pai, esse é um dos meus maiores receios”, admitiu Pedro.

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