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Gonçalo Diniz confessa: “Sonho criar uma família, quero ser pai”

De regresso a Portugal, onde integra o elenco de “Mar Salgado”, na SIC, o ator mostra-se otimista e de bem com a vida.

André Barata
18 de outubro de 2014, 12:00

Depois de quase quatro anos no Brasil, Gonçalo Diniz regressa a Portugal para dar vida a Joni Loureiro, um personagem cómico na nova aposta da SIC, a novela Mar Salgado. Do outro lado do Atlântico, o ator, de 42 anos, fez teatro, televisão e foi também diretor artístico da Ser em Cena, uma instituição sem fins lucrativos cujo objetivo é ajudar a reabilitar pessoas com dificuldades ao nível da lingua­gem em resultado de uma lesão cerebral, iniciativa que pretende agora trazer para o nosso país. Depois de uma ses­são fotográfica com vista para o Castelo de São Jorge, Gonçalo Diniz contou-nos como encara o novo desafio profissional e revela os seus planos.
Ansiava há muito pelo regresso a Portugal?
Gonçalo Diniz – Não pensava muito no regresso, mas já tinha muitas saudades. Ficar sem vir ao nosso país durante tanto tempo é muito complicado. Foi principalmente a questão profissional que me fez voltar. Estive seis meses sem trabalho em televisão, a ponderar o que iria fazer, e de um momento para o outro apareceram duas propostas, uma no Brasil e outra aqui. Foi um grande conflito, mas só durou uma semana, até que me convenceram, pelo papel e pelas condições, a voltar para a SIC, uma casa de que gosto muito!
Sente que há diferenças entre ser-se ator em Portugal e no Brasil?
– Absolutamente nenhumas! Eles têm mais anos de história, é certo, mas a vontade e a arte são iguais em todo o lado. O código do ator é um só.
– Com o regresso a Portugal acaba-se o anonimato...
Gostei muito dessa parte, mas nenhum ator pode ter a pretensão de dizer que não quer ou não gosta de ser famoso. A única coisa negativa é a invasão da privacidade, mas temos de ter noção de que quando se entra nesta carreira há que lidar com isso. Mas foi bom ser anónimo. A verdade é que voltei um pouco diferente fisicamente. Estou com uma forma física que nunca tive! Da última vez estava um bocado ‘cheiinho’ e até amigos meus agora demoraram a reconhecer-me! Foi muito engraçado [risos].
– De que maneira é que as experiências que vivenciou no Brasil o mudaram?
Amadureci muito. Tive de ‘virar’ homem! A verdade é que sou uma pessoa extremamente feliz, procuro a felicidade e consigo encontrá-la em qualquer lado onde vá. Sou apologista de que a mente controla tudo.
– Não pude deixar de reparar que ainda usa algumas expressões comuns da língua brasileira... Como tem sido a adaptação nesse sentido?
É complicado! Durante quatro anos trabalhei com um fono­audiólogo para conseguir falar como um brasileiro! A minha mãe é brasileira, falo com ela todos os dias com sotaque. No Brasil chamavam-se ‘o portuga’, agora aqui chamam-me ‘o brasuca’! [risos] Mas para gravar temos de estar concentrados. No início foi mais difícil, mas acho que não sou só eu, o Ricardo Pereira também está no mesmo processo! [risos]
– Como tem aproveitado o tempo aqui?
Tenho estado com os meus amigos, tenho comido muito bem, comecei a fazer kitesurf... estou a adorar! Eu sou um rato do desporto, adoro desporto!
– Como é a vida de solteiro aos 42 anos?
É igual à de um solteiro de 22 ou de 30 [risos]! A vida de solteiro é igual em várias idades, mas no meu caso sou mais maduro e a maturidade tem coisas boas e más. As más é ter de pensar em tudo! Antigamente eu era o verbo ir! “Vamos? Vou.” Agora digo: “Vou, mas para onde? Com quem? Em que circunstâncias?” Penso em tudo. Isso é o lado giro de se ser um solteiro maduro. Graças a Deus tenho grandes amigos e deixo-me ir com eles.
– Tinha outros planos para a sua vida? Gostaria de já ter mulher e filhos?
Vou dizer uma coisa do fun­do do meu coração: nunca criei expectativas em relação à minha vida pessoal. Sou o verbo viver! Sou uma pessoa com quem é fácil lidar, extremamente profissional.
– Mas sonha com uma família?
Sem dúvida. Isso é um sonho que tem de se realizar, mas ainda é um sonho. É o meu foco, o meu objetivo. Quero ser pai! Acredito muito no casamento, mas não programo a minha vida pessoal, vou vivendo... As coisas acontecem! Só projeto a minha carreira. É muito audaz programar uma vida. Querer, pensar em algo, criar um foco, tudo bem. Mas se tudo correr bem, um dia hei de ter mulher e filhos! Hoje sinto-me bem solteiro, estou muito feliz, num excelente momento da minha vida.

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