Nas Bancas

Marisa Liz e Tiago Pais Dias: “Este filho vem aumentar o amor que existe entre nós”

Juntos há 13 anos, a vocalista e o músico dos Amor Electro falaram com a CARAS dias antes da chegada do segundo filho, Tiago. O bebé nasceu no passado dia 17, em Lisboa.

Cláudia Alegria
25 de setembro de 2014, 12:00

Marisa Liz e Tiago Pais Dias, ambos de 31 anos, foram recentemente pais pela segunda vez, de um rapaz, que se chama Tiago. A vocalista dos Amor Electro sabia que, se o bebé não nascesse antes, o parto seria provocado no dia 17 de setembro, a data limite marcada pelo médico. Dias antes, a mentora da última edição do The Voice Portugal e o produtor e multi-instrumentista dos Amor Electro acederam fazer uma produção para a CARAS,  durante a qual falaram da relação que têm vindo a construir há 13 anos e da qual também faz parte a filha, Beatriz, de seis anos.
– Na última entrevista que nos deram, há menos de um ano, diziam que a Beatriz ia continuar a ser princesa única. Anteciparam o projeto de aumentar a família?
Marisa Liz – Não tenho problema em dizer que não foi planeado, aconteceu. Fazia parte dos nossos planos ter outro filho, as coisas aconteceram naturalmente e a notícia  foi aceite com muita alegria. A Beatriz tem seis anos e já precisava de mais confusão lá em casa.
– E acham que a Beatriz está preparada para partilhar o seu espaço e os mimos?
Sim, acho que está equilibrada o suficiente para que isso aconteça, tudo há de correr bem. Ter um irmão é importante para qualquer pessoa. Eu tenho um irmão, o Tiago tem irmãos, e para nós não fazia sentido termos uma família de um filho único.
– A escolha do nome do bebé foi consensual?
A escolha foi minha, gostava deste nome há muito tempo. Não gostávamos dos mesmos nomes, já com a Beatriz aconteceu a mesma coisa e nós fomos supermaduros: eu tinha um nome e o Tiago outro, tirámos à sorte e ele ganhou. Por isso, desta vez fui eu a escolher, e achámos que era criativo da nossa parte escolher o nome do pai [risos].
– Conseguiu viver a gravidez de uma forma tranquila? Os Amor Electro deram concertos até ao início de agosto...
Tranquila não é a palavra exata, mas achamos que a música só pode fazer bem a uma gravidez e eu não consigo estar parada. Na gravidez da Beatriz estive muito mais calma, durante esta gravidez houve muito trabalho, mas também tive muita ajuda. Tenho tido muita sorte com as pessoas que me acompanham, que estão à minha volta, e que me ajudam no que for preciso.
– A sua participação no programa The Voice Portugal correu muito bem. Sentiu-se acarinhada pelo público?
Participar neste programa foi uma decisão muito ponderada, porque sou cantora e não professora, mas tentei ajudar o máximo possível com a experiência que tinha. As coisas tanto podiam correr bem como mal. Acho que tive muita sorte com a equipa com quem trabalhei, que me fez sentir muito à vontade, e ainda bem que as pessoas me aceitaram como sou e entenderam a minha energia, o meu espírito, a minha frontalidade. É uma experiência que certamente voltaria a repetir.
Tiago – Ela abraçou este projeto como abraça todos, de corpo e alma, e foram muitas as situações em que chorou, em que se riu, ainda por cima grávida, em que as emoções estão à flor da pele, mas deu tudo o que podia dar e isso viu-se. Acho que melhor teria sido impossível.
– Este ano está a ser muito rico e positivo na vossa vida, e sei que vêm aí mais novidades...
Os últimos quatro anos têm sido uma revolução constante na nossa vida, tanto pessoal como profissional. O ano passado foi o lançamento do segundo disco e nomeações para prémios importantes, como os Globos de Ouro, que fazem com que o nosso traba­lho seja reconhecido.
Marisa – Agora voltámos a ser nomeados para os prémios MTV Europe Music Awards como melhor artista português. Vamos ver se é desta que ganhamos! Fomos também convidados para fazer o genérico da nova novela da SIC Mar Salgado, que nos deu um prazer muito grande, e vamos reeditar o álbum Revolução, que terá algumas surpresas. Entretanto, continuamos a trabalhar e a compor para lançar um novo disco para o ano que vem, e vamos voltar aos concertos já dia 1 de novembro.
– Vai voltar aos palcos um mês e meio depois de ser mãe?
Tiago – Tal como quando nasceu a Beatriz.
Marisa – A música faz parte de nós e ficar muito tempo sem cantar não é positivo para mim. É o que tem de ser. Achámos que fazia sentido voltar a atuar nessa data, e vai ser num teatro, portanto, começamos com calma. Claro que os miúdos vão todos atrás de nós, sempre foi assim. O teclista Ricardo Vasconcelos também foi pai há um mês, o baixista Rui Rechena tem três filhas, portanto, a família Amor Electro está a crescer.
– Continua a cantar músicas de embalar à Beatriz?
Continuo. Às vezes porque me pede, outras por iniciativa minha. Às vezes gosta, outras diz já chega, mas vou continuar a cantar, até porque a música desperta emoções e eu espero despertar emoções positivas nos meus filhos. E já que tenho esta profissão, vou aproveitar isso até ao dia em que eles peçam para me calar. Acho que todas as mães e todos os pais poderiam cantar para os seus filhos, porque daí só podem sair coisas boas.
– E ao Tiago, a Beatriz pede para tocar algum instrumento?
Tiago – Nós temos um estúdio em casa com alguns instrumentos e a Beatriz às vezes pede-me para a ensinar a tocar guitarra, piano ou bateria. Ela tem, de facto, talento para a bateria, mas ainda é muito nova para perceber o que é que quer. Agora é bastante musical, era quase impossível que não o fosse, ouve música o dia todo... Está sempre a cantar e a dançar, é uma miúda superdivertida.
– Estão juntos há 13 anos, mas nunca se chegaram a casar?
Está nos nossos planos. O casamento não é mais do que a celebração do amor perante as outras pessoas.
– E o vosso amor mantém-se inalterado ou fortalecido após estes 13 anos?
Acho, sinceramente, que está cada vez melhor. Há cinco ou dez anos o amor era diferente, era mais juvenil, não temos maturidade para perceber como é que a vida funciona e, quanto mais velhos ficamos, melhor sabemos entender e aceitar o outro.
Marisa – O nosso amor é tudo o que ultrapassámos até hoje. O que faz um bom casamento não é estarmos juntos há 20 ou 30 anos, é o que nós fizemos com esse tempo e o que somos um para o outro. Eu e o Tiago começámos a namorar muito jovens, fomos crescendo e ajudámo-nos a ser pessoas melhores. Orgulhamo-nos muito de termos conseguido ser, sem prepotência nenhuma, inteligentes o suficiente para alterar o que tinha de ser alterado. Temos feito sempre as coisas da maneira que nós achávamos que deveríamos fazer.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras