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Valérie Trierweiler vinga-se de François Hollande e ‘lava a roupa suja’ em livro

Valérie Trierweiler envolveu-se com François Hollande em 2007, ainda este estava com a sua companheira de 30 anos, Ségolène Royal. Em janeiro deste ano, depois de ter vindo a lume o seu romance com a atriz Julie Gayet, o presidente francês e a jornalista da “Paris Match” protagonizaram uma separação mediática. Agora, Valérie conta tudo num livro que já é “best-seller”.

Ana Paula Homem
17 de setembro de 2014, 10:38

Merci Pour Ce Moment, o livro em cujas 320 páginas a jornalista Valérie Trier­weiler relata a sua história de amor com François Hollande, os seus dias no Palácio do Eliseu e a descoberta do caso que o presidente francês mantinha há algum tempo com a atriz Julie Gayet, já é um best-seller. A primeira edição, com uma tiragem de 200 mil exemplares, chegou aos escaparates no passado dia 4, e esgotou em poucas horas, sendo reforçada com outra de 100 mil no dia seguinte, que também se revelou insuficiente. Isto apesar de vários livreiros terem decido boicotar a sua venda, indo ao ponto de se verem nas montras cartazes afixados com frases como: “Lamentamos, não temos o livro de Valérie Trierweiler, mas ainda temos obras de Balzac, Dumas, Maupassant...” ou “Não temos vocação para caixote do lixo de Trierweiler e Hollande”.
Desvalorizado pela crítica, que o considera a vingança de uma mulher traída – que é como quem diz, a ‘lavagem da roupa suja’ da vida privada em público –, e, como tal, inconsequente em termos políticos, o livro faz apenas uma ou outra revelação incómoda para o presidente. A pior, diz quem leu, é que o socialista Hollande não gosta de pobres e se refere a eles como “desdentados”. Uma afirmação que Ségolène Royal, correligionária,  companheira de vida de Hollande durante 30 anos e mãe dos seus quatro filhos, considerou um absurdo. Numa entrevista televisiva que concedeu no próprio dia 4, Ségolène (que disputou com Nicolas Sarkozy as presi­denciais de 2007 e hoje é ministra da Ecologia) recusou-se a comentar a polémica privada, mas defendeu o homem político: “Acha mesmo que essa frase é credível?”
Hollande, que estaria em pânico desde que a saída do livro foi anunciada, mas fez saber que não apresentaria queixa contra Valérie, não deixou de aproveitar uma conferência de imprensa para se defender, garantindo que estar ao serviço “dos mais frágeis, dos mais humildes, e dos mais pobres” é a sua razão de ser e o fundamento de toda a sua vida política.
Trierweiler, que ao longo da obra tenta desfazer a imagem negativa que a relação com o presidente lhe colou à pele – primeiro, de ladra de maridos, pois Hollande ainda estava com Ségolène quando se envolveu com ela; depois, e nas suas próprias palavras, de “histérica e rancorosa”, por se ver, também ela, trocada por outra, reagindo tão mal que chegou a estar internada –, acaba por cair na tentação de fazer desabafos que resultam no contrário. Como quando escreve: “A história Julie Gayet é manchete dos matutinos (...) Eu rebento, não posso ouvir aquilo, corro para a casa de banho. Agarro no saco de plástico com os soporíferos (...) O François seguiu-me. Tenta arrancar-me o saco. Corro para o quarto, ele apanha o saco, que se rasga. Os comprimidos espalham-se pela cama e pelo chão. Consigo apanhá-los. Engulo os que consigo. Quero dormir, não quero viver as horas que se seguem (...). Quero fugir. Perco a consciência.”

 

 

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