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Sílvia e Gabriel Marques regressam a Portugal depois de dois anos na Suíça

A manequim e o empresário emigraram com as duas filhas, mas rapidamente perceberam que Portugal “é o melhor país para viver e sonhar”.

Joana Brandão
5 de outubro de 2014, 12:00

Nos dias de hoje são poucas as histórias de amor como a de Sílvia e Gabriel Marques. Casados há uma década, a modelo, de 26 anos, e o empresário, de 34, viveram recentemente uma grande experiência que, no final, os uniu ainda mais. Em 2012, o casal resolveu mudar de vida, trocando Portugal pela Suíça. Em busca de uma vida melhor também para as filhas – Ana Carolina, de dez anos, e Ana Maria, de três –, Sílvia e Gabriel conseguiram impor-se em Valais, no sul da Suíça, onde abriram uma loja de roupa, a Paradise Sion. Mas quando o dia chegava ao fim faltava sempre algo. E rapidamente perceberam que tinham de voltar para casa.
Recém-regressados a Portu­gal, retomaram as rotinas que os faziam felizes e hoje têm uma vida ainda mais rica. A CARAS conversou com Sílvia e Gabriel e ficou a conhecer os novos projetos do casal.
Há dois anos mudaram-se para a Suíça e agora estão de regresso a Portugal. O que vos levou a mudarem-se para lá e o que vos fez regressar?
Sílvia Marques – Foi uma experiência que decidimos fazer pouco depois do nascimento da Maria. A gravidez tinha sido muito complicada e o nosso trabalho era tão exigente que chegámos a um ponto em que dissemos basta. Foi então que surgiu a oportunidade de irmos para a Suíça, e como tenho lá os meus pais, resolvemos arriscar. Mudámo-nos de malas e bagagens e, dois anos depois, estamos de volta. Nós gostámos de estar lá, mas a verdade é que aquilo não é para nós. Pode ser mais fácil ganhar dinheiro, mas quando o dia chegava ao fim faltava muita coisa...
Gabriel Marques – Se continuássemos lá íamos tornar-nos pessoas diferentes daquilo que somos e não queríamos que as nossas filhas mudassem. Com o tempo, íamos perder o que ganhámos, como pessoas, em Portugal. Há coisas que aqui damos como adquiridas e que lá nos fizeram falta. Quando decidimos partir, tínhamos ideia de que seria para sempre, mas rapidamente percebemos que o melhor país do mundo para viver e sonhar é Portugal.
A Maria era pequenina, mas a Carolina teve de deixar os amigos. Como foi a adaptação dela à Suíça?
Sílvia – Adaptou-se muito bem, superou as nossas expecta­tivas. Tínhamos algum receio da reação dela, mas passados dois meses já falava francês e já tinha novos amigos.
Como casal, imagino que tenha sido um grande desafio. A relação saiu reforçada?
Gabriel – Sim, foi um grande teste, mas preferimos testes destes em Portugal! A Suíça é um país muito agressivo, profissional e economicamente, e nós começámos tudo do zero. Em dois anos deu para tirar a prova dos nove do nosso casamento e estamos muito felizes por estar de volta.
– Em dezembro comemoram onze anos de casamento. Como foi esta primeira década?
Sílvia – No dia em que feste­jámos dez anos de casamento parámos para fazer um balanço e a verdade é que, apesar de ser muito tempo, nós não temos essa noção. É tão forte o que sentimos, vivemos tão intensamente em família, que estes dez anos passaram a voar. Não temos nada a provar um ao outro, já nos conhecemos e estamos muito bem juntos.
Gabriel – Acima de tudo há muito respeito entre nós e uma grande adoração e admiração pela família que construímos. Claro que, como todos os casais, temos uns dias melhores que os outros, mas o que nos une é mais forte que qualquer coisa. Eu sou o maior fã da Sílvia!
As gravidezes da Sílvia não foram fáceis. Ponderam ter mais filhos?
Sílvia – Não. Sempre ouvi dizer que gravidez não é doença, mas comigo é. No primeiro mês de gestação fico logo transformada e os problemas começam a aparecer todos. Foram duas gravidezes prematuras... Agora estamos muito felizes os quatro, e nós, como pais, temos de nos dedicar à educação da Carolina e da Maria.
– Esta mudança de país afetou a sua carreira de modelo?
– Nunca deixei de trabalhar como modelo, cá e lá, embora com menos frequência, porque tinha uma loja que me ocupava muito tempo. Mas agora estou de volta e desde que cheguei a Portugal têm surgido boas oportunidades. A nossa agência [Best Models] é fantástica!
Da Suíça trouxeram uma maior experiência comercial. Foi o sucesso da vossa loja lá que vos fez abrir a Paradise Fashion Store em Santa Maria da Feira?
– Há muito tempo que tínhamos este sonho e finalmente conseguimos concretizá-lo, com a inauguração da nossa loja concept, onde vamos ter marcas nacionais, com propostas dos estilistas portugueses, e internacionais. Haverá ainda um espaço de cupcakes e café, um bar de gin e, regularmente, vamos fazer workshops com profissionais das diferentes áreas. Queremos democratizar o acesso à moda e a tudo o que faz parte deste nosso mundo.

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