Nas Bancas

Paulo China: “As minhas filhas são o meu orgulho, o que de melhor tenho na vida”

A CARAS desafiou o empresário para uma produção em família, algo que já não acontecia há uns anos. As Suites Alba Resort & Spa, no Carvoeiro, propriedade de Paulo China e Luís Figo, serviram de cenário.

Inês Neves
4 de outubro de 2014, 10:00

Desde pequenas que Andreia e Joana aparecem nas revistas ao lado dos pais, o empresário Paulo China e Concha Vidal, mas nos últimos anos as gémeas têm andado ‘escondidas’ e hoje, com 18 anos, fazia todo o sentido voltar a fotografá-las. Por isso, a CARAS desafiou toda a família para uma produção e levou-lhes algumas fotos antigas. Foi com alguma emoção que o empresário e mulher recordaram alguns momentos e manifestaram a sensação de que o tempo passou a correr...
– Ao vermos estas fotografias do batizado da Andreia e da Joana, dos aniversários... O tempo passou mesmo a correr, não foi?
Paulo China – Pois é. Parece que ainda ontem nasceram e já estão com 18 anos. Têm sido anos fantásticos, elas são umas meninas lindas, muito carinhosas, inteligentes, nunca nos deram dores de cabeça... São o meu orgulho, o que de melhor tenho e fiz na vida.
– Nunca vos deram dores de cabeça, mas como são duas deviam combinar e fazer as suas traquinices... ou não?
Concha – Puxavam muito uma pela outra, combinavam para fazer asneiras, tinham o seu mundo à parte e até uma linguagem própria que só elas entendiam. Mas com o passar dos anos começaram a ligar-se muito a nós. Foi um bocadinho complicado, não porque fossem crianças difíceis, mas sim porque eram muito enérgicas. A energia potencia-se nos gémeos. Mas tive a ajuda dos meus pais e correu tudo bem.
Paulo China – Foi complicado por serem logo duas, mas o bom disso é que foram sempre uma alegria a dobrar!
– Há uma que seja mais ligada à mãe e outra ao pai?
Joana – Acho que as meninas têm sempre mais tendência a estar mais ligadas à mãe porque têm mais coisas em comum do que com o pai. Mas é o nosso pai que nos faz as vontades todas e a mãe que nos põe travões. Concha – Pois, e a educadora sou eu, o Paulo funciona como um irmão mais velho. Quando elas faziam alguma coisa, ele vinha-se queixar e avisava: “Meninas, olhem a mamã!”
– Sempre lhes fez as vontades para compensar as ausências? Elas vivem no Porto e o Paulo passa a maior parte do tempo no Algarve, onde tem os seus negócios...
Paulo China – Sou um pai ausente fisicamente, mas muito presente nas suas vidas.
Andreia – Ele liga-nos todos os dias à noite e, às vezes, até o despachamos um bocadinho, porque ele quer saber tudo [risos].
– Mas nunca se queixaram ou sofreram com essa ausência?
Andreia – Desde os cinco anos que foi sempre assim. Foi quando saímos do Algarve e nos mudámos para lá. E quando ele está lá em cima, no Porto, por períodos mais longos, é estranho para nós. Nunca conhecemos outra realidade senão esta, por isso, acaba por ser normal e não sofremos nada com isso.
Joana – Os nossos amigos sempre nos perguntaram isso, se não sentíamos falta do nosso pai. Não é que não sintamos falta ou saudades, mas como estamos tão habituadas, achamos que essa distância é normal.
– E não criaram um distanciamento do vosso pai por isso?
Andreia – Não, porque quando estamos com ele é muito bom. Damo-nos melhor com o nosso pai do que muitos amigos nossos se dão com os seus, com quem estão todos os dias. Nem assim têm uma proximidade tão grande como nós temos com o nosso. Depois, ajuda o facto de ele ser também muito brincalhão. Às vezes até parece mais infantil que nós e temos de tomar conta dele, é o tal irmão mais velho. Por exemplo, se íamos às compras juntos, ele punha coisas no carrinho que nós tirávamos, como patês e queijos, porque sabíamos que lhe faziam mal.
– É uma relação muito especial, Paulo...
Paulo China – Sem dúvida, é uma relação maravilhosa e da qual me orgulho muito. Elas tomam muito bem conta de mim, preocupam-se com a minha saúde, devido ao meu problema de obesidade e ao meu ‘vício’ de comer.
– Nunca pensou deixar o Algarve e mudar-se para o Porto para ficar mais perto delas?
Amo a minha família e adoro estar no Porto, desligar os telemóveis e estar cem por cento dedicado às minhas filhas e à minha mulher. É a elas que vou buscar a minha força. Mas quando estou aqui no Algarve, tenho este vício enorme que é o trabalho. Foi aqui que comecei, do zero, foi aqui que fiz a minha ‘faculdade’ e escola de vida e é aqui que também sou reconhecido e tenho os meus negócios de sucesso. A minha família é tudo para mim, mas também o trabalho o é.
Andreia – Nós temos o melhor dos dois mundos: temos o Porto quando é para trabalhar e estudar, e o Algarve, que é muito bom nas férias.
– Concha, sempre aceitou bem esta vida do Paulo? Devido às suas ausências, teve de fazer muitas vezes de mãe e pai...
Concha – Estamos casados há 20 anos e no início, confesso, não foi fácil, mas fui-me adaptando. Quando há amor, uma pessoa adapta-se, entende, aceita. E uma mulher quando tem gémeos também fica com força a dobrar. Foram momentos trabalhosos, mas muito bons.
Paulo China – A Concha é uma mulher maravilhosa e uma mãe fantástica. Muito do que alcancei tenho de lhe agradecer a ela, pelo seu apoio e amor.
– E agora são elas que estão quase a sair de casa para irem estudar...
Joana – Vamos para a faculdade, mas ainda não vamos sair de casa. Eu vou para Gestão e a Andreia para Direito. Vai ser é a separação de nós as duas.
Andreia – Ao longo destes anos estivemos sempre juntas, andámos na mesma turma, frequentámos sempre o mesmo grupo de amigos, a nossa vida era sempre em conjunto e agora vai ser um bocadinho mais separada, mas vai ser bom ganhar alguma ‘independência’. Mas a verdade é que se tivéssemos de sair de casa, a nossa mãe não estaria preparada para isso, na cabeça dela ainda temos 14 anos [risos].

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras