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Diana Matias: “Trabalho muitas horas, mas sinto-me cada vez mais realizada”

A estilista, criadora da marca Didimara, estabeleceu uma parceria com a Opel que resultou num automóvel personalizado com a sua marca. Diz com graça e ironia que teve de se impor ao pai, um educador à antiga, para conseguir tirar a carta e estudar na área da moda.

Redação CARAS
23 de setembro de 2014, 10:30

É uma mulher com atitude. Diana Mara Matias, 36 anos, filha de pais emigrantes, nasceu em França. Teve uma educação rígida por parte do pai e como era uma rapariga no meio de três rapazes, acabou por ter de dar mais provas de que seria capaz de chegar longe. “O meu pai é um pai à antiga. Ainda hoje, quando vou a França e quero sair à noite com as minhas amigas, tenho de lhe pedir autorização. Ele prefere que eu fique em casa”, revela à CARAS a estilista que criou a marca Didimara há quatro anos. Diana não quis ser advogada nem juíza como o pai desejava. Preferiu seguir moda e não está arrependida. “Na altura tive de dizer que não tinha entrado em nenhum outro curso para poder seguir esta área. [risos] E ainda bem, porque adoro o que faço. Trabalho muitas horas por dia, é verdade, passo muitas horas no ateliê, mas sinto-me cada vez mais realizada. E embora o meu pai não mo diga diretamente, sei que ele se orgulha de mim.” E foi essa garra e determinação que a levaram a ser escolhida para criar uma coleção para o staff da General Motors. “Tem graça, porque o meu pai não queria sequer que eu tivesse carta de condução quanto mais um carro. E agora tenho uma grande marca que patrocina os meus desfiles e que até personalizou um carro, um Opel Adam, para mim! Quem sabe até se um dia tenho o interior de um automóvel desenhado por mim”, conta, com orgulho.
O mesmo orgulho que se nota no olhar da estilista quando fala do facto de ter de criar um filho quase a solo. Alexandre tem seis anos e é fruto do casamento de dez anos que terminou. “Divor­ciei-me quando o Alexandre tinha apenas dois anos. O meu ex-marido regressou a França e eu decidi ficar em Portugal e responsabilizar-me quase em exclusivo pela educação do nosso filho. É um menino carinhoso, cheio de energia e acho que estou a conseguir transmitir-lhe os valores que acho serem os mais importantes para que se torne um ser humano íntegro.” Admite que talvez gostasse de ter mais filhos, mas neste momento Diana nem pensa em manter um relacionamento: “Nunca fui muito namoradeira nem sou muito romântica. Por isso não sei se vai ser fácil arranjar um namorado. [risos] Estou a brincar. Estou bem resolvida e tenho a certeza de que vou voltar a apaixonar-me, mas obviamente que o meu filho e o bem-estar dele são a minha prioridade.” Logo atrás dessa prioridade vem a vontade de crescer profissionalmente e impor-se com mais solidez e dando um passo de cada vez, sem se aventurar em altos voos. O tempo para se cuidar é que é cada vez mais escasso, embora saiba o quanto isso é importante. “Não sou nada feminina, aliás, levo cinco minutos para me arranjar e sou muito prática a vestir-me, por isso muitas vezes desenho o que gostaria de usar”, confessa, sorridente, a estilista.

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