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Fernanda Serrano revela porque nunca desistiu de lutar pelo seu casamento

Depois de se ter especulado sobre uma possível crise no casamento, Fernanda Serrano e Pedro Miguel Ramos contrariam esses rumores e festejam dez anos de casados juntos e felizes.

Natalina de Almeida
14 de setembro de 2014, 10:00

Fernanda Serrano e Pedro Miguel Ramos são daqueles casais que tentam ser felizes com as pequenas coisas e que aproveitam todos os dias de alegria para carregar baterias para os momentos menos bons. Casais para quem a vida pode trocar mais de mil vezes as voltas, porque a resposta vai ser sempre a mesma: amor, muito em particular o amor incondicional pelos filhos. Na sua vida a dois – e já lá vão dez anos – Fernanda nunca deu nada por por garantido e sabe que no dia em que o fizer perde-se a magia, perde-se tudo. Lutou muito para chegar até aqui e para nunca desistir do seu sonho de ter uma família. Desmentindo os recentes rumores de crise no casamento, a atriz disse à CARAS que este amor continua a valer a pena.
– O vosso convite de casamento era ilustrado por uma foto dos dois a darem um beijo apaixonado. Nestes dez anos, olhou muitas vezes para essa foto. O que recorda e o que sente?
Fernanda Serrano – Sobretudo, que o tempo passa a uma velocidade assustadora. No início de um casamento, ainda tudo está por descobrir, por viver, por experienciar, e a novidade inerente a um começo de vida em conjunto traz um brilho feliz. Dez anos depois, existem alguns ajustes, já houve tempo para adaptações e cedências necessárias, mas o brilho não pode nunca desaparecer, muito menos a vontade de querer continuar. Dez anos é apenas um bom início, tendo em conta a referência que tenho dos 42 anos de um casamento muito feliz como o dos meus pais.
– O que mudou em si nestes dez anos?
Muita coisa, principalmente porque ser mãe muda tudo na nossa forma de estar na vida, de encarar o trabalho, a amizade e até o amor. Foi a grande mais-valia que a vida me trouxe, sem dúvida alguma. Estou mais intolerante para com tudo e todos os que não merecem a minha atenção e não me desgasto com o que não me traz nada de bom. Sou muito focada na minha família. Nos meus amores.
– E que balanço faz destes dez anos de casamento?
Na realidade, somos apenas um casal normal, como tantos outros, com as dificuldades normais inerentes a uma vida familiar preenchida e com os “desabafos” comuns que ouço tantas e tantas vezes os casais amigos também fazerem. Por vezes, quando estamos cansados, pensamos que o mais fácil seria “encurtar” caminho e desistir, mas depois olho para o que temos vindo a construir juntos, uma família que tanto amo, tão bonita e feliz, e acho que devemos ponderar muito bem e pensar no que nos faz efetivamente mais felizes!
– Alguma vez passaram por um período de afastamento para repensarem o vosso casamento?
Se é que os houve, foram passados dentro de nossa casa e só a nós interessam. Penso que a mais ninguém.
– O que é que vos ajudou a nunca desistir do casamento?
A vontade de estarmos juntos e de fazermos mais e melhor. Juntos somos mais felizes.
– Mesmo nos momentos mais difíceis das vossas vidas, sente que estiveram sempre verdadeiramente ao lado um do outro?
Sim.
– São um casal de bem com a vida?
É utópico dizer que sim. Como qualquer outro casal, temos fases. Mas o balanço é positivo, o que considero ser o mais im­portante.
– Nos momentos difíceis é natural tentar proteger os filhos...
Obviamente. Nesses e em todos os outros momentos. Quando se decide construir uma família, trazer ao mundo crianças, temos de deixar de pensar em nós primeiro e sim neles. Eles merecem o nosso maior respeito, amor, carinho e proteção.
– Quais os momentos que não trocava por nada?
O dia do nosso casamento e os dos nascimentos dos nossos filhos.
– E aqueles que daria tudo para que não tivessem acontecido?
Os que nem sequer quero relembrar. Fazem parte dos obstáculos ultrapassados.
– Quando se sente perdida, volta-se para quem?
Os meus filhos são o meu motor, portanto, serão sempre eles a ignição para tudo na minha, na nossa vida.
– Enquanto pais, é difícil educar e pla­near o futuro nos dias de hoje?
O futuro tornou-se assustadoramente volátil e imprevisível, mais do que alguma vez foi. É viver um dia de cada vez, sem grandes angústias. Não está nas nossas mãos...
– Que estilo de pais são?
Eu sou mais tranquila e quero que eles desfrutem ao máximo a infância, a família e os amigos. Não sou de grandes exigências e regras em demasia, mas há os mínimos olímpicos. O Pedro é mais de regras e horários.
– E como descrevem os vossos filhos?
São todos muito diferentes de carácter, mas são os três muito meigos, carinhosos, com um grande sentido de família e de entreajuda entre eles.
– Que herança gostaria de lhes deixar?
Que me recordem como sendo uma mãe sempre presente em todos os momentos importantes das suas vidas, atenta, cuidadosa, íntegra e justa. Que seja para eles a referência que os meus pais são para mim.
– Casaram-se pelo civil. Mais tarde a Fer­nanda descobriu Deus e batizou-se. Já vos passou pela cabeça casarem-se pela Igreja?
Já, mas não pensámos quando.
– Consegue ter uma carreira profissional e ser uma mãe presente. No meio de tanta coisa, como encontra tempo para os dois?
Encontramos sempre.
– Está satisfeita a nível profissional?
Estou muitíssimo satisfeita por integrar este elenco de mulheres/atrizes, todas nós tão diferentes, enquanto indivíduos e enquanto profissionais. Foi uma belíssima surpresa, a personagem, as histórias que se contam, de forma tão inesperadamente simples e genuína. Estou deliciada com este projeto.
– Quais os próximos passos que podemos esperar da sua carreira?
Tenho até ao final do ano a digressão da peça 40 e Então? com três colegas e pessoas especiais na vida, Ana Brito e Cunha, Maria Henrique e Sandra Faria. Depois, logo se verá.
– Em tempos de crise, e sendo o seu marido empresário, de que modo a vossa vida foi afetada?
– Na nossa vida familiar, nada, mas obviamente que quem tem uma vida empresarial ativa tem sempre de se confrontar com os obstáculos inerentes a uma gestão de negócio.
– Mas não teve que fazer ajustes?
Nunca fui de excessos, sempre fiz uma vida o mais normal possível, daí não ter tido necessidade de grandes ajustes. Sempre tive um grande respeito pelo meu trabalho e pelo que retiro dele. Tenho sempre o cuidado de passar esses valores para os meus filhos, para que saibam que nada cai do céu. Que é preciso trabalhar-se, muito e com muito empenho e disciplina, para conseguir algo.

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