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As confissões de Maria Duarte: “Sinto falta de amar alguém, de ter um companheiro”

A trabalhar na área do “marketing” e publicidade, Maria, de 32 anos, revela que está solteira e feliz, mas sente-se disponível para encontrar um novo amor.

André Barata
20 de setembro de 2014, 10:00

Em 2012 deu-se uma grande mudança na vida de Maria Duarte: perdeu os avós e o pai e terminou a relação que mantinha há nove anos com Pedro Reis, mas isso não a fez perder nenhuma da sua enorme vontade de viver. Aos 32 anos, é uma mulher feliz, concretizada, aventureira que vê em tudo um lado positivo. Depois de uma sessão fotográfica onde a boa disposição predominou, conver­sámos com Maria, uma das responsáveis pelo departamento de Marketing e Publicidade do Grupo Doca de Santo, na praia da Falésia, no Algarve.
– De onde vem esse seu espí­rito aventureiro?
Maria Duarte – Tenho seis irmãos, cinco deles são rapazes e para os acompanhar tinha de ser pior que eles! [risos] A minha primeira experiência com motas foi aos 12 anos, quando roubei a mota ao meu jardineiro. Depois ensinaram-me a conduzir e a partir daí nunca mais parei.
– E não tem medo?
Tenho medo de tudo na vida, mas passei uma fase muito complicada que me fez reavaliar a minha existência. Perdi os meus avós, depois o meu pai... Tudo o que era minha estrutura familiar, a minha base, segurança, desapareceu. Acabei uma relação de nove anos, foi tudo ao mesmo tempo! Basicamente, agarrei-me a tudo o que me fazia feliz e que tinha deixado para trás. Quando perdi tudo, pensei: eu sou feliz! Sinto um privilégio em estar viva. Adoro viver, sou positiva, dinâmica, não quero perder tempo com coisas que não me interessam, com pessoas de quem não gosto. Tenho amigos que até têm medo quando eu falo, porque sou sincera demais! [risos]
– O fim dessa relação de que fala, com o Pedro Reis, certamente deixou marcas...
Continuamos muito amigos e estou muito feliz que ele tenha encontrado a Ana [Isabel Pereira]. De vez em quando falamos e sei que ele está bem, que gosta muito dela. Complementam-se provavelmente mais do que alguma vez o complementei! Às vezes liga-me para saber se eu estou bem e eu pergunto logo: “Então já vou ser tia?” [risos] No outro dia até lhe pedi conselhos amorosos! Temos uma relação muito engraçada. É realmente um grande amigo, como se fosse família. Antes de ser meu ex-namorado, é meu amigo!
– Não sente falta de ter alguém?
Agora estou sozinha e estou bem, mas acho que falta uma parte da minha existência. Sinto falta de amar alguém, de ter um companheiro. Mas ainda não apareceu e por isso vou-me divertindo enquanto ele não vem! [risos] As coisas acontecem quando tiverem de acontecer, não estou de coração fechado!
– Agora que está de férias aqui no Algarve, quais são os planos?
Gosto muito do Algarve. Nasci em Lisboa mas vim aos seis anos viver para Montechoro, em Albufeira. A minha infância foi passada aqui, sinto-me em casa. Estas férias faço o que me apetecer! [risos] Odeio coisas marcadas. Quando trabalho, tenho os meus horários, nas férias, prefiro fazer o que me apetece, quando me apetece.
– Depois regressa à rotina...
Tenho algumas coisas agendadas, planos que hei de partilhar e que vão dar uma volta de 180 graus à minha vida! Depois de tudo o que aconteceu na minha vida, com a morte de vários membros da minha família, eu mudei. Hoje quero fazer tudo o que me faça feliz. Quero viver, não quero sobreviver! É o lema da minha vida. Não perco tempo com o que não me faz bem, aproveito o momento. Não me preocupo demasiado, tudo o que vier vai ser bem-vindo. O que acontecer de bom, vou aceitar, o que me acontecer de mau, vou tentar aprender o máximo com isso.

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