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Patrícia e Rui Pereira da Silva: “Não temos saudades da vida a dois”

A auditora e o empresário agrícola contam como Teresa, de três anos, e Leonor, de 17 meses, vieram reforçar a relação.

Inês Neves
7 de setembro de 2014, 14:00

Teresa e Leonor são as estrelas desta produção e da vida de Patrícia e Rui Pereira da Silva. Casados há quase cinco anos, a auditora e o empresário agrícola garantem não ter saudades dos tempos em que eram só dois e contam-nos que os programas são maioritariamente a quatro.
Este é mais um fim de semana em família. Reparei que andam sempre os quatro…
Rui – Sempre. Elas vão connosco para todo o lado.
Patrícia – Às vezes até fico tentada a desafiar o Rui só para um programa a dois, passarmos uma ou duas noites fora, mas depois ficamos com um aperto no coração e acabamos por ir os quatro. Não temos feito fins de semana só a dois, mas também não sentimos falta, não temos saudades da vida a dois.
– Ainda assim, diz-se que só uma relação forte e sólida resiste aos filhos…
– Sem dúvida não foi, nem é, fácil. É preciso muito amor, muita compreensão, muito carinho...
Mas é uma mudança muito boa.
Rui – Elas vieram reforçar a nossa relação. Reforçaram tudo: o amor, o carinho, a adoração, a partilha, a entreajuda… Nós continuamos a surpreender-nos um ao outro, é importante continuar a haver romance, não deixar que esses gestos desapareçam com o nascimento dos filhos...
Patrícia – Eu adoro fazer surpresas, dá-me imenso gozo, seja às miúdas, ao Rui, aos amigos. Ainda no outro dia surpreendi o Rui no seu dia de aniversário com um jantar cheio de amigos, em Lisboa. Levei-o ao aeroporto e ele não fazia a mínima ideia para onde ia nem o que iria acontecer…
– E o Rui retribui essas surpresas? Os homens normalmente são mais comodistas…
Rui – Retribuo, claro.
Patrícia – Aliás, ele já está a magicar qualquer coisa para setembro, para os meus anos e para o nosso aniversário de casamento, que são no mesmo dia.
Rui – Ela apanha tudo, é difícil esconder-lhe alguma coisa porque tem um olho clínico, mas vai ter de ser uma coisa memorável.
– Começaram recentemente a trabalhar juntos num negócio vosso, uma loja virtual centrada em produtos biológicos. Uma parceria de sucesso em casa e no trabalho?
– Esperemos que sim. Até agora está a correr bem. Temos vindo a debater estas ideias há imenso tempo, mas sempre tivemos atividades profissionais separadas. E agora é que estamos a unir esforços e a trabalhar para que a ohportogourmet.com seja um sucesso.
Patrícia – Não vou dizer que é um mar de rosas e que, de vez em quando, não há assim uma chamazinha. Claro que há. Mas isso até é saudável, termos ideias diferentes e debatermo-las… Às vezes até ficamos um bocadinho ‘picados’ um com o outro, mas depois lá resolvemos. Temos personalidades completamente diferentes, logo, há choques. Mas acho que isso e o facto de termos até formas de trabalhar diferentes – se conseguirmos encontrar o ponto de equilíbrio, que é isso que estamos a tentar – são uma mais-valia.
Rui – Eu atiro-me para as coisas muitas vezes sem pensar. Ela é muito mais pragmática, põe-me imensos travões. E daí vem um grande complemento. Funcionamos muito bem em conjunto, somos uma boa equipa.
– Costumam tirar ‘férias’ um do outro?
Patrícia – Não, e não somos nada de um vai a jantar de homens outro a jantares de mulheres, ou fins de semana fora separados. Já não nos apetece estar um sem o outro. Quando surgem convites, optamos sempre por um programa a dois ou a quatro. Por vezes vou com uma amiga a Lisboa ver alguma coisa, mas fico sempre com a sensação de que me falta algo.
Rui – Levamos muito a sério o conceito de família. Só assim as coisas fazem sentido. Gostamos de fazer as coisas juntos. Agora até vamos começar os dois a jogar paddle e ela também já me convenceu a ir ao ginásio, o que é muito bom, porque um puxa pelo outro.
– Como é que duas pessoas tão diferentes passam tanto tempo juntas sem atritos?
Patrícia – Claro que há atritos, mas temos vindo a crescer e a aprender muito um com o outro na forma de estar, de saber ouvir, de perceber que não somos iguais e de tentar equilibrar as coisas. Eu era muito mais resistente, se achava que tinha razão, era porque tinha. Agora não, já oiço e penso e tento arranjar um meio termo. E nós temos outra coisa: pomos o conceito de família em primeiro lugar. Claro que há sacrifícios e não é tudo um mar de rosas, mas é preciso ir aprendendo…
Rui – O amor é a base de tudo. Havendo amor, é mais fácil dar a volta às contrariedades. Fui solteiro até muito tarde, até aos 41 anos. Sempre pedi a Deus uma relação deste género, e Deus deu-ma. Sinto-me totalmente preenchido e agradecido. Nunca imaginei que algum dia me fosse acontecer uma coisa assim, ter uma família linda.
Patrícia – É um cliché, mas é verdade: saiu-nos a sorte grande. O nosso Euromilhões são as nossas filhas e o amor que existe entre todos.

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