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Oceana Basílio assegura: “Não tenho medo da solidão nem sou carente”

Aos 35 anos, a atriz mostra-se segura em relação ao seu corpo. Mãe de Francisca, de dez anos, Oceana diz que não faz esforço para manter a silhueta e assegura que nunca fez nenhuma cirurgia estética ao rosto.

Inês Neves
13 de setembro de 2014, 10:00

Falámos com Oceana Basílio sobre amor, relações e família. Aos 35 anos, a atriz garante que não há reconciliação possível com Abel Xavier e que ainda sonha encontrar um amor para a vida.
– Aos 35 anos, e mãe de uma menina de dez anos, mantém uma silhueta invejável. No entanto, no decorrer da sessão fotográfica pareceu-me ter algumas inseguranças…
– Não sou insegura em relação a mim nem à idade, mas quando faço produções, e se estou em biquíni, deve existir um certo cuidado. Gosto de me proteger, não no sentido de achar que estou mal. A idade traz-nos isso, aprendemos a gostar de nós e a aceitarmo-nos. E eu gosto de mim como sou. Não acho que seja a mulher mais bonita do mundo, mas também não me acho feia.
– E a silhueta que tem foi conseguida a muito custo? Dietas, ginásios?
– Felizmente, tenho a sorte, e estou muito agradecida por isso, de ter uma boa genética. Adoro fazer desporto, mas tenho a sorte de poder estar quase um ano sem fazer nada e conseguir manter a linha, como foi o caso deste ano que passou, que foi muito intenso a nível de trabalho. E o tempo livre que tinha era para estar com a Francisca e estudar textos.
– E no rosto, já mudou alguma coisa?
– Não. Já me perguntaram se fiz alguma coisa na boca, mas não, nunca fiz nada. É tudo natural. Mantenho precisamente os mesmos traços e expressões de criança, tenho a mesma boca, o mesmo nariz. Não sou contra as cirurgias estéticas, e se um dia achar que preciso de alguma coisa, pondero. Se bem que acho que nunca irei mudar a estrutura da minha cara, porque é uma coisa de que gosto. Agora, tudo o que for tratamentos de pele que possam melhorar, porque não?
– O excesso de trabalho que disse ter tido este ano serviu de escape para ultrapassar o fim da relação com Abel Xavier?
– Sim e não. Honestamente, se tens tanto trabalho não tens tanto tempo livre mental para pensares nas coisas, para te debateres com os porquês… porque é que falhou? O que não resultou? Por outro lado, não tive tempo de digerir, olhar para mim e tentar perceber… não é tanto onde errei. As coisas aconteceram e não há porque estarmos juntos quando já não estamos em sintonia. O importante é as pessoas serem felizes.
– Acredita que o amor não é tudo numa relação?
– Acho que o amor é sempre o mais importante. E quero acreditar que numa relação existe um trabalho de construção, de cedências de ambas as partes, e, se se ama, deve-se lutar por isso. E eu acho que fiz isso. A partir do momento em que deixou de fazer sentido…
– Não há espaço para uma reconciliação?
– Não. É mesmo definitivo.
– Estiveram ambos na festa da SIC/CARAS, mas não se cumprimentaram…
– É uma pessoa que vou continuar a respeitar sempre. Ele fez parte da minha vida e se o fez foi porque foi importante para mim, portanto quero mesmo que ele seja feliz. E acho que vamos ter sempre uma relação cordial.
– Tanto a Oceana como o Abel têm filhos de outras relações. Isso tornou tudo mais complicado?
– Quando se explicam as coisas e é tudo claro, não é complicado. O importante é continuarem a perceber que o amor pelas crianças não muda. Não há que complicar a vida nem as relações humanas.
– Disse sempre que a Francisca gostava imenso do Abel…
– Sim e continuará a gostar. E terá a liberdade de o ver quando puder.
– Já disse várias vezes que a Francisca é muito sua amiga. Como é que ela reagiu ao fim da relação? Mimou-a muito?
– Ela tem uma sensibilidade fantástica, é muito afetuosa. Converso sobre tudo com ela, nunca esquecendo que é uma criança com dez anos… Ela responde-me sempre: “Mãe, o que te fizer feliz, faz-me feliz.” Por vezes olho para ela e vejo uma maturidade tão grande… Ela é uma criança fantástica e surpreende-me sempre no que toca às relações humanas.
– Continua solteira?
– Sim. Todos queremos encontrar alguém, seria estúpido dizer que não, que quero estar sozinha, mas não ando à procura. Quando tiver de acontecer, acontece.
– Tem medo da solidão? É uma pessoa carente?
– Não tenho medo da solidão nem sou carente, sou muito independente. Mas também sou muito de família, e espero um dia construir a minha família, porque fui criada no meio de uma família grande e isso é muito importante para mim.
– Está desiludida com as relações?
– Não estou desiludida, mas gostava de já ter essa estabilidade familiar, de já ter encontrado essa pessoa. Acho que as pessoas complicam muito as relações. Eu ainda acredito que um casamento possa durar uma vida, acredito num amor para a vida ou, pelo menos, quero acreditar que sim. Sei que não se está sempre apaixonado, que nenhuma relação é perfeita, mas desde que o principal lá esteja, o resto trabalha-se. Poderá não me acontecer, e se não me acontecer não será um drama, mas gostava muito.

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