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Joana Pratas e João Nápoles de Carvalho: “A Teresinha é uma menina do campo”

Joana mudou-se para o Douro quando se casou. Três anos depois, a consultora de comunicação divide-se entre o papel de mãe, o projeto h’OUR e o trabalho com algumas outras marcas de vinhos.

Redação CARAS
14 de setembro de 2014, 14:00

Em Barcos, Tabuaço, a Quinta do Monte Travesso foi o lar que Joana Pratas, de 32 anos, e João Nápoles de Carvalho, de 38, escolheram, há três anos, para iniciarem a sua vida a dois e verem a família crescer, primeiro com a chegada de Teresa, em fevereiro de 2013, e brevemente com a de António Maria, cujo nascimento está previsto para novembro.
No meio de uma alcantilada serra, com as vinhas a servirem de cenário, a quinta – pertencente à família do gestor agrário desde 1920 e cujo comando ele assumiu sozinho em 1996 – proporcionou também que o casal se unisse nos negócios, com o lançamento, em 2013, do vinho e do azeite h’OUR. Joana, que antes de se casar era consultora de comunicação e de relações públicas em Lisboa, iniciou-se na agricultura por via do amor. Uma história partilhada com a CARAS numa conversa serena, apenas interrompida pelas traquinices de Teresinha.
– Quando decidiram casar-se, a Joana deixou a sua vida em Lisboa e mudou-se para o Douro... Foi fácil dar esse passo?
Joana Pratas – Foi tudo tão natural... Recordo-me de que a decisão aconteceu depois de uma vindima, mas não foi nada muito pensado. A irmã do João dizia sempre que ele era o homem ideal para mim, mas eu dizia que não, pois ele vivia no fim do mundo... Nunca me tinha imaginado aqui! Depois conheci o João, no casamento da minha cunhada, e passado um mês começámos a namorar no primeiro fim de semana que vim cá passar.
– E como correram estes três anos de vida no campo?
– Nem notei que passaram três anos! De resto, sou do Cartaxo, que também é campo, e não me custou adaptar-me à vida aqui. Aliás, acho que tenho uma vida mais agitada agora do que quando vivia em Lisboa, onde vivia muito atrás da secretária. Mas apaixonei-me pelo João e pelo Douro e gosto muito de viver e trabalhar aqui.
– O João viveu muitos anos sozinho nesta quinta. Foi fácil adaptar-se à vida a dois?
João Nápoles de Carvalho – A vinda da Joana para cá foi a cereja no topo do bolo e a concretização de um sonho que começou a dois e está a passar a quatro, com o nascimento, em breve, do António Maria. Viver no campo é ótimo, apesar de ter algumas coisas menos boas, como estar longe da restante família, mas já estou habituado.
Joana – De facto, estou mais longe do Cartaxo, mas agora passo lá mais tempo do que quando vivia em Lisboa. Só sinto a distância por não ter um apoio aqui.
 João – Por outro lado, acho que por estarmos longe conseguimos tirar maior proveito de ter a nossa filha perto de nós, o que é bom.
– E o que é que levou o João a vir para cá?
– Em 1996 terminei o curso de Gestão Agrária, em Vila Real, e estabeleci-me como agricultor. Não nasci cá, mas vivi aqui até aos seis anos e sempre me senti muito ligado a esta quinta.
– Já tirou o curso a pensar na quinta?
– As coisas foram surgindo naturalmente, para que desse continuidade a este projeto, mas não tirei o curso por obrigação. E em 2011, quando eu e a Joana nos casámos, lançámos o nosso próprio vinho e também o azeite. Essa foi sempre uma ideia minha, apesar de mantermos a venda da uva para uma casa exportadora de Vinho do Porto.
– O projeto h’OUR foi, então, o vosso primeiro ‘filho’ em comum, nascido ainda antes da Teresinha...
Joana – Sim, o João e a família dele já queriam lançar um vinho, mas faltava a componente mais burocrática. Começámos a falar nisso os dois e decidimos fazê-lo em conjunto. E o nosso primeiro vinho é de 2010, ou seja, muito antes de sermos pais, mas só foi lançado em 2013.
– A Teresinha tem um ano e meio e em novembro nascerá o António Maria. Foi uma opção terem filhos com tão pouca diferença de idades?
– Sim, foi programado. Sempre estivemos de acordo de que seria bom para eles e para nós serem relativamente próximos.
– O nome que escolheram para o bebé tem ligação familiar...
– Escolhemos António porque o meu pai é João António e o meu sogro é António Pedro. Também a Teresinha é Maria Teresa pois a minha mãe chama-se Maria Teresa e a mãe do João é Branca Maria, ou seja, os dois herdaram os nomes dos avós. E já temos nomes para mais dois: Maria do Carmo e Manuel Maria.
– Então pensam ter mais filhos?
João – Está em aberto...
Joana – Nós queremos, mas temos noção de que é complicado, pois viajamos muito e a logística muda bastante. Talvez seja mais fácil se o próximo não vier logo de seguida.
– A Joana tem um irmão gémeo. Não teve receio de passar de um filho para três logo nesta segunda gravidez?
 – Não, pois dizem que acontece geração sim, geração não, mas, se acontecesse, cá estaríamos para os receber, até porque já temos nomes para mais dois filhos! [Risos]
– Apesar de ser tão pequena, a Teresinha já parece entender que vive no campo...
– Completamente! De manhã, pergunto-lhe se quer ir ver o trator do pai e ela aponta logo e quer vir à rua. E em casa dos meus pais vai tirar os ovos às galinhas. Também lida muito bem com os cães, pois este é o mundo onde sempre viveu. É uma menina do campo.
– E já percebe que vai ter um irmão?
– Não sei se percebe, mas aponta para a barriga quando perguntamos pelo mano. Optámos por não dizer bebé, pois o meu sobrinho tem três meses e, para ela, bebé é algo que mexe.

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