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Cláudio Ramos: "As pessoas sabem que eu e o Pedro temos uma proximidade forte"

O apresentador esteve na Festa de Verão da SIC/CARAS, no Algarve, onde falou sobre a sua relação com Pedro Crispim e contou como se sente orgulhoso do crescimento da filha, Leonor, de dez anos.

Andreia Cardinali
15 de agosto de 2014, 16:00

Apaixonado pela vida e sem ‘papas na língua’, Cláudio Ramos, de 40 anos, sente-se cada vez mais feliz e sereno na sua pele. Indiferente ao que os outros possam pensar de si, o apresentador vive com um sorriso típico de quem acredita que está no bom caminho. Franco nas palavras e sem segredos no coração, Cláudio falou da relação próxima com Pedro Crispim, da paixão que tem pela filha, Leonor, de dez anos, e da forma como está preparado para todas as perguntas que esta possa fazer-lhe no futuro.
– Tem-se falado muito da proximidade que tem com o Pedro Crispim. Isso incomo­da-o?
Cláudio Ramos –
Não me incomoda nada, porque as pessoas sabem realmente que eu e o Pedro temos uma proximidade forte. Não me adianta mentir. Eu não tenho é de explicar às pessoas qual o tipo de proximidade que temos, como não vou explicar a que tenho com qualquer outra pessoa da minha vida. Terei de explicar a alguém, algum dia, quando eu entender e quando me perguntarem. Isso é a minha vida pública e acho que tudo pode ser feito se for feito com certeza e dignidade. Nem tudo é um festival ou um Carnaval. Para bom entendedor meia palavra basta, e o que é seguro hoje pode não o ser amanhã. Hoje é uma pessoa importante na minha vida e que faz parte dela.
– Mas não fica preocupa­do com o que se diz e escreve por causa da sua filha?
Ela já lê e ouve tudo, mas tem uma coisa muito boa, pois tem uma família e uma mãe muito estruturada, muito minha amiga, e que sabe de tudo da minha vida. A Leonor é uma miúda muito bem formada, que cresce com toda a normalidade. Para ela, as pessoas são todas iguais, sem credos, raças ou religiões. Quando ela crescer, fará as suas escolhas e as suas análises, se assim o entender. Graças a Deus, tenho a sorte de ter uma família que não se mete na minha vida... Não questiona nem impõe. Nunca me fizeram uma pergunta que considerasse fora de tom e claro que se a minha filha se sentar comigo algum dia e me perguntar o que quer que seja responder-lhe-ei a tudo o que ela quiser. Como lhe respondo de onde vêm os bebés, a ensino a fazer pulseiras de elásticos e todas essas coisas típicas de pai.
– A Leonor já está a entrar na pré-adolescência. Como lida com isso?
Este ano foi mais complicado, porque estive muito mais tempo fora de casa aos fins de semana, o que me fez ir ao Alentejo mais vezes durante a semana. Foi muito desgastante para mim fisicamente, pois ter de ir e vir a Elvas no mesmo dia e gravar no dia seguinte logo de manhã é complicado. Ela apercebeu-se disso e disse-me que eu não precisava de ir lá sempre, até porque ela também já tem uma vida além de nós. Já gosta de brincar com as amigas, pintar as unhas... essas coisas... Mas falamos todos os dias ao telefone e programamos tudo o que vamos fazer os dois. Ainda não me deu nenhum problema, é muito boa filha, boa aluna e muito educada.
– Tem, então, a sensação de dever cumprido.
Completamente, mas sei que a responsabilidade não é minha. É muito da minha mãe, da mãe da Susana e da própria Susana. Não puxo para mim esses louros. Se eu não tivesse um apoio familiar tão bom, seria complicado. Os avós e os tios são uma bênção na vida de qualquer criança. Às vezes tenho o coração muito apertado pela falta de tempo, mas ela entende.
– Percebe-se que se tornou um homem muito seguro de si próprio. Foram os 40 que lhe trouxeram essa serenidade?
Acho que sim. Mudei mesmo muito. Sinto-me bem fisicamente, os elogios fazem-me muito bem e realmente passei a relativizar muito mais as coisas, o que para mim nem sempre é fácil. Agora estou mais frio, mas também mais seguro. Há fases na minha vida que estão muito marcadas: a dos meus 33 anos, em que resolvi mudar a minha forma de estar na vida, o nascimento da Leonor, antes disso, e este último ano, em que também mudei muito. Já não me permito fazer certas coisas nem aceito que mas façam.

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