Nas Bancas

Robin Williams

Robin Williams

Getty Images

Problemas financeiros poderão estar na origem do suicídio de Robin Williams

O ator foi encontrado morto na passada segunda-feira, dia 11, e ontem as autoridades confirmaram que se tratou de suicídio por asfixia.

Redação CARAS
14 de agosto de 2014, 11:36

Vários meios de comunicação norte-americanos apontam a instabilidade da profissão de ator como uma das principais causas da morte de Robin Williams. O artista, de 63 anos, foi encontrado morto na segunda-feira, 11 de agosto, e ontem as autoridades confirmaram que se tratou de suicídio por asfixia com um cinto.
Embora tenha tido uma carreira recheada e ainda tenha deixado quatro filmes por estrear, Robin Williams teria alguma dificuldade em lidar com o facto de não ter um salário fixo e isso levava-o muitas vezes a aceitar trabalhos não pelo prazer, mas pelo dinheiro. Terá sido esse o caso da série televisiva The Crazy Ones, que acabou por ser cancelada no final da primeira temporada. “A ideia de ter um trabalho estável é muito agradável. Há faturas para pagar. Também vou vender a minha propriedade em Napa, não posso dar-me ao luxo”, declarou o próprio no ano passado, depois de aceitar o papel, assumindo que nem sempre era fácil lidar com as despesas, apesar de ser uma superestrela. O facto de ter de gerir o seu trabalho pensando no dinheiro terá sido uma das explicações para o profundo estado de depressão em que o ator se encontrava e que acabou por ditar o seu fim.
Certo é que Robin Williams ganhava muito dinheiro com os projetos em que se envolvia, mas também era muito altruísta: fazia donativos regulares para causas solidárias e era generoso com os amigos (pagou, por exemplo, todas as despesas médicas de Christopher Reeve depois deste sofrer o acidente que o deixou tetraplégico). Passou também por dois divórcios, que lhe custaram mais de 15 milhões de euros e, além disso, teve três filhos – Zachary, de 31 anos, Zelda, de 25, e Cody, de 22 – a quem quis proporcionar uma vida confortável. Foi aliás a pensar no futuro deles que constituiu um fundo para garantir que receberiam dinheiro em diversas etapas da sua vida, aos 21, 25 e 30 anos.
De referir que ainda não foram revelados os detalhes do testamento deixado por Robin Williams, nem sequer o valor total da sua fortuna.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras