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Jessy Panzer: A piloto americana que conquistou os céus portugueses

A piloto norte-americana, de 35 anos, competiu na NOS Air Race Championship, em Cascais.

Redação CARAS
23 de agosto de 2014, 14:00

Jessy Panzer esteve pela primeira vez em Portugal e foi a sua paixão pelos aviões que a trouxe cá. A piloto, de 35 anos, participou na NOS Air Race Championship e conquistou o segundo lugar na Classe Vintage. Dias antes da competição, esteve à conversa com a CARAS.
– A paixão pelos aviões e por voar já vem de família...
Jessy Panzer – Sim, o meu pai era piloto e morreu num acidente de avião quando eu era muito nova. Por isso, durante alguns anos tive medo de voar, mas em criança queria muito perceber exatamente o que ele gostava nos aviões. Além disso, vivia perto de um aeroporto e estava curiosa por saber como é tudo funcionava se não havia estradas! Depois de me formar em Ciências Aerodinâmicas e de me tornar piloto, uns amigos levaram-me num voo acrobático e eu percebi logo que era aquilo que queria fazer, o meu propósito de vida.
Lembra-se da primeira vez que pilotou um avião?
– Sim, foi inesquecível, pois senti uma mistura de medo e entusiasmo. Não sabia o que se ia passar, pois nunca tinha feito aquilo antes e, devido à história do meu pai, tinha alguma apreensão. Mas assim que fiz esse primeiro voo sabia que esta era a minha vida, adorei aprender e toda a experiência.
– O que mais gosta na sua profissão?
– É a minha paixão. As pessoas da aviação, em todo o mundo, são fantásticas. Existe uma irmandade, uma camaradagem. Todos temos um objetivo comum, partilhamos a paixão de voar e ajudamo-nos uns aos outros. E voar é muito satisfatório e entusiasmante, pois há sempre algo novo de todas as vezes.
– Quais são as suas outras paixões?
– Tenho um cavalo e faço equitação, jogo golfe, adoro dançar e fazer ioga. A minha maior paixão é voar e isso ocupa-me muito tempo!
Com o trabalho, as competições, tem tempo para a sua vida pessoal? É casada, tem filhos?
– Não sou casada nem tenho filhos, com a minha profissão não dá para ter crianças. De qualquer forma, ter filhos nunca foi um objetivo meu. Mas ter um marido seria bom! [risos] Ainda não aconteceu, mas um dia vai acontecer.
Como tem sido esta passagem por Portugal?
– Ótima! As paisagens são lindas, as pessoas são fantásticas e o tempo tem estado maravilhoso. Temo-nos divertido muito.
É a única mulher nesta corrida. Como lida com isso?
– Acontece com muita frequência eu ser a única mulher nas competições e para mim não há problema nenhum. Dou-me bem com todos os rapazes. Além disso, a paixão pelos aviões é algo que todos temos em comum e quando os homens percebem que eu sei do que estou a falar, o facto de ser mulher deixa de ser relevante. Somos apenas um piloto a falar com outro. E nós temos algumas vantagens no que toca a pilotar aviões, pois somos mais pequenas, mais leves, temos mais sensibilidade nos controlos, sobretudo nas acrobacias, que envolve mais precisão do que força bruta.
– Para a maior parte das pessoas fazer acrobacias com um avião parece assustador. É?
– Há sempre um elemento de risco, claro, mas eu tento saber o máximo sobre cada avião e a sua mecânica para perceber se está tudo bem antes de descolar. E depois temos de saber que estamos bem fisicamente, claro. Mas treino e preparação reduzem o risco.
Já apanhou algum susto?
– Tive alguns momen­tos de tensão, mas nada de muito grave. Tenho tido sorte e acho que tem muito a ver com a preparação.

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