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Carlos Medeiros: "Nunca acho que cumpri os meus objetivos"

Insatisfeito e perfeccionista por natureza, o ‘event designer’ e proprietário da Cateri e do restaurante Aura tem quase 30 anos de carreira, mas ainda hoje garante que há sempre mais e melhor para fazer.

Andreia Cardinali
18 de agosto de 2014, 15:30

Empreendedor e apaixonado pelo que faz, há quase 30 anos que Carlos Medeiros dá asas à imaginação e proporciona momentos inesquecíveis aos seus clientes. Seja através dos eventos que organiza com a sua empresa, Cateri, seja pela forma como recebe no Aura, o restaurante que abriu há três anos no Terreiro do Paço, em sociedade com o francês Fabrice Marescaux, o event designer nunca deixa os seus créditos por mãos alheias.
Insatisfeito por natureza, Carlos Medeiros garante que apesar de uma carreira já longa, ainda tem muito para fazer: “Quando comecei, há 30 anos, nunca pensei se poderia estar onde estou hoje ou não. Vivo o dia-a-dia, tenho imensos projetos e estão sempre inacabados, pois nunca consigo achar que cumpri os meus objetivos. Sempre que cumpro alguma coisa surge logo outra. Após uma meta há sempre mais uma, tenho uma necessidade constante de inovar.”
Por estas razões, este verão o empresário decidiu apostar num novo desafio, abrindo um bar no mesmo espaço do Aura, chamado Terrace Champanherie. “Reabrimos a esplanada este ano com este conceito que, além da carta do restaurante, conta com champanhe e ostras e um ambiente ainda mais glamoroso. De certa forma, reunimos neste espaço um pouco do meu ADN português com o ADN francês do meu sócio Fabrice.”
Perfeccionista assumido, contou que até a nível pessoal nada na sua vida é deixado ao acaso: “Os meus sapatos estão catalogados dentro de caixas com fotografias. Acho que isso diz tudo [risos]! Não relaxo nunca, em fase alguma da minha vida, isso faz parte de mim. Até as viagens, que adoro fazer, têm de ser organizadas ao ínfimo pormenor como se fossem uma produção.”
O empresário já transmitiu o seu gosto pelas ‘produções’ à filha, Marta, de 17 anos, o que o deixa bastante orgulhoso: “Estou a lançá-la, mas não por obrigação. Ela gosta muito deste mundo da produção e da hotelaria e tem de experimentar para depois decidir o que quer fazer. Sou mais exigente com ela, e acho que isso vai fazer dela uma pessoa muito melhor. Hoje em dia há muita mediocridade e os jovens perderam as referências. Como a minha mãe me deu isso tudo, tento passar à Marta aquilo que aprendi. Ela faz parte dos adolescentes do atualmente e há que combater isso, já que são pouco exigentes e têm a vida muito facilitada.”

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