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Cirurgião plástico brasileiro Danilo Dias fala do seu percurso ao lado da mulher

Juntos há 15 anos e casados há 13, Danilo e Patrícia Dias formam uma dupla de sucesso e o cirurgião diz que é a mulher que o ajuda a fazer a gestão da vida pessoal com a profissional. Futuramente, o casal pondera mudar-se para Portugal com o filho, Danilo, de 12 anos, que desta vez ficou em casa, no Recife.

Andreia Cardinali
10 de agosto de 2014, 10:00

Conhecido no Brasil pelo seu trabalho como cirurgião plástico, Danilo Dias, de 37 anos, planeia abrir uma clínica no nosso país e até, quem sabe, mudar-se definitivamente para cá com a mulher, Patrícia, de 38 anos, e o filho de ambos, Danilo, de 12.
De passagem por Portugal com a mulher, o cirurgião conversou com a CARAS sobre o seu percurso e explicou por que deseja ‘abandonar’ o seu país.
– É a primeira vez que vêm a Portugal?
Danilo Dias – Não, sempre que possível vimos cá, de três em três meses ou de seis em seis. Vimos sempre em lazer, mas de há cinco anos para cá que ando com a ideia de abrir aqui uma clínica. O sítio de que mais gostei foi o Estoril, num antigo estábulo de 1910, e acho que seria muito bom se conseguíssemos avançar com tudo. Calculo que no final do ano já dê para começarmos com o projeto arquitetónico e as obras.
– Com tantos clientes no Brasil, porquê investir em Portugal?
– No Brasil temos bastantes clientes, mas temos também muitos clientes europeus, em especial portugueses, e foi por isso que me interessei por este mercado. A ideia é que Portugal seja a nossa porta para a Europa.
– E como surgiu a sua paixão pela cirurgia plástica?
– Já faz muito tempo, já tenho 15 anos de formação... Sempre quis ajudar as pessoas a tornarem-se melhores. A minha família faz parte da medicina e tem alguns hospitais em Fortaleza, e eu quis continuar no ramo, mas noutra especialidade. A transformação do bonito para o lindo sempre me fascinou e acho que foi isso que me fez ganhar gosto pela profissão.
– Com a responsabilidade profissional que tem, como consegue ter tempo para a família?
É difícil. Estou casado há 13 anos e é muito difícil estar em família. Opero quase todos os dias, de segunda a sábado, e à tarde ainda dou consultas. Saio de casa de manhã e chego sempre muito tarde. Por isso conto com a ajuda imprescindível da minha mulher, que comanda a casa. Mas claro que tento ter tempo para estar com eles e de dois em dois meses tentamos tirar uma semana para nos dedicarmos uns aos outros.
– E esta é uma dessas semanas?
– Sim! [Risos] Foi a semana que aproveitámos para relaxar um pouco, visitar os amigos e clientes.
– Com a falta de tempo que diz ter, consegue acompanhar o crescimento do seu filho ou delega na Patrícia?
Tento estar com ele o máximo, dar-lhe suporte e ensinar-lhe os caminhos que deve tomar na vida. Jogamos futebol, nadamos, jogamos golfe e ele gosta muito de estar comigo. Os momentos que tenho livres são inteiramente dedicados a ele e à família. 
– Qual acha que é, então, o sucesso para estar casado há mais de uma década?
Acho que a Patrícia tem muito mérito em tudo, desde o começo. Ela acompanha a minha carreira desde sempre e o propósito da nossa união foi também baseado no suporte e apoio que ela me daria na minha carreira. Sempre fui muito determinado e ela acompanha-me para todo o lado, o que torna tudo mais fácil. Grande parte das decisões são tomadas por ela, que me ajuda muito a gerir o lado pessoal com o profissional.
– Sendo um homem tão preocupado com a estética, é exigente com a sua mulher?
– Claro! Muitas das minhas pacientes espelham-se nela. Acho que devemos ter uma família unida, um relacionamento sólido, mas também ter em conta que nós somos o meu cartão de visita.
– Isso quer dizer que já operou a sua mulher?
Já fiz alguma coisa, mas isso faz parte do segredo. [Risos] Eu também exijo que ela esteja bem, com saúde, que tenha uma dieta equilibrada, faça ginásio, e tudo isso.
– Apesar de ser muito focado na sua carreira, nota-se que tem um sentido familiar muito vincado...
– Sem dúvida. Às vezes, profissão, dinheiro e fama fazem com que fujamos um pouco da família, mas esse é que deve ser sempre o foco. Há um momento em que devemos parar e perceber o que é realmente importante, e acho que Portugal nos vai trazer isso. Aqui, a vida é mais tranquila, e, à medida que as coisas comecem a avançar, a ideia é fazermos verão cá e inverno lá, e com o tempo mudarmo-nos mesmo de vez para cá. A educação do povo e a qualidade de vida são muito superiores às do Brasil. Lá há uma concorrência muito forte, há violência, aqui as pessoas são mais honestas e vive-se melhor. Acho que depois iremos ao Brasil de férias! [Risos]

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