Nas Bancas

Sylvia e Pedro Ferreira Lopes contam a sua história de amor à primeira vista

Juntos há 14 anos, a sul-africana e o dentista português receberam a CARAS na sua casa, em Cascais.

Cláudia Alegria
17 de agosto de 2014, 14:00

Conhecido por ser responsável pelos sorrisos de algumas caras conhecidas, entre eles Luís Esparteiro, Cláudio Ramos e Liliana Campos, Pedro Ferreira Lopes, de 43 anos, fala com o maior orgulho da sua carreira de 16 anos como médico dentista, mas é a falar da família que os seus olhos ganham mais brilho. Há 14 anos que se cruzou com a mulher, Sylvia. O sorriso, a beleza e a doçura da sul-africana conquistaram a sua atenção e, três dias depois, já faziam planos para se casarem. Uma história de amor à primeira vista, contada na primeira pessoa e partilhada agora com os filhos, Tomás, de sete anos, e Emily, de três.
– Contem-nos o primeiro capítulo da vossa história...
Sylvia – Eu tinha terminado o curso de publisher e literatura inglesa e decidi viajar pela Europa com uma amiga minha. Durante oito meses andámos de mochila às costas e a última paragem foi aqui, em Portugal, onde conheci o Pedro através de uns primos sul-africanos que estavam cá.
Pedro – Eu estava a passar férias em casa de um amigo, no Algarve, e ele disse-me que nessa noite íamos jantar com um grupo de amigos entre os quais estava a prima. Logo nessa noite começámos a namorar e, um mês mais tarde, a Sylvia foi à África do Sul contar a novidade aos pais, que não acharam muita piada...
– Decidir morar com uma pessoa que acaba de conhecer, mudando de país e ficando longe da família e dos amigos não deve ter sido uma decisão fácil de tomar...
Portugal e a África do Sul são países muito diferentes, pelo que a adaptação é sempre difícil. Mas devo dizer que, tirando o problema da insegurança, a África do Sul é um país fantástico a todos os níveis, onde as pessoas são extremamente educadas e cordiais, os serviços funcionam muito melhor do que cá. Obviamente que, para ela, o impacto inicial foi grande.
Sylvia – Mas a decisão de ficar com o Pedro não foi difícil de tomar. Percebi logo que era com ele que queria ficar. Podia ter corrido muito mal, mas felizmente tivemos sorte.
– Optaram por não ter filhos nos primeiros anos...
Pedro –
Sim, durante quase sete anos decidimos viajar muito, para destinos longínquos. Agora seria difícil fazê-lo com crianças... Temos uma vida muito mais recatada e, quando viajamos, é para destinos mais curtos, à exceção da nossa viagem anual à África do Sul, que são 16 horas de voo mais o tempo das escalas...
– A Sylvia ainda deu aulas de inglês mas com o nascimento dos filhos optou por se dedicar a eles a tempo inteiro. Uma decisão que contou certamente com o seu apoio.
Claro. Nós ponderámos quanto nos custaria ter uma pessoa a tomar conta das crianças, que tivesse carta para os ir buscar à escola – é uma grande responsabilidade ter alguém a conduzir os nossos filhos... Chegámos à conclusão de que ninguém educa um filho como o pai e a mãe. Um empregado, por muito bom que seja, nunca é a mesma coisa, além de terem tendência a ser mais permissivos, com medo de serem repreendidos pelos pais. Ponderando tudo, achámos que fazia muito mais sentido a Sílvia ficar em casa.
Sílvia – O Pedro chega a casa tarde. Se eu também trabalhasse, eles não veriam nem a mãe nem o pai, nem tão pouco os avós, que moram longe.
– Com apenas dois anos já dizia que queria ser dentista. O que o que fascina mais nesta profissão?
Pedro –
O desafio, o facto de não haver nunca dois casos iguais e a destreza intelectual e manual necessárias. Sou muito perfec­cionista...
– Como surgiu a ideia de escrever um livro infantil sobre saúde oral?
O primeiro motivo foram os meus filhos, achei que era engraçado deixar como legado um livro dedicado a eles. Depois, tenho reparado na minha clínica, a Prime Dental Clinic, que ainda existe um grande desconhecimento da parte dos pais, e consequentemente das crianças, dos cuidados que se devem ter com a higiene oral das crianças e com a dentição de leite. Se forem habituadas a ter um cuidado extremo com a saúde oral, não só vão ter uma vida mais saudável em termos orais como também de saúde geral, já que os problemas dentários e orais podem originar doenças cardiovasculares, por exemplo. Mais tarde, quando forem mais velhos, vão agradecer ter uma boca saudável, sem cáries.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras