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Eduardo Beauté e Luís Borges: “Não vivemos um sem o outro”

Depois de uma curta separação de duas semanas e meia, o cabeleiro e o manequim perceberam que o amor que sentem um pelo outro é mais forte. Para recuperarem o tempo perdido, passaram uns dias românticos a dois no Baixo Alentejo.

Inês Neves
2 de agosto de 2014, 14:47

Eduardo Beauté e Luís Borges estão juntos e felizes. O cabeleireiro e o manequim tiveram apenas um desentendimento, que os levou a estarem separados durante duas semanas e meia, mas nunca pensaram em divórcio. O arrufo foi provocado por ciúmes, sentimento que ambos assumem ter, mas nada que abale o casamento, que dura há já três anos, e a harmoniosa vida familiar que constituíram juntamente com os filhos, Bernardo, de quatro anos, e Lu, de dois.
Depois de tudo resolvido, o casal tirou uns dias a dois para recuperar o tempo perdido e centrar-se na relação. A Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa, foi o sítio escolhido para estes dias românticos e para a CARAS falar com os dois.
– O que aconteceu entre vocês? Estiveram mesmo separados ou foi só um grande ‘arrufo’?
Eduardo Beauté – Eu reconheço que sou muito ciumento, e o Luís também é. E houve ali uns arrufos devido ao ciúme, mas fomos suficientemente maduros para reconhecer que para se manter um casamento, às vezes é preciso espaço, um tempo de reflexão, e foi isso que fizemos. Eu disse ao Luís que precisava que ele tentasse perceber se este ciúme era com sentido de posse ou de amor, e, para chegar a essa conclusão, precisámos de espaço. Ele decidiu ir para casa de uma amiga comum, onde esteve relativamente pouco tempo, até percebermos que realmente não vivemos um sem o outro.
– O que provocou esses ciúmes?
– Eu tenho os meus amigos e o Luís tem os dele, mas o Luís não gosta que eu esteja com amigos que ele não conhece.
Luís Borges – Os ciúmes fazem parte da relação e o Eduardo, às vezes, não consegue perceber isso tão bem. Houve uma situação de que eu não gostei e, devido aos ciúmes, tivemos este período de separação, que durou duas semanas e pouco.
Eduardo – Mas foi uma separação em que nunca pensámos em divórcio.
Luís – Acima de tudo, temos uma família que amamos e, como qualquer casal, não somos perfeitos, não existem casamentos perfeitos. Claro que sou ciumento, mas o Eduardo é muito mais do que eu, sem dúvida alguma [risos]!
– Para quem é ciumento, deve ser difícil o tempo que passam longe um do outro, já que o Luís passa o tempo a viajar devido à profissão que tem...
Eduardo – Existe o ciúme porque o Luís faz-se rodear de gente muito bonita, mas eu não sinto desconfiança alguma dele.
Luís – E eu também não.
Eduardo – Se existisse desconfiança, aí sim, seria motivo para pensar num divórcio. Nunca achei que o Luís me traísse ou pensasse em fazê-lo. Ele é um menino, um doce... mas consegue ser amargo quando quer, aliás, foi por ele ter sido amargo comigo que decidimos dar este tempo. Foi amargo, foi cruel na forma como se dirigiu a mim, fez uma ciumeira que não fazia sentido porque, e ele tem a consciência disso, se algum dia o traísse, não voltaríamos a estar juntos. Acho que a traição é o pior que pode existir num casamento e não me passa pela cabeça traí-lo, assim como tenho a certeza de que ele não me irá trair.
– Foi a primeira vez que estiveram separados?
– Estamos casados há três anos. Obviamente que durante este período já houve momentos em que precisámos de espaço e é muito importante sabermos quando é que temos de dar espaço um ao outro para que o casamento não se torne maçador. O conseguirmos respirar é o suficiente para que as coisas perdurem. E quando nos casámos, a 20 de maio de 2011, foi precisamente com a intenção de ser durável, e querermos que os nossos filhos cresçam com uma família estável e harmoniosa. Quando há uma fase de saturação num casal, há a discussão, e a pior coisa que se pode fazer é discutir à frente dos filhos, e nós sempre tivemos o cuidado de nunca discutir à frente dos nossos filhos. A necessidade de haver um afastamento, seja de que tempo for, é para tentar manter o casamento saudável e que os nossos filhos cresçam num ambiente tranquilo.
– Eles não se aperceberam de nada?
– Nada! O papá estava a trabalhar. Eles já estão habituados às ausências do Luís em trabalho, portanto, o mais natural para os meninos era ele sair de casa. Ainda assim, telefonava-me todos os dias a perguntar como é que eles estavam, falava com eles por telefone, tudo como se estivesse a trabalhar. Depois, quando tivemos a certeza de que voltaríamos a estar juntos em breve, o Luís passou a ir visitá-los ao colégio. E agora estamos aqui a passar este fim de semana a dois, de modo a recuperar este tempo de afastamento e aproveitar estes dias aqui na herdade.
– Porque sentem falta destes momentos a dois, sem crianças?
Luís – Sem dúvida. Já tinha dito ao Eduardo que nos fazia falta estarmos os dois sozinhos, sem as crianças, para que a paixão, a relação, se mantenha acesa. Por mais que gostemos dos nossos filhos, precisamos do nosso espaço sozinhos e, em casa, isso é impossível. Estes momentos a dois fazem todo o sentido e todos os casais com filhos deveriam fazê-lo. Por isso escolhemos este sítio lindo e maravilhoso no meio do Alentejo.
Eduardo – O Luís afastou-se totalmente da moda durante ano e meio para oficializarmos a situação do Bernardo, que implicava a sua presença em tribunal. Entretanto chegou a Lu, foi uma burocracia mais fácil, mas que também implicava a presença do Luís. Este último ano e meio foi dedicado a cem por cento aos filhos e, a dada altura, esquecemo-nos de nós. Temos a responsabilidade de educar aquelas crianças, mas também temos a responsabilidade de manter a nossa relação saudável para que se mantenha por muito tempo. Se calhar esta coisa dos ciúmes foi uma chamada de atenção para o desgaste que estava a acontecer na relação, porque não estávamos a olhar para nós, mas sim para os nossos filhos. Esta foi a conclusão a que chegámos durante este afastamento.
– Afastamento esse que veio fortalecer ainda mais a vossa relação?
– Não faço intenção nenhuma nem de me separar do Luís nem de acabar esta relação.
– É um casamento para a vida?
– Nada é para a vida, mas a intenção é que o seja. O dia de amanhã ninguém o sabe... Lutamos para que seja realmente para a vida e quero que os nossos filhos tenham orgulho da relação dos pais, não quero que eles se envergonhem de nada e que nada belisque a vaidade deles pelos pais. Um dia mais tarde, quando lhes perguntarem pela mãe, espero que tenham bases fortes para que isso não os incomode. Se forem felizes dentro da família e se sentirem essa força, nunca se vão envergonhar e vão ter sempre uma resposta à altura. A família que constituímos é a melhor coisa que me aconteceu na vida!

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