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Rita Andrade e o filho, Gustavo, partilham sorrisos e emoções em Cayo Coco, Cuba

A apresentadora da SIC e Gustavo puseram as brincadeiras em dia e mimaram-se muito.

Cristiana Rodrigues
2 de agosto de 2014, 10:00

Rita Andrade estava um bocadinho ansiosa quando chegou ao Aeroporto da Portela, Lisboa, de mão dada com o filho, Gustavo, de quatro anos, para quem esta viagem a Cuba representa o primeiro carimbo no passaporte. No entanto, assim que o avião levantou voo a apresentadora do Fama Show, na SIC, e do Posso Entrar?, na SIC CARAS, e ainda estudante de Ciências da Nutrição descontraiu. Durante as nove horas de viagem, Gustavo não fez uma birra, dormiu, comeu e deu muitas gargalhadas. Estava feliz. E assim foi durante toda a estada no Pestana Cayo Coco. Mãe e filho puseram as brincadeiras em dia, mimaram-se muito e ainda se conheceram melhor, como Rita explicou nesta entrevista. A apresentadora falou também da ótima relação que mantém com o pai do filho, Nuno Ramos, de quem está divorciada, e da atual fase de estabilidade emocional, não querendo no entanto adiantar muito sobre a aproximação recente ao designer gráfico André Tojal, de 33 anos.
– Esta foi a primeira viagem que fez com o Gustavo...
Rita Andrade –
Esta viagem está a ser um sonho realizado. Consegui trazer o Gustavo, com quatro anos, para um destino que é indescritível. Só sentir a areia branca fininha nos pés, a água quente e ver a felicidade dele a brincar nas ondinhas está a ser maravilhoso.
– Saem daqui muito mimados?
Muito mimados e felizes. Apesar de não serem umas férias muito pacatas, porque tenho de corresponder a algumas brincadeiras do Gustavo, têm um sabor mais doce e muito mais especial.
– Pois, se por um lado sai daqui a precisar de descansar, por outro certamente vai sentir a falta desta dedicação quase em exclusivo ao Gustavo...
Vou sentir, sem dúvida, a falta deste tempo todo nosso, é um tempo que fortalece ainda mais a nossa relação, porque foi a primeira vez que estive tão longe e só com ele. Andamos colados um ao outro.
– E tem feito também muita questão de não descolar...
[risos] Sim, têm sido férias para estar com o meu filho e até para conhecê-lo melhor...
– Sim, porque às vezes achamos que já os conhecemos...
Sim, aqui descobri que o Gustavo se dá bem com cenários novos, não estranha, que facilmente se adapta a novas realidades, nomeadamente a horários, alimentos e temperaturas. Tem estado com pessoas que não conhece, não há muitas crianças, mas isso não lhe está a gerar qualquer tipo de desconforto ou ansiedade. Claro que tenho de brincar mais com ele, mas tem-me dado também imenso prazer.
– Há quem diga que viajar é outra forma de educar...
E com razão. É importante que o Gustavo não seja etnocêntrico, é bom que ele abra os horizontes e desta viagem ele já vai apreender algumas coisas. Acho que é importante perceber que há mais mundo, mais culturas, mais alimentos do que o que ele conhece.
– Estando aqui com ele, lon­ge de casa, sente mais o peso das responsabilidade?
Claro que se ele estiver num ambiente mais controlado, em casa, na escola, com o pai ou com os avós, sinto que ele está cem por cento seguro. Aqui comigo num país diferente, com uma cultura diferente, claro que tenho uma atenção muito maior, mas eu sou muito mãe-galinha estou sempre preocupada... Quando fomos passear a Havana só faltava pôr-lhe algemas para não me largar a mão. [risos]
– Foi fácil convencer o pai do Gustavo a deixá-lo vir?
Quando lhe liguei a perguntar o que é que ele achava de eu trazer o Gustavo, o Nu­no disse imediatamente que eu devia vir, que ele ia adorar. Não houve um momento sequer de hesitação. Eu tive mais dúvidas porque estava preocupada. Eram muitas horas de voo, um sítio diferente... A única certeza que tinha é que quando o Gustavo está comigo se sente seguro, portanto, conseguiria sempre fazer com que ele se sentisse em casa e assim foi.
– As decisões são tomadas em conjunto com o seu ex-marido?
Sim, todas as decisões que tenho de tomar em relação ao Gustavo são sempre a duas vozes. O Gustavo passa a maior parte do tempo comigo, mas o Nuno tem uma presença assídua na vida do filho e tem com ele uma relação extraordinária.
– Teve um casamento que não correu bem e isso não a faz desistir de outro...
Aprendemos com todas as experiências... Os meus pais têm um casamento de 35 anos, são o exemplo de amor, de respeito, de união, são para mim o barómetro do que é uma relação perfeita, com os seus altos e baixos, portanto, a fasquia está muito alta. Infelizmente, não consegui ter um casamento como o deles, mas não vou viver a pensar nisso. O amor acontece quando estamos preparados para o receber.
– Reencontrou a estabilidade emocional?
Totalmente! Sinto-me mui­to tranquila, sinto muita paz e neste momento sou uma mulher preenchida. Tenho todo o amor que posso desejar, tenho um filho maravilhoso, pais incansáveis, uma irmã com quem posso contar, amigos muito bons, que estão lá sempre, e um trabalho que adoro, por isso, estou muito bem.
– Agora que encontrou o bem-estar a nível familiar e profissional, está preparada para voltar a amar?
A vida vai-nos dando aquilo que estamos preparados para viver e eu vivo ao sabor do que me vai acontecendo. Já passei uma fase em que não havia qualquer abertura para deixar entrar alguém, hoje estou numa fase diferente, tranquila e é com muita ponderação que tomo algumas decisões para deixar entrar alguém na minha vida.
Neste momento vive uma relação que não queira confessar?
Vivo uma vida preenchida com o Gustavo, o trabalho na SIC e o curso de nutrição. O tempo que é meu gostava de manter só meu, mas sim, vivo uma relação com o André, mas prefiro não falar sobre o assunto.
– Por ter um filho, torna-se mais difícil assumir uma re­lação?
O meu filho é a minha prioridade, é o amor maior do mundo, e vai estar sempre em primeiro lugar.
– É romântica?
Sou, mas acho mais bonito alguém desenhar uma flor para mim do que oferecer-me mesmo uma flor. Gosto de criatividade e acho que para um homem encantar uma mulher deve esforçar-se. A vida pode ser fácil noutras coisas, mas no amor deve dar um bocadinho de luta. E que esse amor seja generoso, não na forma material, mas na forma emocional.

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