Nas Bancas

Sophia de Mello Breyner Andresen já repousa entre os ilustres

Foram muitas as figuras da cultura e da política presentes e que fizeram questão de recordar a personalidade ímpar da escritora, durante a sua trasladação para o Panteão.

Redação CARAS
16 de julho de 2014, 14:15

A2 de julho, dia em que se assinalaram os dez anos sobre a morte de Sophia de Mello Breyner Andresen, a poetisa foi trasladada para o Panteão Nacional, túmulo onde agora repousa ao lado de muitos outros portugueses ilustres. Sophia tornou-se, assim, depois de Amália Rodrigues, a segunda mulher a receber a maior honra que Portugal dá, postumamente, aos seus cidadãos.
As cerimónias oficiais foram antecedidas por uma missa privada na Igreja do Rato, celebrada pelo cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente. Os restos mortais da escritora seguiram depois num cortejo fúnebre com honras de Estado, que passou pela Assembleia da República no caminho para a Igreja de Santa Engrácia, onde a cerimónia de concessão de honras teve início com o Hino Nacional, interpretado pelo coro do Teatro Nacional de S. Carlos. Numa almofada colocada aos pés da urna estavam as condecorações oficiais com que a poetisa foi agraciada em vida, nomeadamente as Grã-Cruzes da Ordem do Infante D. Henrique e da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.
Este foi, sem dúvida, um dia emocionante para os familiares de Sophia – em especial para os seus cinco filhos, Miguel, Maria, Sofia, Isabel e Francisco Sousa Tavares. "Estou muito emocionado, orgulhoso e satisfeito. Foi uma cerimónia muito bonita e queria agradecer ao José Manuel dos Santos, já que foi ele que lançou a ideia, e a todos os grupos parlamentares, que votaram por unanimidade e transformaram isto numa cerimónia nacional. Hoje, e à semelhança de todos os dias desde há dez anos, sinto muita saudade”, referiu Miguel Sousa Tavares, que foi cumprimentado por todos os presentes.
Ao usar da palavra, o Presidente da República recordou a grandeza da homenageada: "No momento em que se realiza a trasladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional, onde repousará por direito próprio, ao lado de grandes vultos da cultura e da história portuguesas, é justo homenagear também, a par do seu génio literário, a grandeza cívica e humana por que sempre se distinguiu. Sophia de Mello Breyner Andresen foi grande pela harmonia e aura dos seus versos, mas também pela inteireza do seu caráter.”
Depois da assinatura do Termo de Sepultura por Aníbal Cavaco Silva, Assunção Esteves e Pedro Passos Coelho, a urna foi transportada para o interior do Panteão, onde ficou depositada numa arca tumular junto das do general Humberto Delgado e do escritor Aquilino Ribeiro.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras