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Ana Marques revela o seu lado mais frágil

Apresentadora conta em livro a angústia que viveu durante a gravidez das gémeas.

Marta Mesquita
12 de julho de 2014, 12:00

A gravidez é, normalmente, associada a um estado de graça, um período ímpar na vida de uma mulher. Contudo, há muitas futuras mães que passam por momentos de dor e de angústia ao longo da gestação, ganhando esta suposta fase cor-de-rosa tons mais negros.
E foi precisamente para partilhar com o público os dias em que esteve internada com pré-eclâmpsia na Maternidade Alfredo da Costa e que antecederam o nascimento das suas filhas, Laura e Francisca, que Ana Marques escreveu o livro As Minhas Gémeas. “Precisava deste distanciamento de cinco anos para pôr tudo isto em ordem. É a minha história, mas o engraçado é que a minha caixa de correio eletrónico está cheia de testemunhos de pessoas que se reconheceram naquilo que conto. Por isso, esta história é também a de muitas mulheres que não têm filhos ou que não conseguiram engravidar, que tiveram algum percalço, medos ou até que foram internadas. E como conto tudo o que aconteceu com humor, acho que acabou por ser uma boa forma de expiar os fantasmas. Ao longo do meu internamento tive medo de morrer, mas este livro não deve assustar quem quer engravidar. Contudo, dá uma noção da realidade que é importante ter”, explicou Ana durante a apresentação da obra, que decorreu no El Corte Inglés.
Neste fim de tarde, a apresentadora contou com a presença do marido, Joaquim Barata Correia, economista, que foi o seu principal suporte ao longo da fase mais delicada da sua gravidez. “Naquela altura, o apoio do meu marido foi muito importante. Por isso é que é um livro para pais. O pai é uma figura que fica do lado de fora, que nos transmite todo o otimismo quando nos vai visitar, mas quando regressa sozinho a casa também leva consigo muitas preocupações”, esclareceu Ana, que revelou ainda o que tem sido mais gratificante nesta experiência de ser mãe de duas meninas gémeas: “O melhor é, sem dúvida, ver o companheirismo entre elas. E nós também temos laços e vínculos muito grandes. É ótimo vê-las crescer.”

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