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Isabel Figueira acredita: “Vou encontrar alguém que me ame, respeite e faça feliz”

Em Cayo Coco, Cuba, a modelo mostrou-se indignada com a notícia que a envolvia num falso trio amoroso.

Cristiana Rodrigues
29 de junho de 2014, 10:00

É uma mulher de afetos etem as emoções à flor da pele. Isabel Figueira, 33 anos, dá gargalhadas,chora, abraça, gosta de mimos, pede colo e, com uma naturalidade desarmante,diz sempre o que pensa. No Hotel Pestana Cayo Coco, em Cuba, onde esteve aconvite da CARAS, a modelo e apresentadora não deixou nenhuma pergunta semresposta. Falou da sua recente separação do empresário João Sotto Mayor,não escondeu as saudades que teve dos dois filhos, Francisco, de um ano(da relação com João), e Rodrigo, de sete (do seu casamento com CésarPeixoto), e não conteve as lágrimas quando falou, orgulhosa, da relação quetem com o seu pai. Esta viagem ficou ainda marcada pela publicação de umanotícia falsa numa revista semanal que a dava como estando envolvida com olíder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, no que seria umtriângulo amoroso que incluía a jornalista Judite Sousa. E foi por aíque começámos esta conversa.
– Esta viagem ia ficando estragada com a notícia que de que a Isabel estariaenvolvida num triângulo amoroso...
Nem quero pensar nisso. Fiquei indignada com a notícia. Fizeram umacapa, usaram o meu nome, difamaram-me, expuseram o meu filho mais novo, e aindao Henrique Blanc, meu amigo de longa data. O que inventaram foimuito grave. Foi um choque para o meu pai também ver o meu nome associadoàquela mentira. Senti-me impotente, estava a milhares de quilómetros dedistância e tornou-se difícil dar explicações às pessoas que me são próximas.
– O que pensa fazer agora?
O que posso dizer é que a revista tem de ser punida, porque a notíciame prejudicou a todos os níveis, pessoais e profissionais. A minha agência, aGlam, já deu entrada com uma queixa-crime e com uma ação cível contra o grupoImpala, em concreto contra o jornalista que assinou a peça e contra o diretorda publicação.
– Assim que lhe contaram por telefone o que se estava a passar em Portugal,a primeira pessoa para quem ligou foi o seu pai. É o seu porto seguro?
O meu pai é a pessoa mais maravilhosa que conheço, um grande apoio, umgrande amigo, uma pessoa que sempre me deu muito carinho. É o meu equilíbrio,uma pessoa muito especial que amo. Apesar de ter duas relações falhadas, dasquais tenho filhos, o meu pai tem orgulho na pessoa que sou, acredita em mim.Tenho muita sorte em tê-lo na minha vida e o Rodrigo também, porque além de serum ótimo pai é um excelente avô. Obrigada, pai!
– A Isabel separou-se há três meses, suponho que ainda não esteja refeita...
Claro que não, uma separação nunca é fácil, ainda por cima havendo umfilho. Mas nós definimos bem o que queríamos, o que tem tornado tudo maisfácil. Neste momento o bem-estar do Francisco é o mais importante.
– Sente alguma frustração por não ter conseguido levar um casamento até aofim?
Sim, sinto que é uma frustração. Mas hoje em dia é mais fácildesistirmos. As pessoas estão menos tolerantes, menos dispostas a fazersacrifícios. Por vezes deixam de se concentrar no que vale a pena edispersam-se.
– Seria capaz de viver uma relação de fachada só porque acredita nocasamento?
Não. Acho que temos de fazer sacrifícios numa relação tentandoultrapassar os obstáculos e esforçando-nos para salvar o casamento. Quando eu eo João tomámos a decisão de ter um filho foi porque pensávamos ficar juntospara sempre. Se abdiquei da minha carreira para ter mais um filho foi tambémporque acreditei nesta relação. As coisas não resultaram e decidimosseparar-nos... Antes assim do que não sermos felizes. Tenho uma velha máximaque é ser feliz acima de tudo, porque a vida é demasiado curta para não o ser.
– Mas fez tudo para manter esta relação?
Tenho a certeza que sim, que fiz de tudo a favor de algo em queacredito, que é no casamento com respeito, fidelidade e dedicação. Tenhoorgulho de ter feito tudo o que estava ao meu alcance. Nesse campo não falhei.
O João trabalha à noite. Poderá ter sido um dos fatores que prejudicaram arelação?
– Quando conheci o João ele já o fazia, mas com o decorrer da relação e com umfilho foi-se tornando incompatível. Temos estilos de vida diferentes.
– Ainda ama o João?
Sinto um respeito enorme por ele, porque é o pai do meu filho. Amar,amo os meus filhos, e quem me faz bem.
– Tem esperança de encontrar uma pessoa que a faça feliz ou deixou deacreditar no amor?
Não é uma prioridade agora mas não vou perder a esperança de encontraralguém que me ame, respeite e faça muito feliz.
– Tem medo de voltar a apaixonar-se?
Medo não tenho, sinto é que não estou disponível para amar nestemomento. Quero continuar a dedicar-me aos meus filhos, viajar, porque estounuma fase de aceitação, em que preciso de me reencontrar, perceber onde falheie tentar melhorar. E tenho a certeza que um dia vou ser muito feliz com afamília que sonhei e quis.
– Criou laços com o filho do João, o João Maria. Tem sau­dades dele?
Sim, muitas, custa-me mui­to. Entrou na minha vida e acei­tei-o comose fosse um filho. Sinto saudades dele.
– É duro ter dois filhos a seu cargo a maior parte do tempo?
Não é fácil, mas tenho dois filhos maravilhosos, que são a minha maioralegria, por quem faço tudo e custa-me estar longe deles.
– Como está a acontecer agora...
Sim, estou cheia de saudades e penso neles a toda a hora, mas também seique saio desta viagem com outra energia para enfrentar o mundo. Estar longedeles estes oito dias não me fará ser menos mãe.

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