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Cláudia Vieira arrasa em Cannes: “Senti-me uma verdadeira estrela, foi muito especial”

A CARAS acompanhou a atriz ao Festival de Cinema de Cannes. Uma oportunidade única e de sonho para Cláudia.

Inês Neves
28 de junho de 2014, 16:00

Deslumbrada. Foi assim que Cláudia Vieira se sentiu na sua primeira visita a Cannes, onde permaneceu três dias. Tempo suficiente para se sentir uma “verdadeira estrela”, como a própria descreve esta experiência. A atriz foi uma das convidadas da L’Oréal Paris para estar presente na 67.ª edição do Festival de Cinema de Cannes, na qualidade de embaixadora da marca, e a CARAS acompa­nhou-a nessa visita. O balanço foi feito já em Lisboa.
– Ficou mesmo maravilhada com esta visita a Cannes...
Cláudia Vieira – Mesmo! Foi a primeira vez que estive em Cannes e não há amor como o primeiro. Foi mesmo muito especial e absolutamente mara­vilhoso. Aquela red carpet é qualquer coisa de extraordinário. Estar num local onde impera tudo o que é glamour é fantástico. Nós temos isso nos nossos Globos de Ouro, à sua escala, mas lá é outra coisa. Estar próxi­mo de celebridades que admiro, como a Juliette Binoche ou o John Travolta, que estão a posar para os mesmos fotógrafos que eu, fazer parte de tudo aquilo é extraordinário.
– Descreva-nos essa passadeira vermelha cheia de estrelas internacionais...
– A passadeira vermelha é muito mais do que uma passa­gem para se assistir ao visionamento de um filme. O momento é ali. É interessante ver os fotógrafos vestidos de igual, todos arranjadinhos, de camisa branca, laço e blazer, parece uma parede de fotógrafos e de máquinas, dá mesmo vontade de os fotografar, mesmo para quem está a passar. E depois é tudo extremamente organizado. Ninguém fica na rua à espera. Cada convidado vem com os seus motoristas e ficam nos carros à espera. É tudo muito confortável e agradável, é tudo bom. Outra curiosidade: ‘limpam’ a passadeira vermelha sempre que vem um ator ou elenco de um determinado filme ou para as embaixadoras da L’Oréal. Então, não foi só avançar por ali como mais umas quantas pessoas. Não. A passadeira estava totalmente vazia, com as duas paredes de fotógrafos à nossa espera música. Foi um show.
– Sentiu-se uma estrela?
– Sim, senti-me mesmo uma verdadeira estrela. No meu caso, que fui como embaixadora da L’Oréal, que já tem uma parceria de 17 anos com o festival de Cannes, há uma atenção muito especial para connosco. Por exemplo, tínhamos todas um guarda-costas que andava connosco para todo o lado: no aeroporto, na passadeira, na sala de cinema... Só saiu quando me sentei e voltou pouco antes de o filme terminar.
– Em Portugal é uma estrela, mas em Cannes não a co­nhecem...
– Mesmo assim, eles fizeram-me sentir uma estrela lá. Acho que o vestido que levei também impressionou, a minha atitude descontraída... Uma das coisas que eu não sabia é que elas [as atrizes] não mexem nos vestidos enquanto estão a passar na red carpet, para que as muitas objetivas apontadas não nos captem num momento em que estamos a corrigir seja o que for. É muito profissional. Claro que não foi nada disso que eu fiz. Cheguei lá e mexia de um lado, endireitava do outro e depois é que parei para posar. Então, tenho montes de fotografias a fazer caretas. Mas acho que isso também marca um bocadinho do que eu sou e não me preocupei muito.
– E o que retira dessa viagem?
– Que quero voltar e da próxima vez a participar num filme que esteja a ser apresentado no festival.
– Ambicioso! E já houve contactos nesse sentido?
– O festival de Cannes é um centro de contactos, estão lá os melhores realizadores e produtores de cinema, distribuidores, atores... Houve convívio e contacto com algumas pessoas, mas não se fica com a noção se isso desencadeará alguma coisa nesse sentido ou não. Mas fica sempre a esperança [risos].
– Agora que está separada, é-lhe mais difícil viajar para o estrangeiro e deixar cá a Maria? Por uma questão de logística...
– Não. Quando vivia com o Pedro [Teixeira] e eu tinha alguma viagem para fazer, o normal seria a Maria ficar com o pai. Caso ele não pudesse, ficava com uma das avós ou com os tios. Felizmente temos uma família grande e próxima de nós que sempre nos apoiou nesse sentido. Agora, se eu estou fora, o Pedro tem de gerir onde vai buscar ou pôr a Maria. Não é bem igual, mas também não é difícil. É uma ginástica como sempre foi, com a diferença de que antigamente havia semanas em que não havia necessidade de fazer essa ginástica. Agora tem de se fazer essa gestão. Até porque nós não temos dia ou dias certo para a Maria ficar com o pai, porque temos horários irregulares e complicados.
– Há uns tempos falou-se numa possível reconciliação com o Pedro. Continua a pôr essa possibilidade de parte?
– Preferia não falar sobre a minha vida pessoal. Posso dizer que tenho tido uns meses cheios de trabalho. Numa fase em que me separei e em que entretanto acabou a novela que estava a fazer, tudo o que eu gostava era de ter um ritmo intenso a nível profissional e isso, felizmente, tem acontecido, o que acaba por ser muito bom. Estou focada no trabalho e na minha filha e é precisamente isso que me importa.

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