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Cláudio Ramos: "Uma história de amor não é feita à nossa medida"

O apresentador lançou o seu quarto romance e diz que descobriu que o amor tem várias formas.

Andreia Cardnali
21 de junho de 2014, 12:00

Apaixonado pela vida, pelo trabalho, pela família e pelos amigos, e em especial pela filha, Leonor, de dez anos, Cláudio Ramos, de 41, percebeu que o amor tem várias formas para ser vivido e entendido. Foi o que o levou a escrever o seu quarto romance, O Amor Não É Isto. "As pessoas estão muito enga­nadas em relação ao amor [risos]. Às vezes podemos estar muito apaixonados, achar que estamos a viver um grande amor e de repente essa pessoa faz-nos mal e aí ela já não nos está a amar. O título vem daí, da descoberta do que é o amor, sendo que a maneira de cada pessoa amar é sempre diferente. E o que para uns é amor, para outros pode não ser. Uma história de amor não é feita à nossa medida, mas sim à medida de duas pessoas. Eu senti isso algumas vezes e acho que só quando se sente é que se consegue escrever. Este livro foi escrito numa fase complicada da minha vida e, por isso, é tão visceral e verdadeiro. Escrevê-lo poupou-me muitas idas ao psicólogo [risos] e fechou um ciclo da minha vida”, explicou, no dia em que o seu livro foi posto à venda.
Cláudio conta que essa fase que viveu e já foi ultrapassada o tornou numa pessoa "diferente, mais fria, segura e de certa forma menos tolerante", e adianta: "Há fases na minha vida que estão marcadas: os meus 33 anos, quando decidi mudar a minha forma de estar na vida; o nascimento da Leonor, antes disso, e o último ano que passou, dos 39 para os 40 anos.”
Atualmente, Cláudio diz que vive "bem, feliz, tranquilo, seguro e mais encontrado. Não quer dizer que isso tudo não mude [risos]. Mas agora já estou preparado para o que possa acontecer. Eu gosto da catarse e de viver todos os sentimentos até ao âmago, sejam eles quais forem. Mas agora sei muito bem o que quero e já não me permito vacilar.”
Habituado a que falem de si, o apresentador garante que não receia as críticas: "Sei que as pessoas nunca dirão que sou um escritor, mas também não pretendo ganhar um Nobel. Tenho livros semanas inteiras nos tops e sei que muitas das pessoas que criticam nem os leem, mas lido bem com isso. Lido bem com este boneco mediático que foi construído e que as pessoas gostam. As críticas não me chocam desde que saiba que leram os livros.”
Encantado com a atividade de escrever, que considera uma terapia, Cláudio garante que para já vai afastar-se um pouco das palavras: "Ainda estou muito ligado a estas personagens e queria estar um tempo sem escrever. É uma história pesada e da próxima quero uma coisa mais leve. Acho que a vontade de voltar a escrever vai surgir de repente, a partir de algo mundano.”

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