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Bárbara Taborda: "Sou algo conservadora, sobretudo nas minhas bases familiares"

Recém-chegada de umas férias na Ásia, a relações-públicas está feliz junto da filha e do namorado, Rui Moreira.

Andreia Cardinali
21 de junho de 2014, 10:00

Recém-chegada de umas férias de 25 dias na Tailândia e no Cambodja, Bárbara Taborda vive uma fase plena e serena. Se se sente completamente preenchida a nível profissional – além de uma rubrica no programa Mais Mulher, é uma das comentadoras do Passadeira Vermelha, na SIC CARAS, e ainda gere o seu site, Bemyguest –, o mesmo acontece na esfera pessoal, pois vive dias felizes junto do namorado, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e da filha, Constança, de sete anos, fruto de uma anterior relação.
– Acaba de regressar de uma viagem à Ásia e sei que vem encantada...
Bárbara Taborda –
Fiquei, especialmente na Tailândia, cujo povo é muito acolhedor. Sendo um país com as suas dificuldades, é fascinante ver a leveza com que vivem o dia-a-dia. É muito gratificante conviver com eles e dá-nos logo outra perspetiva da vida. No Cambodja o que mais me encantou foram os habitantes das aldeias, as crianças a correr em liberdade com aquele olhar especial... Sentam-se ao nosso colo e fazem com que o mundo pare.
– Fez também retiros espirituais e as tão famosas dietas detox. ‘Mente sã em corpo são’?
– 
Dividi a viagem em várias experiências, mais cosmopolita e cultural em Banguecoque, e espiritual e de detox em Ko Phangan. Fiz ainda um curso de mergulho em Koh Tao, no sudeste da Tailândia. Depois parti para o Cambodja, onde fiz um programa cultural em Siem Riep e Angkor Wat e fui visitar algumas aldeias, conhecer o povo e distribuir comida pelos que precisavam de mais ajuda. Cada experiência teve um impacto em mim e acredito imenso no ditado “mente sã em corpo são”, que uso como regra na minha vida... mas uma mente sã também se cria a olhar o mundo de outra forma. Viajar é a maior bagagem que podemos ter na vida!
– Decidiu embarcar nesta viagem sem filha nem namora­do. Estava a precisar de momentos de introspeção?
Os objetivos que traçamos na nossa vida evoluem com a idade e com tudo o que vamos vivendo e construindo. Estou numa fase profissional em que o que mais gosto de fazer é escrever e sugerir às pessoas o que há de melhor para fazer. Esse foi um percurso que comecei na SIC Mulher com o Bemyguest e que tem sido muito gratificante, ao qual me quero dedicar mais a tempo inteiro e dar-lhe outros horizontes. Como uma das minhas grandes paixões é viajar, pensei em desafiar-me a mim mesma a viajar noutra perspetiva que não a de férias, mas sim a de criar os meu próprios roteiros e guias Bemyguest mundo fora. Esse foi o grande objetivo e tinha de o fazer sozinha com tempo para explorar tudo ao máximo. Quero ver este projeto crescer até se tornar um formato de televisão.
– E como lidou com as saudades?
Obviamente, esta foi uma viagem discutida e organizada em função das pessoas que partilham a vida comigo e até mesmo a nível profissional. Mas todos me apoiaram nesta aventura. No fundo, a forma que encontrámos de colmatar as saudades foi a de fazer com que, mesmo de longe, partilhassem comigo alguns momentos incríveis da viagem através de fotografias e vídeos que ia enviando.
– Tem pena que por motivos profissionais o Rui não a possa acompanhar nestas aventuras?
O Rui tem o trabalho dele e eu tenho o meu. Temos, como qualquer casal, os momentos de lazer para fazermos os nossos próprios programas.
– Acredita que esta viagem a tornou numa mulher diferente?
Sim, vim mais serena, mais paciente e a perceber que certas coisas na minha vida estavam na altura de serem arrumadas.
– Apesar de sempre ter tido cuidado com a aparência, nota-se que a sua noção de estética mudou...
Eu própria me pergunto isso, já que às vezes olho ao espelho e tenho essa sensação. Agora não percebo se é por me estar a aproximar dos 40 anos ou se isso é o espelho da forma como vivo e como me sinto bem comigo própria.
– Considera-se uma fashion victim?
Não, de todo. Não sinto pressão nenhuma e acho, sim, que eu própria crio algumas tendências. Gosto de misturar peças, vestir-me de uma forma diferente, e acho que isso chama a atenção. Gosto imenso de roupa e sapatos, mas há tendências de que nem gosto ou com as quais não me identifico. Comigo é tudo muito instintivo.
– Referiu há pouco que a entrada nos 40 está a trazer algumas mudanças...
Completamente. Acho que até aos 35 anos há uma forma diferente de viver. Sinto-me bem assim e muito diferente do que era. Aos 20 era livre, não olhava para trás, fazia tudo como queria, hoje não posso fazer isso. A minha filha é a minha prioridade e tudo é pensado em função dela. Talvez estas mudanças tenham mais a ver com a maternidade do que com a idade.
– O equilíbrio profissional que vive atualmente também o vive a nível amoroso. Acredita que uma coisa influencia a outra?
Acho que a sintonia é que equilibra tudo e que a nossa base pessoal é que nos dá estrutura para tudo o resto. Apesar de ser assim, muito animada, sou um bocadinho conservadora, especialmente nas minhas bases familiares. Gosto muito do conceito de família e acho que a partir disso uma pessoa fica pronta para tudo. Quando isso não funciona, mesmo que se tenha muito sucesso profis­sional, falta sempre qualquer coisa.
– Diria que esse concei­to de família mais tradicional é notório quando está com o Rui...
Sim, sempre existiu entre nós esse conceito, tanto como quando namorámos, quando continuámos amigos e quando voltámos a estar juntos. Se calhar é essa a nossa grande ligação, compatibilidade e intimidade.
– Com as responsabilidades políticas do Rui no Porto e as vezes que necessita de vir a Lisboa em trabalho, como conseguem ter tempo a dois?
Temos uma vida perfeitamente normal. Todas as pessoas têm vidas profissionais ativas, a nossa é só mais exposta. Somos duas pessoas normais que organizam o seu tempo da mesma forma que todos os casais e temos bastante tempo de qualidade. Somos ambos disciplinados e organizados.

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