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Daniela Ruah sobre o casamento: "O meu pai e o do David é que nos vão casar. Vai ser perfeito"

A atriz e David Paul Olsen oficializam a relação amanhã em Cascais, numa cerimónia íntima à beira-mar. O filho, River Island, vai assistir à cerimónia.

Andreia Cardinali
18 de junho de 2014, 16:56

O último ano e meio foi intenso para Daniela Ruah: ficou noiva, foi mãe e continuou a viver o sonho americano, com a sua participação na série Investigação Criminal: Los Angeles. Em Portugal para ultimar os preparativos do seu casamento com David [Dave] Paul Olsen, que terá lugar ainda este mês, junto ao mar, a atriz desvendou em exclusivo à CARAS alguns pormenores sobre esse dia que será partilhado com o filho, River Isaac, de cinco meses. Uma conversa que aconteceu no final da apresentação do projeto Rock in Rio – 30 Anos, 30 Sonhos, do qual Daniela, de 30 anos, é embaixadora, e em que começou por confessar: "Estou um bocadinho nervosa, não tanto pelo casamento, porque já vivemos juntos há três anos e temos um filho em comum, mas porque quero que tudo corra bem nesse dia. Farto-me de falar de Portugal aos meus amigos e colegas e achei que o meu casamento seria a oportunidade perfeita para as pessoas virem cá."
A dificultar a tarefa, Daniela acumulou os preparativos de um casamento à distância com a gravidez e os primeiros tempos de maternidade, mas desdramatiza: "Da última vez que estive em Portugal já estava grávida e acabei por organizar muitas coisas antes de o bebé nascer. Já tinha o local marcado, o vestido escolhido... tive de me organizar. Felizmente, contei com a ajuda de muita gente. Vai ser uma coisa muito à nossa maneira, já que vamos juntar a minha religião [judaica], com a dele [luterana].”
– Como vai ser a cerimónia?
Daniela Ruah –
Não vai ser pelo civil, nem vai ser numa igreja ou sinagoga. Vamos fazer uma cerimónia tradicional, mista, e o meu pai e o do David é que nos vão casar. Mais pessoal do que isso não poderia ser [risos].
– Essa ideia partiu de vocês?
Sim. E um dos pais disse logo que sim, o outro é que teve de ser convencido... O Dave está sempre a dizer que devemos adicionar e nunca retirar à vida, e como temos culturas diferentes em termos de religião, queremos educar o nosso filho a sentir-se confortável com as duas culturas. E assim o nosso casamento passa a ser super pessoal. Não há de haver nenhum igual. Teremos coisas da tradição judaica, como pisar o copo e casar debaixo de uma tenda, e depois faremos coisas daquilo que é a tradição do Dave, e que ele escolherá ou o pai dirá. Vai ser uma cerimónia muito especial.
– Se são os vossos pais que vos vão casar, com quem vai entrar na cerimónia?
Será na mesma com o meu pai. Ele entrega-me ao Dave e fica lá [risos].
– E o vestido já está escolhido? Foi difícil?
Essa foi uma das coisas que tratei da última vez que cá vim, estava grávida de nove semanas. Foi muito fácil e contei com a ajuda imprescindível da minha mãe. Fiz recentemente a prova do vestido já sem estar grávida e está tão lindo [risos]! Estou super feliz... É da Rosa Clará, que fez um trabalho lindo, e estou mesmo muito contente.
– E quem são os padrinhos?
Bem, não vamos ter os padrinhos tradicionais, mas sim um grupo de seis amigas e amigos que vão de bridesmaids e groomsmen. O irmão do David, o Eric Olsen [colega da atriz em Investigação Criminal] será um dos groomsmen e a mulher dele, que também é atriz, a Sarah Wright, será uma das bridesmaids.
– Percebe-se que todos os pormenores foram pensados por vocês...
Contámos com a ajuda da Casa do Marquês, da minha mãe e do João Belo. Naturalmente, quem está à cabeça sou eu, que dou as ideias e explico o que quero. Fiz imensa pesquisa para cada pormenor.
– E como é que idealiza esse dia?
Vai ser com certeza o dia mais feliz da minha vida, porque também lá estará o nosso filho. Desde que estejamos os três... Serei eu, o meu marido, o nosso filho, os nossos pais, está toda a gente que eu adoro, por isso, será perfeito.
– Mudando um pouco de assunto, tornou-se uma mulher diferente desde que foi mãe
Acho que ainda estou em fase de transição, mas é óbvio que há algo que mexe com a nossa alma. Há uma ligação imediata quando o bebé sai de nós e vem para os nossos braços. Neste momento, quero proteger-me a mim própria, para poder estar cá para o proteger e ver crescer.
– Consegue continuar a ser a Daniela além da mãe?
No início é um desespero, mas acho que é algo a que temos de nos habituar. Temos um instinto protetor, queremos estar com o bebé a tempo inteiro e sentimo-nos perdidas. Tive imensos pesadelos no princípio, acordava para ver se ele estava a respirar... Tive de me habituar a que as coisas estão bem e que eu não tenho de estar sempre em cima do acontecimento. O pai também pode estar atento e eu tenho de lhe dar essa liberdade. E à maneira dele, o Dave sabe consolar o bebé e eles também precisam de criar essa ligação.
– Foi um amor imediato?
Amei o River assim que veio para os meus braços, já o amava dentro de mim, mas não deixa de ser outra pessoa, um ser com vida própria que se junta às nossas vidas. Por isso, tam­bém teve de haver uma adaptação, mas o amor vai crescendo muito depressa e não pára nunca. Também há mães que sentem uma ligação imediata durante a gravidez e eu não senti... Houve um colega que me disse que o facto de ter estado sete meses a fingir que não estava grávida por motivos profissionais fez com que não houvesse essa ligação imediata. Assim que parei de trabalhar e entrei em licença de maternidade, passei a exibir orgulhosamente a minha barriga!
– Apesar de o River só ter cinco meses, já dá para perceber com quem é mais parecido
Ele tem uma personalidade muito própria, mas fisicamente é a cara chapada do pai. Tem o formato dos meus olhos, mas tem a pele muito clara e uns reflexos no cabelo ruivos alourados, como o Dave.
– Foi complicado regressar ao trabalho e deixá-lo?
Não deixei. Felizmente, a produção deixa-me levá-lo comigo para o estúdio, onde fica com a babysitter. Como estou a dar de mamar, assim torna-se bastante mais cómodo.
– E o River vai ser educado com as duas culturas?
Já é. Em casa eu falo português, o Dave, inglês, e a babysitter, espanhol. A família dele do meu lado está toda cá e portanto cabe-me a mim mantê-lo próximo.
– Com um filho, não sente mais saudades de Portugal?
Sobretudo tenho pena que os familiares não estejam mais próximos. Apesar de os meus pais o verem diariamente em vídeo e fotos, o cheiro e o toque tornam tudo diferente. Ele ainda tem bisavós, e tenho pena que só possamos estar todos juntos duas vezes por ano.
– E isso não a leva a ponderar um regresso?
Por motivos profissionais e financeiros vou poder proporcionar-lhe uma vida melhor lá do que cá.E acho que enquanto estiver a trabalhar funciona melhor para a nossa família estarmos nos EUA.
– Costuma pedir conselhos à sua mãe sobre a educação do seu filho?
Claro, mas os meus pais são muito queridos e querem saber de que forma eu quero as coisas feitas, não impõem nada. E isso facilita muito.
– E como é o River como bebé?
Depende. Umas vezes dorme mais horas, outras menos. Eu própria estou a aprender como se faz, como é que ele funciona. Estamos a aprender a lidar um com o outro.
– E como é que consegue equilibrar a maternidade com as respon­sabilidades profissionais e de casa?
Não aconteceu tudo ao mesmo tempo. Comecei primeiro a trabalhar, quando engravidei já sabia como era o meu horário diário, quando o bebé nasceu houve uma fase de transição e fazia-me imensa falta dormir, mas tive de me habituar. Acho que somos seres flexíveis, adaptamo-nos ao que nos rodeia. Eu e o Dave funcionamos muito como equipa e ele é muito companheiro, posso contar com ele para tudo.
– E como é enquanto pai?
É ótimo, muito participativo. Faz tudo à maneira dele e a verdade é que funciona.
– Já sabia que ele seria assim?
Já, se não, não o tinha escolhido [risos]! Foi tudo muito bem planeado. Eu idealizo muito tudo [risos]!

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