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Casados há dez anos, Felipe e Letizia têm superado todos os obstáculos

Para se casar com Letizia, Felipe teve de enfrentar a autoridade paterna e a opinião negativa dos monárquicos mais conservadores, que não aprovaram o facto de a ex-jornalista ser plebeia, republicana, divorciada e ateia.

Redação CARAS
13 de junho de 2014, 12:00

No discurso que proferiu no dia do seu casamento com a antiga jornalista da TVE Letizia Ortiz Rocasolano, o príncipe Felipe de Espanha declarou: “Sou um homem feliz... Casei-me com a mulher que amo.” Para que tal acontecesse, aos 35 anos, o até então aparentemente apagado e dócil herdeiro do tro­no espanhol teve de enfrentar a autoridade paterna e a opinião desfavorável dos sectores mais rígidos da monarquia, mas levou a sua avante, casando-se com uma plebeia divorciada, republicana e ateia, filha de pais separados envolvidos em sindicatos, neta de um motorista de táxi, profissionalmente bem sucedida e conhecida de todos os espanhóis por ser pivô do telejornal principal da TVE. Dez anos depois, muita tinta correu sobre esta união, entretanto abençoada com duas filhas, Leonor, nascida em 2005, e Sofía, em 2007: rumores de zangas e de distanciamento entre o casal e de desentendimentos de Letizia com o rei Juan Carlos e com as cunhadas, sobretudo com Cristina, críticas ao excesso de zelo da princesa das Astúrias com a imagem (nomeadamente as várias cirurgias plásticas que terá feito) ou à sua postura algo fria e distante. Mas a verdade é que Letizia, considerada por quem a conhece uma perfeccionista quase obsessiva, tem vencido todos os obstáculos e, sem atingir propriamente recordes de popularidade, cativa mais admiradores a cada ano que passa, sendo hoje vista como a grande renovadora e modernizadora da imagem da monarquia espanhola e um apoio fundamental para o marido.
Longe vai, de facto, o dia 1 de novembro de 2003, o do anúncio do noivado, em que a jovem caiu na asneira de dizer ao príncipe, que a interrompeu a meio de uma frase: “Deixa-me terminar!” Desde então, a rainha Sofía, que nunca escondeu o seu amor incondicional pelo filho, tomou a seu cargo a “educação” protocolar de Letizia, que, como mulher inteligente que é, não voltou a repetir gaffes do género. Habituada a não calar opiniões, a princesa passou a ter um tal autodomínio nas situações públicas que por vezes tem sido acusada de controlar demasiado as emoções e não ser ela própria.
Para o aumento da popularidade da princesa das Astúrias tem também contribuído muito o esforço com que se dedica às várias causas que abraçou, sobretudo as ligadas ao apoio de crianças doentes ou deficientes, à luta contra o cancro e ao incentivo ao ensino e formação profissional.
Naturalmente, a imagem de mãe disponível e atenta, que não abdica de passar tempo de qualidade com as filhas, nomeadamente condicionando sempre que possível a sua agenda oficial para ir pô-las e buscá-las à escola e dedicando-lhes todos os finais de dia, também lhe tem valido bastantes pontos positivos.
E porque por vezes há males que vêm por bem, as crises que têm atingido a família real também acabaram por reverter a favor de Letizia. O divórcio de Elena, primeiro, os constantes problemas de saúde que o rei tem tido nos últimos anos, depois, e, por último, o escândalo do caso Nóos (em que Iñaki Urdangarín é acusado de desvio de dinheiros públicos, entre outros crimes), que levou ao afastamento da infanta Cristina da agenda da Casa Real, acabaram por catapultar Felipe para um papel de protagonista que de outra forma talvez não tivesse ainda. E a seu lado nesse caminho exigente tem estado sempre Letizia, impecavelmente vestida e prudente nos gestos. Como se espera de uma futura rainha.

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