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Paula Rego inaugura exposição e faz uma visita guiada a Jorge Jesus, seu admirador

Recentemente, o treinador do Benfica revelou ser grande admirador da obra da pintora. Na inauguração daexposição "1961: Ordem e Caos", os dois conversaram animadamente.

Marta Mesquita
11 de junho de 2014, 14:30

Paula Rego, que vive em Londres, veio a Cascais para inaugurar a exposição 1961: Ordem e Caos, na qual são apresentadas várias das suas obras produzidas nas décadas de 60 e 70. Quando chegou à Casa das Histórias, a pintora tinha à sua espera Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, várias personalidades e admiradores, entre os quais se destacava Jorge Jesus. Recentemente, depois de o Benfica conquistar a Taça de Portugal, o treinador comparou o seu trabalho ao de um pintor, fazendo referência a uma obra de Paula Rego. Essa comparação, que foi amplamente divulgada nos meios de comunicação social, valeu-lhe um convite para estar presente nesta inauguração, durante a qual teve direito a uma visita guiada pela própria pintora, que também o elogiou: “Ele é bonito! O meu avô foi sócio fundador do Benfica, que é o meu clube. Nunca me passaria pela cabeça encontrar o treinador do Benfica, mas estou muito feliz.”
Durante esta tarde dedicada à cultura, Jorge Jesus esteve sempre muito atento às explicações de Paula Rego, com a qual trocou várias opiniões. No final, o treinador contou como foi partilhar esta visita com uma pintora que tanto o inspira no trabalho que realiza dentro de campo: “Foi um dia diferente para mim. Não tenho uma ligação afetiva com a Paula Rego, mas reconheço a sua criatividade e qualidade. Não percebo muito de pintura, mas acho que tem um estilo muito próprio, apesar de ter também as suas influências. No fundo, tudo isto é uma história. Também eu sou um treinador com um estilo próprio, mas tive as minhas influências. Ela disse-me que à medida que vai pintando, inspira-se e muda as coisas. E isso também me acontece, mas não posso mudar tudo quando me apetece, porque trabalho com outros seres humanos. Nós trabalhamos em duas áreas distintas, mas o que faz a diferença é a criatividade, que é um elemento que tem de estar sempre presente na vida de um treinador de futebol. Para mim, o futebol também é arte e é por isso que hoje estou aqui.”
Carlos Carreiras, ao despedir-se de Jorge Jesus, também fez referência a esta admiração que o treinador sente pela pintora: “Espero que a Paula Rego o tenha inspirado. Ela também se inspirou com as palavras do Jorge.”

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