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‘Suspense’ e boa disposição é o que estas oito mulheres oferecem

A CARAS conversou com as protagonistas da peça de teatro.

Inês Neves
6 de junho de 2014, 15:30

Há quem diga que várias mulheres a trabalharem juntas é uma receita que gera confusão na certa! Mas aqui a premissa não se aplica. E quem o garante são Inês Castel-Branco, Custódia Gallego, Victoria Guerra, Ângela Pinto, Carmen Santos, Catarina Mago, Joana Brandão e Paula Guedes, que se ‘encontram’ todas na peça 8 Mulheres, uma comédia policial em cena no Teatro da Trindade, em Lisboa.
Depois da antestreia, a CARAS decidiu reuni-las todas numa animada e descontraída produção para saber como está a correr esta experiência. “O Hélder Gamboa, o encenador, diz sempre que quando conta a alguém que está a trabalhar com oito mulheres os homens dizem ‘que sortudo’ e as mulheres ‘coitado’. Mas acho que ele está a gostar e nós estamos a adorar. Não há muitas peças com tantos papéis femininos, foi uma boa ideia da Tenda Produções juntar estas mulheres todas. O resultado não podia ser melhor, temo-nos divertido imenso. Quando me fizeram a proposta para entrar no projeto, não me disseram logo qual seria o meu papel, mas disseram-me qual era o elenco proposto e aí aceitei logo”, contou-nos Inês Castel-Branco. “Os ensaios foram muito divertidos e a peça está a correr muito bem. Nós damo-nos todas lindamente. É um grande prazer trabalhar com estas mulheres todas. Fazer teatro é um trabalho de equipa e não há como dar volta a isso, por isso não nos podemos dar mal”, brincou Custódia Gallego. “E apesar de haver uma grande diferença de idades” entre as atrizes, Paula Guedes garante que “há uma grande cumplicidade e entreajuda de todas”: “É verdade que dizem que não dá bom resultado juntar tantas mulheres, mas é mentira, nós damo-nos lindamente. Estou a adorar trabalhar com todas elas, a peça é muito interessante e todas temos um papel importante e com graça. E felizmente está a ser um sucesso, o público está a aderir.”
Esta peça marca a grande estreia de Victoria Guerra em palco. “A primeira vez que pisei o palco foi assustador e nos primeiros dias de ensaio fechava-me, ficava retraída. Mas o bom é que todas elas me receberam de braços abertos, nenhuma me apontou o dedo, nem por um segundo me fizeram sentir menos capaz por ter menos experiência, muito pelo contrário, todas me fizeram sentir à vontade. Tenho a sorte de poder estar a trabalhar com estas atrizes incríveis. Gosto muito de trabalhar como atriz em qualquer variante, mas estou mesmo a gostar da experiência do teatro, fiquei com o bichinho do palco”, disse. Para Catarina Mago esta também foi a sua estreia num “grande palco, para um grande público”. A atriz está muito entusiasmada com o projeto: “Esta é a primeira vez que estou num teatro destes. É uma grande responsabilidade. Na estreia estava tão nervosa! Quando me convidaram aceitei logo, fiquei muito contente, foi uma emoção muito grande e uma coisa muito boa que me aconteceu, pois todas elas são uma referência para mim. Tem sido uma boa descoberta, estou a aprender imenso, ajudamo-nos muito umas às outras.”
Bastante entusiasmada com esta peça está Carmen Santos que, em 40 anos de profissão, quase consegue contar pelos dedos as vezes que lhe propuseram fazer comédia. Como tal, quando isso acontece e o projeto é inte­ressante, aceita de imediato: “Sou muito pouco solicitada para fazer comédia, acham sempre que eu sou muito dramática. Eu acho que não, gosto muito de me rir.
Portanto, uma oportunidade destas agarrá-la-ia sempre com unhas e dentes. Além de ser uma coisa que gosto de fazer, e faço pouco, é uma coisa que faz bem à saúde. Rir faz tão bem! Tenho-me divertido imenso.”
Last but not least. Joana Brandão foi a última a ser chamada para fazer parte do elenco. Um porme­nor sem importância para a atriz: “Vim substituir outra atriz. São coisas que acontecem, se uma não pode, vai outra. Não é nada desprestigiante. Agarrei este projeto com unhas e dentes, não me interessa quando me chamaram. E quando isso aconteceu fiquei logo muito entusiasmada. O Hélder ligou-me a um domingo e perguntou-me: ‘O que fazes amanhã?’ Lá consegui organizar a minha vida para entrar na peça. E apesar de ter entrado mais tarde, quando já havia uma dinâmica de grupo que ainda não tinha, foi muito fácil integrar-me. Receberam-me muito bem.”
No fundo, a grande responsável por juntar todas estas mulheres em palco é Ângela Pinto, que faz parte da direção da Tenda. “Um risco que compensou e que se tornou uma aposta ganha”, segundo a atriz: “Tivemos a preocupação de ter um texto de qualidade, mas também divertido, porque as pessoas precisam de se divertir, estão muito cansadas. Fomos ao encontro do público e acho que acertámos. Estou-lhes muito grata por terem aceitado este projeto, que era um tiro no escuro em termos económicos. Estou muito feliz.” Difícil para Ângela foi separar o papel de atriz do de produtora: “Tive de lhes dizer que ali, em cima do palco, era atriz e não produtora, senão ia ficar louca. Claro que não consigo desligar completamente os dois fusíveis, mas tento. E eles ajudaram-me imenso. Mas no fim do dia vou ver os mails todos, ver o que falta, o que correu bem ou mal.”
No fim, as atrizes deixaram o convite: “8 mulheres, um homem e um assassinato. Estão reunidas as condições para uma divertida comédia policial. Venham ver!”

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