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Rui Unas: “Nunca vou perder o meu lado alternativo”

Aos 40 anos, o ator e apresentador lançou uma autobiografia ficcionada, “Nascido e Criado na Margem Sul”.

Marta Mesquita
1 de junho de 2014, 14:00

Aos 40 anos, Rui Unas acaba de lançar a sua autobiogra­fia ficcionada, Nascido e Criado na Margem Sul, que, como o próprio define, “é uma autobiografia disfarçada de livro de humor.” Irreverente e divertido, o ator, apresentador, humorista e autor concilia na perfeição o seu lado público e extrovertido com o Rui tímido e discreto que, confidencia, gosta de estar em casa com a mulher, Hanna, e os dois filhos, André, de sete, e Rafael, de três.
Tendo como mote esta sua autobiografia, o artista conversou com a CARAS e revelou quem é o Rui Unas de todos os dias.
– Aos 40 anos já há vida e histórias suficientes para se escrever uma autobiografia?
Rui Unas
– Sim, é a idade mínima para se escrever uma autobiografia. Os 40 são um marco na vida de qualquer pessoa. E agora que estou a passar essa fase posso confirmar que esse cliché é mesmo verdade. Já temos um passado, mas ainda temos muito futuro. Estamos a meio da nossa existência e faz sentido fazer balanços e projeções.
– E pode partilhar connosco alguns desses balanços e projeções?
– O balanço é muito positivo. Estou a atravessar uma ótima fase em todos os quadrantes da minha vida. Aos 40 anos, começamos a valorizar mais a forma como vivemos o nosso tempo. Valorizo muito tanto o tempo que passo com a família como as oportunidades profissionais que têm surgido. E ainda quero fazer tanta coisa que nem sei se os próximos 40 anos vão chegar...
– E que Rui se pode descobrir nesta autobiografia?
– Pode descobrir-se um Rui reguila e criança. E também exploro o Rui profissional. Há muitos episódios que estão lá retratados e que explicam a persona que desenvolvi publicamente, mas também revelam a pessoa que está por trás dessa personagem.
– E a personagem Rui Unas é mesmo distinta da pessoa?
– A minha persona televisiva tem muito do Rui Unas, mas explora o meu lado mais extrovertido e despudorado. Há um outro Rui, muito mais tímido e inseguro, que não pode aparecer quando está à frente de uma câmara de televisão. Na verdade, sempre fui uma pessoa muito caseira e que preza bastante o tempo em família.
– Considera-se um irreverente ou essa é uma ideia feita?
– Sempre fui o tipo que fez coisas alternativas e, de repente, comecei a fazer coisas mais mainstream, como o Sol de Inverno, que é uma novela de prime-time. Mas acho que nunca vou perder o meu lado mais alternativo. Há um lado em mim mais imaturo que espero que se mantenha.
– E esse seu lado mais imaturo ajuda-o no seu papel de pai?
– Sim, ajuda. E os meus filhos ajudam-me a manter esse lado infantil que é tão importante para os artistas. Ser criança é ser espontâneo e não ter medo de arriscar. Acho que o meu papel enquanto pai é ajudar os meus filhos a serem adultos sem perderem esse lado de criança.

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