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Andreia Rodrigues aos 30 anos: “Sou apaixonada pelo Daniel, é o amor que desejo para a vida”

A apresentadora, que vai ser apresentadora de exteriores no novo programa de sábados à noite da SIC, revela o seu lado mais intimiste e falou dos quatro anos muito apaixonados e felizese que vive ao lado de Daniel Oliveira, diretor do canal SIC CARAS, coordenador de programas da SIC e apresentador do ‘Alta Definição’.

Cristiana Rodrigues
31 de maio de 2014, 12:00

Adora falar, mas não atropela as palavras. Boa conta­dora de histórias, Andreia Rodrigues, acabada de entrar nos 30, sorri, solta gargalhadas, mas também se emociona. Emociona-se quando recorda a avó paterna, que morreu há pouco mais de um ano e com a qual aprendeu a ter garra e coragem para enfrentar o mundo: começou a trabalhar aos 16 anos, para pagar os estudos, porque nunca quis sobrecarregar os pais, e desde então sempre lutou pelo que quis, olhando para a vida de forma cautelosa e consciente, mas sempre com espírito positivo.
Aos 17 anos, Andreia viu a vida por um fio, num grave acidente de viação, e pensou no futuro que ainda não tinha vivido. Sobreviveu e passou a valorizar mais cada momento. E a não deixar nada por dizer. Aqui fica um excerto de uma conversa que, se houvesse tempo, poderia ter durado horas.
– Os 30 anos são um marco na vida de uma mulher!
Andreia Rodrigues –
Costu­mo dizer que nunca ansiei pelos 18, nem pelos 20, mas desde a adolescência que me lembro de dizer que aos 30 iria fazer uma grande festa. E assim foi. Reuni as pessoas que têm sido importantes ao longo destes 30 anos, as pessoas que amo e que me fazem feliz.
– E houve alguma ausência que lhe tivesse custado?
Felizmente, a vida ainda não me fez sofrer muitas perdas, mas há um ano perdi a minha avó paterna, que era muito importante para mim. E confesso que me fez falta, que gostaria de ter partilhado com ela a entrada nos 30 anos. Tenho saudades do colo dela, das palavras dela... Mas a verdade é que continuo a evocá-la sempre que me é necessário e ela acaba por estar muito presente em mim, porque se hoje sou a mulher que sou, também o devo a ela. Por isso mesmo, apesar de ter tido pena que ela não estivesse fisicamente, gosto de pensar que num sítio qualquer ela está a comemorar os meus 30 anos...
– Como é que lida com a morte?
Não lido bem com a ideia da morte, de ter longe de mim aqueles que me são especiais, mas acho que a vida, de uma forma natural, nos faz continuar em frente. Há dias mais tristes e há momentos em que queria estar com a minha avó, mas quero acreditar que as coisas não terminam aqui. E felizmente tenho os meus pais comigo, e os meus avós maternos, que são igualmente especiais e que me continuam a dar esse colo, um colo mais mimado, sem repreensões...
– Hoje já tem a noção da finitude da vida? Há uma altura em que achamos que tudo é eterno...
Quando tinha 17 anos tive um acidente de viação grave em que estive no limite. O carro caiu por uma ribanceira, para dentro de água, ficou virado ao contrário e eu fiquei imediatamente com a cabeça submersa. Ainda tentei tirar o cinto e abrir a porta, mas não consegui... Sen­ti a minha vida a acabar ali...
– Isso fê-la alterar prioridades?
Na altura não senti uma transformação muito grande, porque aos 17 anos a forma como sofremos o impacto das coisas é diferente, mas hoje tenho a noção de que foi aquele momento que me trouxe a vontade de expressar o que realmente sinto pelos outros. Se amo, digo que amo com todas as letras; se me zango com as pessoas que me são especiais, gosto de fazer as pazes rapidamente. Preciso dessa paz. Não quero deixar nada por dizer, não quero perder tempo chateada. Porque naquele momento senti saudades do futuro, do que não tinha acontecido, do que não tinha sido dito, do que não ia viver. Por isso, esforço-me ao máximo por viver a vida de forma intensa.
– Voltemos aos 30... Cons­tituir família é uma meta para esta fase da vida?
Ser mãe é algo que desejo, acho que serei uma boa mãe [risos]! Ainda assim, acho que ainda tenho tempo. Quero que aconteça nesta década, por isso tenho praticamente dez anos para pensar nisso [risos].
– Vive com o Daniel uma relação de grande investimento?
Invisto sempre tudo de mim, só não o faço quando não vale a pena. E eu não partilho a minha vida com alguém que não valha a pena, portanto, vale a pena investir no amor, investir no que nos faz felizes. E se é para investir, é para o fazer a sério. Dou tudo de mim, gosto de viver a minha vida assim, com essa intensidade...
– Sente que o Daniel é o amor da sua vida?
Sou muito feliz ao lado do Daniel, sou apaixonada por ele. Não consigo prever o futuro, mas o Daniel é o amor que desejo para a vida. Vejo nele o pai dos meus filhos e imagino-me a envelhecer ao lado dele. É um excelente companheiro, o homem que amo.
– Parece admirá-lo bastante...
Sim, admiro muito o Daniel, enquanto homem, enquanto profissional. Nutro uma admiração imensa por ele.
– A vida a dois tem sido uma aprendizagem?
Sim, uma grande aprendizagem! Há momentos em que um outro olhar nos traz uma perspetiva diferente, e quando esse olhar vem de alguém que respeitamos e admiramos tem uma importância maior e faz-nos muitas vezes evoluir.
– Por falar em evoluir, temos assistido também a uma permanente evolução na sua carreira...
Sim, e estou muito grata por isso. É bom olhar para trás e ver o percurso que tenho vindo a fazer e a forma como a minha carreira tem evoluído. E perceber também que tenho vindo a corresponder às expectativas do canal.
– O ‘Fama Show’ fechou um ciclo na sua vida profissional. O que se segue agora?
Bem, continuo a apresentar o Gosto Disto, na SIC, e o Passadeira Vermelha e o A Vida Antes da Fama, ambos na SIC CARAS, e vou estar juntamente com a Júlia Pinheiro e o João Baião a apresentar o programa de sábado à noite, que vai trazer algo de diferente às noites dos portugueses, com muito humor e animação. Tenho a certeza de que os espectadores vão querer estar connosco nestas noites.
– Parece ter sido um presente para os seus 30 anos!
Sem dúvida, foi um ótimo presente da estação. E também o resultado do meu investimento profissional. É um prazer para mim estar ao lado de dois profissionais como a Júlia e o Baião, com quem tenho tanto para aprender... Vou ser a apresentadora de exteriores, o que me dá uma satisfação enorme, pois gosto do contacto com o público e este programa vai permitir-mo, porque vou estar em várias cidades do país. Posso dizer também que vou continuar a dar tudo de mim, aliás, como sempre fiz, para ir ao encontro do que a SIC pretende. E em paralelo nasceu o meu projeto O Gato e o Zorro Arco-Íris. Uma história interativa criada por mim que já está disponível em iPad e em meados de maio estará também em Android e iPhone. Com tudo isto, aos 30 anos sou uma mulher muito feliz.

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